sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Números

Dia: 20
Mês: 11
Ano: 2009
Quilos: 50
Altura: 1,65m
Idade: 28

Marido: 1 (lindo, querido, compreensivo, chato às vezes e que me ama realmente)
Filhos: 1 (lindo, fofo, gostoso, cheiroso, maravilhoso, etc, etc, etc)
Irmãos: 1 (perfeito, que vale por 3)
Amigos: graças à Deus muitos, queridos, indispensáveis, amados
Família: 1 genética (maluca mas adorável), 1 do trabalho, várias de amigos
Casa: 2 (a minha e a do meus pais que será sempre o meu refúgio)
Carro: 1 (está pago e me leva onde eu quero)
Emprego: 1 (que eu AMO)
Atividades desenvolvidas por minuto (adpm): em média 3
Departamentos sob minha responsabilidade: 4
Média de ligações por dia: 34 no fixo + 29 no celular
E-mails (de trabalho) recebidos/respondidos por dia: +/- 30
Obras: 3
Projetos novos para coordenar: 3

Balanço final: SALDO TOTALMENTE POSITIVO

Obrigada Deus por me permitir chegar aos 28 anos realizada como pessoa, como mãe, como mulher, como profissional e com uma vontade de viver muito mais forte do que eu tinha há anos atrás!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apagão, tem explicação!

Depois de muitas especulações acabaram descobrindo qual foi a real causa do apagão desta semana.

Já era quase dez horas da noite quando o último engenheiro saía da base de controle da Itaipu. Antes de sair ele deu boa noite ao estagiário que ainda estava trabalhando e disse:
- Quando sair, desliga tudo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

As três estações

Chegou-se à conclusão que Curitiba não tem as quatro estações do ano.


Curitiba tem apenas três estações:

1. Inverno;

2. Estação ferroviária;

3. Estação tubo.

Pelamordedeus!!! Eu não aguento mais frio e chuva!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A verdade em letra de música

Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Trecho da música "Impossível" do Biquini Cavadão

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tá com sede? Bebeu água?

Olha, olha, olha a água mineral, água mineral...

Eu estava reparando...
Aqui no nosso escritório (e talvez em outros também) todo mundo tem uma garrafinha de água em cima da mesa.
Tem aqueles que tomam água no gargalo, tem aqueles que deixam um copinho ao lado e só tomam no copo (eu faço isso).
Tem quem encha sua garrafa umas 3 ou 4 vezes por dia (eu), e tem quem usa a garrafa como peso de papel a maior parte do tempo, porque nem lembra de tomar água durante o dia.
Mas, invariavelmente, todos aqui têm uma garrafinha sobre a mesa.
E reparando um pouco mais, as garrafinhas de água em cima da mesa deixaram de ser apenas um recipiente para armazenamento temporário de água.
Hoje elas são praticamente objetos de decoração.
Sério, vocês já reparam na diversidade de formatos e cores das garrafinhas de água mineral de aproximadamente 500 ml? Sério... Tem muita variedade!
Sem contar que agora a água não é simplesmente ”água com gás” e “água sem gás”. Não, isso é passado. Agora as águas são saborizadas (laranja, limão, tangerina, maçã, etc...), são “levemente” gaseificadas. Ééééé, a coisa está sofisticada! Tanto que algumas eu não chamo nem de água, mas de refrigerante-disfarçado-de-algo-mais-saudável.
Tudo bem que a gente compra a água sofisticada, saborizada ou levemente gaseificada uma vez só, põe em cima da mesa do escritório e depois só vai reabastecendo a garrafinha com a água mineral normal, sem-gás-nem-glamour, do bebedouro da empresa mesmo.
Isso é irrelevante, o mais legal é que você fica com aquela garrafa bonitona lá em cima da sua mesa, praticamente uma escultura.
Aí, depois de uns 3 meses (ou mais, dependendo do grau de falta de higiene da pessoa), quando já começa a se formar uma camada verde no fundo da garrafinha e o povo das mesas ao redor começa a tirar sarro, a gente vai lá e compra outra para substituir.
Alguns são fiéis, e fiéis a tudo: marca, tipo, sabor, formato da garrafa. Outros são fiéis apenas ao sabor, outros apenas à cor da garrafa e outros ainda (como eu), não são fiéis a nada, hora escolhem pela garrafa, hora escolhem pelo tipo ou sabor da água, tudo depende do dia e do preço de cada uma no mercado.
A minha atual é de água mineral normal sem-gás-nem-glamour, mas é uma garrafa cor-de-rosa, toda curvilínea, cheia de arabescos e hibiscos em vários tons de rosa, assinada (assinada?) pela Priscila-Fantin (afffffe! Cada inutilidade!). Pois é, essa parte da assinatura da embalagem eu só vi agora, escrevendo esse post, senão nem tinha comprado, que coisa mais inútil!
Prefiro muito mais comprar a outra da mesma marca que também é rosa, mas em formato mais normal e que, ao comprar, ajudamos, automaticamente, o Hospital Erasto Gaertner (referência em tratamento de câncer aqui em Curitiba). Está vendo só?! A gente bebe água e faz caridade ao mesmo tempo!
Mas, como faz apenas umas duas semanas que eu comprei essa garrafa, imagino que ela deva marcar presença aqui na minha mesa por mais umas 4 semanas... ou até eu comprar uma Perrier... quem sabe?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Desabafo!

Hoje é seu aniversário e eu realmente não gostaria de estar chateada com você da forma que estou.
Sei que eu tenho perdido a paciência com freqüência, mas às vezes fica difícil engolir algumas coisas assim, no seco.
Penso que quando um casal tem problemas eles precisam resolver isso entre eles, não dá para levar isso pro palco, incorporar o papel de vítima e expor para todo mundo. Muito menos ficar agredindo verbalmente a outra pessoa na frente de todo mundo.
Não sei e, realmente, não quero saber como está a situação de vocês como casal. Porque o importante para mim é que respeito não deve ser esquecido nunca numa relação a dois, mesmo que a briga tenha sido dura, mesmo que o outro tenha errado feio, tenha o casal 1, 5, 10 ou 50 anos de casados. Se acabar o respeito, acabou o casamento.
Vejo você reclamar da forma que minha mãe fala com você. E muitas vezes eu mesma a critico por isso, falo para ela ter mais calma, peço para ela respirar um pouquinho antes de falar, tudo para tentar amenizar.
Mas ultimamente eu tenho notado a forma que você fala com ela e, convenhamos, você não tem sido o mais gentil dos homens. Pelo contrário, parece que está se esforçando para ser desagradável, e está conseguindo. Sendo assim, não acho que você tenha direito de reclamar da forma que ela fala com você. Eu, por muito menos, já teria juntado as minhas coisas e partido em busca de paz e sossego.
Reclama que ela tem as mil e uma ocupações dela e que nunca fica com você, mas quando ela lhe convida para ir a algum lugar você sempre diz não. E não bastasse o não, fica resmungando e bombardeando o local aonde ela quer ir ou, pior, a pessoa que ela gostaria de visitar.
Eu sei que a filha aqui sou eu, e que você é o pai. Mas parece que você esqueceu o que me ensinou.
- Não quer? Diga “não, obrigado”, mas não precisa criticar e desprezar nada nem ninguém;
- Não gostou do que a pessoa disse? Deixe isso claro, mas sem palavrões, sem ofensas, por favor, isso não leva a nada – seja educado, senão você perde a razão;
- Quer que alguém faça alguma coisa para você? Basta pedir com jeito, pedir “por favor”. Não adianta ficar parado, com cara de coitado, esperando que alguém perceba o que você está querendo;
Eu sei que a vida nem sempre foi fácil para você, pai. Não foi desde o princípio. Mas agora me parece que você tem tudo o que precisa para ser feliz... Pode não ter uma vida cheia de regalias, mas, por favor, olhe os presentes que Deus lhe deu (família, saúde, trabalho). Você escapou de dois AVC’s, livrou-se de ficar com seqüelas que lhe impediriam de andar, de trabalhar. No segundo AVC, quando o médico me disse que, pela região atingida do cérebro, era quase certo que você não recuperaria os movimentos do lado esquerdo do corpo, eu fiquei muito triste, mas sabia que a gente podia canalizar essa tristeza de outra forma, e por isso não lhe falei a respeito. Menti mesmo, na cara dura, e disse que o médico garantiu que em pouco tempo você estaria trabalhando de novo. Você acreditou nisso e, em pouco mais de 15 dias, você já estava trabalhando de novo. Olhe que benção! Olhe tudo o mais que você conquistou! Se alguma coisa não está boa, vamos melhorá-la! Se precisar de apoio, você tem os seus filhos. Olhe o bom trabalho que você e a mãe fizeram com a gente!
Eu só queria ter de volta aquele pai alegre que eu tinha, carinhoso e brincalhão com todos, aberto aos amigos e familiares. Os únicos momentos em que eu o vejo alegre, carinhoso e feliz ultimamente são os momentos em que você está com o seu neto (pelo menos isso).
Mas olhe ao seu redor... Tem muito mais gente em volta! Gente que só quer ter a sua agradável companhia que parece que deixou de ser agradável há algum tempo. Eu não sei onde foi parar aquele pai alegre que eu tinha... Parece que está faltando alguém naquela casa.
Não se feche no seu mundo particular. Não tente se isolar do mundo... Não vai funcionar, posso te garantir. Seja lá o que for que está matando aquela pessoa alegre que era o meu pai, não vai funcionar. A meu ver, só vai piorar.
Eu estou bastante magoada sim, eu diria até que estou mais desiludida do que magoada. Estou tão desapontada que nem presente eu comprei para você, pai. E ainda pensei igual a gente pensa quando decide não comprar presente de aniversário para uma criança “Ele não está merecendo”.
Isso está doendo tanto em mim... e eu sei que você já percebeu. Agora, será que você pode trazer o MEU pai de volta?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vamos embora, pro bar...

Beber, cair, levantar!

Êêêêêêêê!!!
Uebaaaaa!!!
Yupiiiiiiiiiiii!!!

Vai acabar a abstinênciaaaaaaa!
O Gui faz 1 ano no dia 14 de outubro... Parei de amamentá-lo há dois meses, mais ou menos. E enquanto eu o amamentei não bebia nada alcoólico, por motivos óbvios (e também nem dava tempo para isso).
Já foi uma maravilha poder voltar a tomar uma cervejinha antes do almoço de sábado ou domingo lá na casa dos meus pais com todo mundo reunido (pai, mãe, marido, irmão, cunhada, crianças), sentados na varanda, tentando conseguir um pouquinho do sol que nem sempre dá as caras no final de semana curitibano (nem durante a semana também), poder tomar aquele bom vinho quando recebemos alguém em casa na sexta ou no sábado a noite...
Eu adoro isso!
Não o fato de beber, mas o fato de confraternizar com amigos e familiares. AMO ficar sentada em volta de uma mesa de amigos jogando conversa fora, sem me preocupar com o horário, sem nem lembrar que existe trabalho (apesar da gente sempre falar sobre trabalho)...
Voltamos a fazer isso em casa, mas muitos dos nossos amigos agora tem filhos pequenos também, e dificulta um pouco as coisas. Damos um jeito de fazer a criançada dormir e sentamos para comer, beber, papear... mas na segunda garfada ou no terceiro gole sempre um dos pequenos chora... e na seqüência... chora o outro! Então não dá para conversar tão descontraidamente assim.

E, por conta das responsabilidades de uma mãe de família, não consegui ainda ir a um barzinho com os amigos como eu costumava fazer quase toda semana.
(isso sem contar a época da faculdade, onde a freqüência nos bares era muito maior – ta aí uma coisa que aprendemos na engenharia!)

Mas hoje eu vou tirar a barriga e o fígado da miséria... Chega de folga, meu fígado já está há muito tempo só na comidinha saudável, aguinha, suquinho natural, no máximo uma coca-colazinha...
Vou a um barzinho onde tem rodízio de petiscos (comida de boteco, ueeeeba!), muito chopp e caipirinha!
Vou comer mini-pastéis, mini-escondidinhos, provolone frito, mini-carne-de-onça, mini-burritos, mini-kibes, calabresa com cebola, tulipas de frango, mini-baked-potato... e tomar muuuito chopp!!!
Caramba, faz taaaaanto tempo que eu não faço isso (bem mais de 1 ano – para quem ia toda semana pelo menos tomar um chopp e comer batata frita com a turma, isso foi uma tortura) que estou até tendo trimiliques característicos da síndrome de abstinência!!!

E não, não é pela bebida alcoólica! Eu poderia ir a um bar apenas para tomar coca-cola com os amigos... mas COM OS AMIGOS! Isso faz toda a diferença na minha vida!
E eu gosto do ambiente descontraído dos bares, da música, do zum-zum-zum de muitas pessoas falando ao mesmo tempo, do garçom bem humorado que nos atende super bem, da comida de boteco, nada saudável mas que é uma delícia, de erguer um brinde pela amizade, pelo companheirismo, pela felicidade de poder estar reunida com amigos queridos.
(O problema é que eu sempre falo tanto, mas tanto, que meu chopp sempre acaba esquentando e a minha batata-frita acaba virando batata-fria)
Eu gosto tanto desses ambientes (ainda mais agora que não pode mais fumar em ambiente fechado) que, acho que quando eu abandonar a engenharia vai ser para abrir um café-bar(que tal “Bar e Cafeteria Urbanna”?), um ponto de encontro para pessoas que apreciam a amizade, o convívio e o companheirismo tanto quanto eu.

Pode até parecer papo de bebum (até pode ser), mas é que eu vejo que nessa nossa correria de todo dia, acabamos deixando um pouco os amigos de lado, acabamos nos acomodando com a rotina de trabalhar-comer-dormir (no meu caso e de muita gente: trabalhar-cuidardefilho-co(cuidardefilho)mer- dor(cuidardefilho)mir) e se não fizermos um pouquinho de esforço para sair desse estado inerte e vegetativo nós acabamos ficando sozinhos e cada vez mais mal-humorados.
Digo isso porque eu tenho dois bons exemplos por perto, pessoas do meu convívio que fecharam-se no seu lar-doce-lar e não gostam mais de receber amigos, nem de freqüentar casa de amigos, muito menos de sair para um lugar público. E essas pessoas tornam-se cada dia mais mal-humorados, mas pessimistas, mais inertes. Eu VEJO isso todo dia!!!

Então borá lá chamar os amigos, pedir uma pizza, ir pra um barzinho, ou pra um restaurante, fazer uma massinha em casa e chamar aquelas pessoas legais que você conhece para jogar conversa fora e encher a alma de alegria e de energia.

Eu estou indo!
E não preocupa não (irc), vai ficar "zuzu" bem, porque (irc) tem quem dirija pra mim hoje...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aqui pensando com os meus botões...

da calculadora...
Deve existir alguma fórmula (ou seqüência delas) para calcular as proporções e dosagens perfeitas para cada receita...

Tipo uma dosagem de concreto:
Você recebe o projeto (ou o cardápio), onde está especificada a resistência (fck) que o concreto deve atingir aos 28 dias de cura (no caso de comida seria a especificação de qual prato deveria ser feito).

Aí você determina algumas coisas, que você mesmo decide, de acordo com a disponibilidade, por exemplo:
- Tipo de controle tecnológico: rigoroso, razoável ou regular (relacionado à precisão que você usa para medir as quantidades e à qualidade dos equipamentos que você usa na sua cozinha, isso tudo está diretamente relacionado ao tipo de público alvo: metidos à gourmet, de paladar refinado mas simples ou come-tudo-que-aparecer-pela-frente) - o coeficiente de “cagaço” acaba nos levando para um controle tipo regular, no máximo razoável, principamente em obras!!! Que é aquele controle que te dá uma margem maior para erros, sem alterar o resultado final (ou seja, aquele coeficiente que te permite errar um pouquinho na proporção do sal, por exemplo, sem deixar de agradar ao público metido à gourmet);
- Abatimento do tronco de cone, ou slump-test (que seria a consistência do prato ou o "ponto" certo de cozimento da massa, ou da carne, ou a consistência do purê, por exemplo);
- Classificação do agregado miúdo - areia(ou sal, açúcar, farinha, etc): fina, média ou grossa (sal grosso ou refinado, açúcar refinado ou cristal, pimenta moída ou em grãos, farinha de trigo ou farinha integral, etc);
- Massa específica do agregado miúdo (peso/volume: em kg/m³ no caso do concreto ou g/cm³ no caso dos alimentos, devido ao volume a ser executado) – para garantir que a proporção será a correta, evitar diferença nas proporções (exemplo: um copo de farinha solta é diferente que um copo de farinha super compactada para caber mais);
- Composição de agregado graúdo (brita): tipo brita 1 e brita 2 (tipo spagheti nº3 ou nº5, feijão preto ou carioquinha, carne moída ou cubos de carne, arroz branco ou arroz arbóreo... por aí vai);
- Massa específica do agregado graúdo (idem ao agregado miúdo);
- Tipo de cimento adotado (CP2-Z, CP-32, ARI, etc) e sua massa específica (eu compararia o cimento aos temperos, especiarias que dão a graça ao prato);

Aí você insere todos esses dados numa planilha de dosagem, e com alguns cálculos ela te retorna o traço do concreto, ou seja, a proporção perfeita de "ingredientes" (por volume), o consumo (em kg) de cada "ingrediente", a quantidade exata de água a ser adicionada e pronto,
é só você misturar corretamente todos os ingredientes, colocar na forma e aguardar o tempo correto de cura (ou o tempo de forno, fogão).
No caso do concreto nós tiramos corpos de prova e fazemos os testes de rompimento com estes aos 7, 14, 21 e 28 dias, para garantir que ele atendeu aos requisitos de projeto. No caso dos alimentos seria ótimo ter os corpos de prova (amostras) para provarmos antes e garantir que a visita vai comer o prato exatamente como ele deveria ser.
Olha, em 99% dos casos a resistência é atingida, pois tem precisão, tem especificações claras.
E quando não é atingida (olha só que maravilha!!!), você pode calcular um reforço estrutural, nem precisa jogar toda sua receita fora.
Muito mais fácil dosar e preparar um concreto!!!

Porque (vocês vão ter que concordar comigo):
- quanto exatamente é uma "pitada" de sal,
- um "pouquinho" de maizena,
- uma colher "rasa" (rasa quanto???) de essência de baunilha. Sem contar que no meu faqueiro vieram 5 tamanhos diferentes de colher, qual é a colher de chá? e a de sobremesa?
- um "copo" de leite, que copo? eu tenho 4 tamanhos diferentes de copo em casa!!!
- um "maço" de cheiro verde? quanto é um maço? pequeno? grande? o que é exatamente cheiro verde? Desde quando cheiro tem cor?
- leve ao fogo até dar o ponto... que ponto, santo Deus? como é que eu vou saber qual é o ponto ideal de cada mistura? É mole, é grosso?
- Desgrudar do fundo da panela? Quanto mais eu espero desgrudar do fundo da panela mais a mistura gruda!!!
- Uma cebola média... o que é média para mim pode não ser para você, então qual é a dimensão máxima característica de uma cebola média?

Gente, esse mundo da culinária definitivamente não foi feito para mim!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dotes culinários

Para vocês terem uma idéia de como eu sempre fui muito prendada na cozinha...
Eu devia ter uns 13 anos e, na escola onde eu estudava, todo bimestre tinham umas matérias extra-curriculares que nós tínhamos que fazer: artesanato em madeira, eletricidade, economia doméstica, artes, datilografia (sim, eu sou dessa época), tipografia, pirografia, etc., até culinária.
E no bimestre em que estávamos fazendo culinária tínhamos que levar uma receita prática para fazer no dia da aula.
Minha equipe escolheu pão de queijo.
Minha mãe sempre fazia pão de queijo e eu adorava, então propus levar a receita, que era uma receita “super prática e econômica” (era o que eu ouvia minha mãe dizer).
No dia da aula eu levei a receita, a professora olhou e no ato achou estranha.
- Não vai queijo nesse pão de queijo?
Eu peguei a receita, li os ingredientes e respondi:
- É mesmo, não vai! Deve ser por isso que minha mãe chama essa receita de “super prática e econômica”.
- Vamos colocar as mãos na massa, então.

Fizemos. O resultado foi um pão de queijo sem gosto de queijo, sem cheiro de queijo e sem a mais vaga lembrança de queijo. Todos comeram e acharam bom, só que não parecia pão de queijo.

Cheguei em casa e comentei com a minha mãe que o pão de queijo não ficou nem de perto igual ao dela e que eu suspeitava que tinha faltado alguma coisa para dar gosto de queijo...
Concluímos que tinha faltado, adivinhem? Queijo!!!
Não é que na receita não fosse queijo.
Eu é que esqueci de copiar a parte que falava do queijo! Óbvio!

Aí, esses dias vi em um site uma receita de biscoitos bicolores bem parecidos com uns que eu tentei fazer uma vez, mas que não ficaram muito bons... ficaram meio esquisitos.
Bem, vou contar a história do biscoito para vocês entenderem...

MINIFLASHBACK:
Na época vi a receita em uma revista no consultório do dentista, anotei, levei para casa e – estando de férias escolares, sem companhia e dinheiro para viajar, portanto, sem nada para fazer – resolvi fazer os biscoitos.
Achei a receita super-prática, o máximo, pois os biscoitos ao invés de irem pro forno iam para a geladeira por um determinado tempo.
Fiz tudo certinho, mistura-amassa-estica-enrolaigualrocambole e pronto, levei à geladeira, esperei o tempo recomendado, retirei da geladeira, cortei em rodelas bem finas e tcha-tchan-tchan-tchan... não ficou lá tão bom quanto eu esperava... resolvi esperar eles voltarem à temperatura ambiente, era isso que estava errado, com certeza. Esperei, provei, esperei, provei, esperei de novo e no dia seguinte... tchan-tchan-tchan-tchan... eles ainda não estavam bons. Na verdade eles ficaram meio, meio... crus!
Ninguém na minha casa gostou e eu, para não dar o braço a torcer, comi tudo sozinha... demorei mais de duas semanas, mas comi (na verdade, todo dia eu dava um pouco pro cachorro, que me ajudou - coitado).


Voltando ao tempo real:
Então, li a nova receita no site e notei que a única diferença entre ela e a que eu havia feito há anos atrás era a parte de assar os biscoitos. Hoje tenho certeza de que eu esqueci de copiar a parte da receita que recomendava assar os biscoitos depois de retirá-los da geladeira... Quem sabe, se tivessem sido assados, eles não ficassem assim meio, meio...crus!

Por essas e outras que eu não me arrisco mais na cozinha! Principalmente com receitas "super-práticas e econômicas".

Tecnologia

A-há!
Aposto que vcs não contavam com isso, mas o meu celular de R$ 1,00 tem câmera, tem rádio, tem teclas, tela, faz até ligações!!!
Mas o melhor de tudo é que meu celular de R$ 1,00 tem até Bluetooth!!!

Eu que sempre disse que mal sabia o que era bluetooth ("blutúfi") agora tenho isso no meu celular! Olha que evolução tecnológica!

Não tenho a menor idéia de como se usa isso, mas que tem, tem!!! A-há!

Vivendo e aprendendo

Aprendi que não posso deixar nada que não seja a prova d'água na mão do filhote quando há qualquer quantidade de líquido por perto, nem que seja um copo de chá gelado!

Para ele parar de xaropear deixei-o pegar o meu celular enquanto eu brincava com ele no chão da sala.
De repente ouvi um "pluft"...
Óbvio que era o meu celular mergulhando no copo d'água que estava perto.
Perda total! Ele não era a prova de chá.
Tive que comprar um novo que, pasmem, custou o absurdo valor de R$ 1,00.
Até que o prejuízo não foi dos maiores...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Olho por olho, dente por dente

Depois de aprontar alguma peripécia e desobedecer a mãe pela n-ésima vez naquela semana, a pequena recebeu a sentença do seu castigo:
- A partir de hoje você está de castigo! Vai ficar uma semana sem Discovery Kids! - disse a mãe.´
E é lógico que teve resposta:
- Ah é, você vai ver quando eu deixar você sem Caminho das Índias por uma semana, também!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sensibilidade masculina

Já é fato sabido que os homens não têm lá muita sensibilidade, mas tem horas que eu custo a acreditar que sejam tão, tão, tão insensíveis, eu diria até irracionais!

Eles estavam nas preliminares, passava das onze da noite. Toca o telefone, eles olham incrédulos um para o outro. Ela levanta-se e atende ao telefone. Pouco tempo depois volta ao quarto e senta na cama.

- Quem era? - pergunta ele
- Minha mãe, contando que minha avó faleceu e que eles vão viajar ainda hoje para que meu pai possa estar presente no velório e enterro da mãe dele.
- Puxa... Vc não vai querer ir junto?
- Até queria, mas não dá, por causa disso, disso, daquilo e daquilo...
- Tá, e onde foi que nós paramos mesmo?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sobre pesos e medidas

As mulheres vivem buscando um padrão de pesos e medidas que eu não entendo.
Todas querem ser magérrimas.
Todas acham que têm muito quadril, culote, perna muito grossa, e por aí vai... E que isso não pode!
Peito é unânime, vale a pena ter, quem não tem, coloca.
Mas é incrível como as pessoas acham que olhar para mim e dizer “Nossa, você está seeeeca!” é elogio.
É sério, gente, dói tanto quanto você olhar para uma pessoa mais cheinha e dizer “Nossa, como você está goooorda!”
Por que será que ninguém consegue entender que uma mulher muito magra acaba não tendo uma série de atributos indispensáveis à nossa espécie (mais ainda ao gênero masculino), como: bunda, peito, quadril, coxa... E que isso é horrível para a auto-estima de uma mulher?!?!?!
Então, se você me encontar na rua, por favor, não diga que eu estou muito magra... meu espelho me diz isso todos os dias e eu não aguento mais receber este feedback de todos que me cercam!!!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma questão de logística

- Vó, quem que deixa estas revistas aqui na calçada? – pergunta intrigada a pequena criança.
- O entregador.
- Quem é o entregador?
- O carteiro, querida! – disse a avó para simplificar.
- Carteiro é quem entrega carta, né?
- É sim!
- Eu queria ver o carteiro!
- O dia que ele vier entregar alguma coisa aqui você vai ver.
...

No mês seguinte, ela estava brincando no quintal quando ouviu o barulho de uma moto lá na frente e alguma coisa caindo no chão. Correu para lá e viu duas revistas na calçada da varanda. Pegou as revistas e correu para dentro mostrar para a avó.

- Vóóóóó... O carteiro veio de novo deixar as revistas e eu não consegui vê-lo.
- É que ele é muito rápido, não é?
- É né, vó, tem que ser mais rápido que ele para poder vê-lo!
...

Alguns meses depois ela conta para a madrinha toda empolgada:

- Dinda! Eu vi o carteiro! Ele é muuuuuito rápido mas eu consegui ver!
- E ele era bonito?
- Não sei né dinda, ele é muuuuuito rápido, eu não consegui ver o rosto dele, só vi que ele estava de moto e usava uma roupa preta e capacete preto, ele só jogou as revistas e foi embora de moto sem nem falar comigo.
- Então não era carteiro, era o motoboy que entrega revistas.
- Ah, ele só entrega revista? Não entrega cartinha?
- Esse só entrega revista e jornal. O carteiro usa camiseta amarela, calça azul e, normalmente vem de bicicleta ou a pé entregar as correspondências.
- Ai, pelo menos se ele vier a pé vai ser mais fácil de eu ver, né?
- E pra que você quer ver o carteiro?
- Pra perguntar pra ele se ele já conseguiu entregar a minha cartinha pro Papai Noel, já faz um tempão que eu mandei uma carta pra ele pedindo uma moto de verdade, outra pedindo uma fazenda e outra pedindo um cachorro e até agora ele não me mandou nada. Só pode ser porque ele não recebeu as minhas cartas!
- Acho que não, o papai Noel sempre recebe as cartas, talvez ele não tenha entendido a sua letra.
- Errrrrr Dinda, eu nem sei escrever uma carta inteira... eu desenhei! Mas eu acho mesmo que o carteiro não conseguiu chegar lá no Pólo Norte, de bicicleta ia demorar muito. Bem melhor eu pedir pro entregador de revista levar, não é? De moto é muuuuito mais rápido!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

H1N1

Em Curitiba a situação está bem crítica.
Os hospitais têm vários/muitos pacientes internados com o tal vírus.
Tem gente totalmente neurótica com essa gripe, pois parece que a situação é suficiente para tal.
Eu estou evitando ficar neurótica, mas alguns cuidados são básicos e necessários para o nosso próprio bem.
Shopping, somente se for estritamente necessário (comprar o presente de dia dos pais até justifica), mas fique o mínimo de tempo possível e não coloque a mão no rosto antes de lavá-la muito bem ou passar álcool 70%.
Se apresentar um pouco de coriza (normal para quem tem rinite ou sinusite como eu) utilize lenços de papel, evite colocar a mão diretamente no nariz, na boca, nos olhos...
Almoçar em restaurante ou praça de alimentação de shopping (para mim) nem pensar!
Andar de ônibus, eu não preciso, mas para quem precisa o mínimo é escancarar todas as janelas, evitar ficar perto de pessoas que estejam tossindo ou espirrando muito, e para quem anda de ônibus diariamente é indispensável um frasquinho de álcool 70% para passar nas mãos assim que desce do ônibus.
Supermercado não dá para evitar, mas dá para concentrar em uma única ida em duas semanas, por exemplo. E vá sozinho, não leve a família toda para passear no mercado.
As aulas das escolas e faculdades públicas e privadas vão para a segunda semana de suspensão na tentativa de evitar a maior propagação do vírus.

Mas aí os pais "muito conscientes" aproveitam que os filhos continuam "de férias" e os levam para o cinema e depois para fazer um lanchinho no shopping!!!

Por favor, me poupem!!!
Se as aulas foram suspensas não foi pra criançada curtir mais duas semanas de férias não... Tem uma razão muito grande e justificável. Foram duas semanas de suspensão das aulas para ficar EM CASA, para evitar o contágio nesse período, para garantir que essas crianças não vão ser contagiadas e contagiar mais um número "x" de pessoas!

Tem pais que não tem a menor noção!!! Desculpem-me, mas desse jeito vai ficar bem difícil conter o vírus.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Apelando...

A gente apela para qualquer coisa para tentar fazer um filho dormir durante a noite!!!!
Mesmo não acreditando que o método vai funcionar plenamente. Mas disciplina, rotina e canja de galinha não fazem mal a ninguém né?
Será que sai muito caro trazê-la para minha casa para ensinar o Gui a dormir???
Sério, a situação tá difícil, as pessoas me dizem "oi" e eu digo "tchau", o telefone sem fio foi encontrado na geladeira, morrendo de frio, pego minhas impressões na impressora que fica na mesa ao lado e dois minutos depois me pergunto por que ela não imprimiu os documentos que mandei, a máquina de lavar está tendo que fazer milagres para limpar a roupa, pois eu não lembro mais de colocar sabão e amaciante...
Será que tenho chances de voltar a ser levemente normal?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Clau... era verdade!!!

Há uns 3 meses atrás, quando eu reclamava que a minha barriga não voltava a ser como era antes, mesmo meu filho já tendo 6 meses e eu já ter retornado ao peso de antes da gravidez, a Clau me disse que ela voltaria sim a ser como antes, era só uma questão de tempo.

E não é que era verdade?

Dei um esbarrão no espelho nesta semana e notei que ela voltou mesmo, Clau!

O problema é que meu peso continua diminuindo... e o do meu filho só aumentando...
Daqui a pouco ele é que vai estar me carregando no colo!

Das dificuldades de ser mãe e mulher...

A maior delas é fazer o marido entender que é impossível ter a mesma frequência sexual de antes tendo que acordar de 6 a 8 vezes toda noite para atender o filho que não tem um sono contínuo e tranquilo desde que nasceu, ou seja, há 9 meses.

A segunda maior delas é aprender a dizer não e não se sentir culpada por isso se ele ficar chateado, ou até mesmo sem falar muito com vc no dia seguinte.

Meu Deus, esses homens (tá bom, esses homem e meio) querem me esgotar!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Criança moderna

Minha sobrinha de 4 anos nunca havia andado em um ônibus de tranporte público.
Aí, um dia desses chegam meu irmão e minha sobrinha lá em casa e a primeira coisa que ela me diz é:
- Dinda, eu vim de ônibus!!!

Ela estava toda feliz, alegre e saltitante, como se andar de ônibus fosse algo como ir a um circo, ou a um zoológico (bem, dependendo do horário e do ônibus que a gente pega aqui na cidade é bem parecido mesmo).

Meu irmão então relata a reação da pequena ao entrar no ônibus:
- Pai, tem banheiro no ônibus?
- Não, filha, não tem, vc quer ir ao banheiro?
- Não pai, só pra saber.
.
.
.
- Pai, tem certeza que a gente pegou o ônibus certo?
- Claro que sim, filha.
.
.
.
- Pai, não tem aeromoça aqui não?
- Não, claro que não, isso não é avião!
- Então não vai ter nem um lanchinho? Nem barrinha de cereais?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Voltando...

Então...
Então eu surtei, falei tudo que me incomodava, gritei, chorei demais, pedi arrego, declarei esgotamento físico e emocional depois de uma fase muito difícil no pessoal e no profissional...
Aí eu resolvi tirar férias, até porque tinha duas vencendo.
Neguei toda e qualquer proposta para vender as minhas férias.
Desliguei-me de tudo, principalmente de telefone e computador.
Só não consegui desligar do filhote, esse é impossível.

Mas voltei renovada, aproveitei as férias para gastar mais do que devia com salão de beleza, roupas novas, acessórios novos e olhar para mim um pouco mais. Afinal... sou mãe e profissional dedicada, mas ainda sou mulher, certo?

Conclusão tirada desse período difícil seguido de uma pausa?
É essencial que eu não esqueça de mim mesma. Essencial!

NOVIDADES DO FILHOTE:
- Aprendeu a dar beijo (quando pedimos e ele está de bom humor e boa vontade);
- Aprendeu a dar tchau e bater palminhas (mas só o faz com as mãos fechadas... certamente herdou esta característica - pão-durismo - do pai e não de mim);
- Apontou uma ameaça de dente, estava muito fora do lugar dos primeiros dentes - que deveriam ser os da frente - e saindo mais por cima da gengiva do que devia (cheguei a pensar que já teria que mandar colocar um aparelho ortodôntico!!!)... Isso me preocupou.
- Aí levei ao pediatra e perguntei sobre o suposto dente... O pediatra disse que não é dente coisa nenhuma, mas sim uma "pérola" - deduzi que estou criando uma ostra!

Corrigindo uma falta imperdoável

Re, querida...
Perdoe-me!
Somente hoje verifiquei que ainda não tinha o seu link aqui no blog... (mas acabei de colocar)
Putz falta imperdoável!
Mas... me perdoa?

Beijo
urbAnna

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vício

Fui ontem ao shopping com o marido e o filhote . Fomos comprar presentes para o primeiro aniversário da priminha do Guilherme e do amiguinho dele. E também presentes para as nossas mamães.

Entramos na loja de brinquedos e compramos os presentes dos babies.

Entrei na livraria e praticamente me esqueci do tempo. Eram 20h55 e eu não comia nada desde o meio dia. Pois esqueci até da fome! Fazia muito tempo que eu não entrava numa livraria para ver as novidades e me empolgar querendo comprar 5 ou mais livros de uma só vez. Mais precisamente, desde que o Guilherme nasceu que eu não fazia mais isso.

Tudo bem que eu não estou tendo tempo de ler justamente por causa do filhote, mas além de tudo a livraria estava dando descontos de 20% no segundo exemplar... E eu assumo, sou viciada em livros. Se pudesse passava a minha vida lendo... lendo de tudo um pouco, saúde, ficção, biografias, engenharia, arquitetura, mais ficção, histórias reais e tudo o mais.

Meu nome é Anna e eu esto... estava há 6 meses sem comprar livros...

Estava... Voltei pra casa com 4 exemplares, pouquíssimo tempo para ler e nenhum presente para minha mãe, porque eu perdi tempo demais na livraria e não deu para procurar o presente dela, pois já estava na hora da mamadeira do Guilherme , na hora de ele dormir, etc...
Voltei pra casa e às 23h consegui colocar a criança na cama. Peguei um livro e aproveitei para ler enquanto o marido assistia ao jogo Corinthians x Atlético PR. Nem o sono me atrapalhou, mas a noção de que eu teria que acordar muito cedo (muito cedo mesmo, às 5h30) e provavelmente acordar várias vezes a noite, me fizeram deixar o livro lá na estante da sala, aguardando que eu tivesse mais uma horinha hoje, pelo menos.

Juro pra vocês, parece crise de abstinência, estou aqui tentando trabalhar, mas numa ansiedade sem tamanho para voltar para casa e poder devorar mais um pouquinho do meu livro novo.
Não vejo a hora de comprar muitos livros para o Guilherme, de ler com ele toda noite uma história. E tenho o nada secreto desejo de que ele se interesse tanto por livros quanto eu. Se depender de mim, incentivo e estímulo não vão faltar!

E como disse Bill Gates um dia:
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a própria história.” Bill Gates

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Qual é a música?

Pra descontrair, porque eu estou precisando, porque hoje é sexta-feira e é véspera de feriadão...

Quem nunca pegou alguém cantando uma música errada? Ou não descobriu que você mesmo cantava errado?
Há bastante tempo atrás, na época do Nós por Nós (blog coletivo no qual eu participava) postei a seleção de músicas que o povo cantava errado.

Não, gente, não foram simples paródias estapafúrdias das músicas.
São relatos reais, pois eu conhecia mais da metade das pessoas que cantavam errado “mesmo” as músicas abaixo, e crentes que as músicas eram assim!!!

A música era “Detalhes”, do Roberto Carlos
Versão 1: “são tantas avenidas, são momentos que eu não me esqueci”
Original: “são tantas já vividas, são momentos que eu não me esqueci”
Versão 2: "eu duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu corpo desruim..."
Original: "eu duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim...”
E o “Menino do Rio”...
Versão 1: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, "PAVAO" tatuado no braco..."
Versão 2: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, ladrão com a toalha no braço..."
Original: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, dragão tatuado no braco..."

E o flagra no cinema...
Versão 1: “No escurinho do cinema, "Gilberto Lopes de Anis"...
Original: “No escurinho do cinema, chupando drop’s de anis...”

Versão 2: “Se a Débora quer que o Greg lhe pegue, não vai bancar o santinho, minha garota, meu best, não sou o chique Valentino...”
Original: “Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck, não vou bancar o santinho, minha garota é Mae West, eu sou o Sheik Valentino...”

Marisa Monte...
Versão: "agora vem pra perto vem, vem depressa vem sem fim dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo peludo sobre o meu..."
Original: "agora vem pra perto vem, vem depressa vem sem fim dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo pesando sobre o meu..."
E lá no navio...
Versão: “entrei de caiaque no navio...”
Original: “entrei de gaiato no navio...”

Lionel Richie - Dancing in the ceiling...
Versão: "oh, nylon... oh ny"
Original: "all night long, all night"

Whisky a go-go – essa é campeã de versões erradas!!!
Versão 1: "Foi numa festa cheia de tubaína e na vitrola o disco engarranchou"
Original: “Foi numa festa, gelo e cuba-libre, e na vitrola whisky a go-go...”
Versão 2: “E eu perguntava tudo em holandês, e te abraçava tudo em holandês...”
Versão 3: “E eu perguntava tu e o holandês, e te abraçava tu e o holandês...”
Versão 4: “Eu te abraçava com terno francês, e te beijava com terno francês..."
Original: “Eu perguntava “Do you wanna dance?”, e te abraçava “Do you wanna dance?”...”

Mordida de amor...
Versão: “ eu não quero tôuca em você oh baby...”
Original: “eu não quero tocar em você oh baby...”

O bêbado e a equilibrista...
Versão: “...que sonha com a volta do irmão doentio..."
Original: "...que sonha com a volta do irmão do Henfil"
"Trocando em miudos" do Chico
Versão: “Aliás devolva a bermuda que você me tomou..."
Original: "Aliás devolva o Neruda que você me tomou ..."
Vinte e poucos anos...
Versão: ” Nem por você nem por ninguém eu me DISFARÇO dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos"
Original: ” Nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos"

Vital e sua moto...
Versão: “Vital e sua moto, mais que um leão feliz!”
Original: “Vital e sua moto, mas que união feliz”

Coitado do Djavan...
Versão: “Ao sair, de um avião, Zumbi pisou num imã, branca às três da manhã...”
Original: “Açaí, guardiã, Zum de besouro um imã, Branca é a tez da manhã...”

Chão de Giz
Versão 1: "Fotografias recortadas em jornais de folha, Hollywood"
Versão 2: "Fotografias recortadas em jornais de folha, a me iludir "

Original: “Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde”

Exagerado mesmo...
Versão: "com mil rosas bombadas"
Original: " com rosas roubadas",

Dizem que o Cláudio Zoli até pensou em trocar a letra da música de tanta gente que canta (ou cantava) errado...
Versão: “na madrugada a vitrola tocando um blues, trocando de biquini sem parar..."
Original: “na madrugada a vitrola tocando um blues, tocando B.B. King sem parar"
Pobre B.B. King, ignorado, substituído por um simples biquíni!

Núcleo Base - Ira!
Versão: "Eu tentei fugir, não queria mais lutar, eu quero lutar mas não com essa faca...”
Original: "Eu tentei fugir, não queria me alistar, eu quero lutar mas não com essa farda...”

À Francesa
Versão: “Nada além de um fim de tarde a mais / Mas depois as luzes todas acesas, para luzes artificiais"
Original: “Nada além de um fim de tarde a mais / Mas depois as luzes todas acesas, paraísos artificiais"

Uma noite e meia
Versão: “Roubo as estrelas lá no céu. Numa noite e meia desse calor. Pego a lua, encosto no mar. Como eu vou te ganhar"
Original: “Roubo as estrelas lá no céu. Numa noite e meia desse sabor. Pego a lua, aposto no mar. Como eu vou te ganhar"

Fagner
Versão: "Quitéria tem um peixe, para em seu líquido aquário mergulhar"
Original: "Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar"

Oceano
Versão: “Amarelo é um deserto e seus tremores..."
Original: "Amar é um deserto e seus temores..."

Guilherme Arantes
Versão: “um dia dezenove pra se aventurar...”
Original: “um desejo enorme, de se aventurar...”

Elis Regina
Versão: “... mas é você que é mal passado e que não vê...”
Original: “... mas é você que ama o passado e que não vê...”
Clássico dos anos 80...
Versão: "iscú babulêra..."
Original: "smooth operator"
Agora, que é muito mais gostoso cantar iscú babulêraaaaa, ah isso é... e ninguém me tasca esse direito! (palavras do autor da versão errada, com o qual eu concordo plenamente)

Camisa de Vênus
Versão: “E acabaram com ursinho caxambó...”
Original: “E acabaram com Sinca Chambord...”

Feliz aniversário – Ira!
Versão: "Feliz aniversário, o endereço da cidade..."
Original: "Feliz aniversário, envelheço na cidade..."

Aquarela
Versão: "Se uma lebre caolha eu consigo passar num segundo”
Original: “De uma América à outra eu consigo passar num segundo"

Haja fé...
Versão: "Tomar café eu vou, café não costuma coalhar..."
Original: “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar..”

Esse era convicto de que Cazuza era mesmo um drogado...
Versão: “E por você eu troco tudo, barreira, dinheiro, bagulho...”
Original: “E por você eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo...”

Lua de Cristal
Versão: “Todos com o Mussum...”
Original: “Todos somos um...”

Legião Urbana
Versão: “É um saci preso por vontade...”
Original: “é um estar-se preso por vontade...”

Pipoca na panela, começa a arrebentar...
Versão 1: “... que programa legal, só eu e vc, e sempre no ar”
Versão 2: “... que programa legal, só eu e vc, e sem peruar”

Original: “... que programa legal, só eu e vc, e sem piruá”

Elba Ramalho - Aconchego
Versão: "Estou de volta pro meu aconchego. Trazendo na bala matante saudade..."
Original: “Estou de volta pro meu aconchego. Trazendo na mala bastante saudade...”

Banda Eva
Meu irmão cantando:
“E a vaca louca, a vaca louca, a vaca louca vai dançar!”
Eu, corrigindo ele... Não é “vaca louca, seu burro! É assim ó:
“E Eva tá louca, Eva tá louca, Eva tá louca pra dançar!”
Enquanto o correto seria...
“Que levada louca, levada louca, levada louca pra dançar!”

Manhã do dia 17/04/09...

Em Curitiba faz o dia mais frio do ano (até o momento).
Tiro meu filho de seis meses da cama às 6h30, enrolo-o no cobertor, chamo o elevador, coloco-o na cadeirinha do carro e, mais uma vez, faço o caminho até a casa da minha mãe, onde o pequeno ficará até as 19h quando eu retorno do trabalho.
Saio preocupada, meu marido teve uma ameaça de infarto nesta semana. Ele tem só 36 anos. Não bebe. Não fuma. É magro. Não faz exercício regularmente porque o trabalho não deixa sobrar um tempo para isso.
Fez todos os exames, aparentemente está tudo bem, mas somente a constatação da ameaça de perdê-lo para um infarto me fez repensar um monte de coisas e me deixou apreensiva por um bom tempo, com certeza.
Meu subconsciente bem que me dizia que algo iria acontecer.
O quase infartado vai pegar a estrada nesta noite, junto com outros homens da família. Vão pescar lá pras bandas do Mato Grosso do Sul. E a sensação ruim ainda continua dentro de mim.
Deixo meu filho e junto meu coração, apertaaaaado. ‘Bora enfrentar mais 40 minutos de trânsito intenso.
Debaixo de uma marquise há duas pessoas dormindo. Devem sentir frio. Talvez fome.
Lembro dos quatro menininhos que eu “adotei” para presentear nas datas especiais (Natal, Páscoa, Dia das Crianças...). Moram numa casinha muito precária na beira de um rio que passa pela periferia da cidade. Lembrei dos olhinhos brilhando quando me viram chegar com ovos de Páscoa no último domingo. Lembrei do abraço que me deram, todos sujinhos, descalços, com o nariz escorrendo, mas com cada rostinho com um sorriso mais gratificante que o outro.
Pensei no quão “volátil” foi este meu ato de presenteá-los no Natal e na Páscoa. Fiz um acordo com minha mãe. Ela dava a cesta básica para a família. Eu dava as guloseimas e presentes (ou ovos, no caso da Páscoa) para as crianças.
Queria muito que eles entendessem que aqueles ovos não significavam apenas “chocolate”, mas significavam principalmente o meu desejo de “renovação” pras vidas deles! Mas achei que eles eram pequenos demais para explicar isso a eles, e a empolgação deles ao verem os ovos deixaram-nos totalmente surdos e cegos para qualquer outra coisa.
Lembrei do pequeninho de 2 anos que, por essas coincidências da vida, tem o mesmo nome do meu filho. Nunca vou esquecer aquele abraço, aquele rostinho, aquele sorriso...
Tá, e daí? Será que hoje eles têm o que comer? Eu posso voltar lá volta e meia, levar alguma ajuda, roupa, comida... Mas eu vou conseguir resolver o futuro daquelas crianças? Eu sei a resposta, e isso me entristece.
Volta e meia algum intrometido (a) que me vê sair de lá diz: “Aquela que tem os 4 meninos? Ela não presta, o marido dela não vale nada, andava até preso há alguns dias! Não trabalham, não fazem nada da vida. Não merecem ajuda!”
Mas e daí? - eu me pergunto. Que culpa tem estas crianças?
E estas pessoas que estavam dormindo ali embaixo daquela marquise?
E aquela criança cochilando naquela “carrocinha” enquanto sua mãe vai recolhendo papéis, embalagens, materiais recicláveis que possam ser revertidos em alguns poucos trocados para comprar comida para a família?
E aquelas crianças africanas que eu vi naquele documentário? Imagens chocantes, praticamente desumanas...
O sinal abre e o carro de trás buzina impaciente para que eu arranque com o carro.
“Que se dane o motorista aí atrás!” Penso enquanto arranco pisando fundo.
Ele deveria se sentir tão culpado quanto eu me sinto em dias como esses, afinal ele também tem carro, tem um trabalho, óculos escuro de marca famosa e um relógio bonito no pulso.
Tem dias em que eu tenho vontade de sair ajudando um por um, mas eu lembro que eu não tenho dinheiro pra isso. Que não posso abrir mão do que tenho, pois vai me fazer falta no final do mês. Mas me sinto egoísta demais por isso.
Sim, eu dou um duro danado para ter o meu salário no final do mês. Tenho que abrir mão de ficar com meu filho para isso. Mas poxa! Eu tive oportunidade de estudar, mesmo que em escola pública a vida inteira, para conquistar um bom emprego e ter um bom salário.
Eu tive oportunidade de me firmar na vida e caminhar com as minhas próprias pernas. Física e financeiramente falando. E estas pessoas? Elas provavelmente não tiveram oportunidade nenhuma...
Mais adiante, no meu trajeto, eu sei que terão mais umas 3 marquises sob as quais sempre tem alguém dormindo. Juro para mim mesma que não vou nem olhar, mas é inevitável. Tenho vontade de parar o carro e ir até lá, deixar pra eles o que eu tiver de dinheiro na carteira, mesmo que pouco, talvez dê para eles tomarem um bom café da manhã, pão para a fome e café para esquentar o corpo gelado, quase duro de tão frio.
A via é rápida e eu não posso parar. E mais um dia eu vou me sentindo culpada, cada vez mais culpada.
Piso fundo. Sei que eu sozinha não vou resolver a vida de ninguém. E, exatamente por isso, tem dias que eu preferia nem existir.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Onde cair morto

A Clau do "É o seguinte... tá bem?!" - cujo link está ao lado - estava comentando sobre um papo do ex a respeito da compra de um jazigo.

Fui comentar o post dela e ia começando assim: Eu nem digo nada...
Mas considerando que tenho duas histórias a respeito para contar achei melhor dizer sim, e contar aqui.

História 01:
Minha mãe, do alto de seus 45 anos (na época) resolveu que compraria um "lugar para cair morta". Lá em casa todos fomos contra, mas ela insistia que era importante.
Foi visitar uns três cemitérios e decidiu pelo Jardim da Saudade II, um lugar muito agradável, em que não há mausoléus, nem aqueles tumulos grandes, cinzentos, cheios de mármores e granitos, e de limo, e de sujeira, etc. Há apenas pequenas placas em mármore com o nome do "morador" com sua data de nascimento e de partida e muitas flores, muitas vezes artificiais, porque nem todo mundo vai lá toda semana renovar as flores.

Um ano depois meu avô faleceu.
Minha mãe dizia:
- Tá vendo, se eu não tivesse comprado estaríamos correndo feito loucos agora!!!
Sim, ela estava certa. Foi mais tranquilo.

Não contente ainda, logo após o falecimento do meu avô, e do seu respectivo enterro obviamente, ela foi atrás de um plano funerário.
É moçada, ela paga (ou pagou, não sei qual é a periodicidade desse plano) um plano para que quando alguém morrer vc apenas indique quem morreu e onde está o corpo. A empresa se encarrega de tudo, do defunto, do caixão, das flores, das lembrancinhas (pode???) e até do lanchinho para servir durante o velório!
Se bobear eles arranjam até uns atores para chorar no velório.

A minha mãe? Tá com 56 anos, mas esbanja saúde e disposição de um jeito que é de fazer inveja às mulheres mais novas.

História 02:
Sr. "Fulano" é um tio do meu marido. Um senhor de seus 65 - 70 anos, não sei bem qual sua idade.
Num dia de finados fui levar a minha sogra ao cemitério para visitar o túmulo de umas três gerações (haja paciência para ir com ela ao cemitério, vejam que nora maravilhosa eu sou).
Enquanto ela colocava flores e fazia suas orações eu me distraí olhando os túmulos ao redor, as datas e nomes...
De repente levei um susto!
Vi a imagem do Sr. Fulano, tio do marido, no túmulo ao lado!!!
Gelei e fui olhar mais de perto, eu nem sabia que ele tinha morrido, e ele mora na frente da casa da minha sogra, como é que eu não vi?
Cheguei mais perto e constatei que havia o nome dele (sim era dele mesmo e não de um parente parecido), a data de nascimento e... faltava a data de falecimento!!!

Intrigada, cheguei em casa e questionei o marido...

- Ah... o tio "Fulano"??? Ele já preparou tudo, até a foto né? Só está faltando a data de falecimento... Ele disse que queria colocar a foto já para não colocarem uma foto que ele não gostasse. Foi lá, se produziu, foi até um estúdio fotográfico e mandou fazer a foto do jeito que ele queria!!!

Afffff! Cada doido nessa família!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sensações...

Penso que não podemos perder nada nem ninguém, uma vez que tudo e todos os que temos a nossa volta foi a VIDA que nos deu, nos emprestou...
E se é Dela, Ela pode nos tomar a qualquer momento.
Quão frágil é uma vida!
Quão rápido podemos partir!
Quando?
Como?
Feliz ou infelizmente (não sei) não é possível planejar tudo!
Nunca parei para pensar no momento em que eu posso partir, nunca me preocupei com isso, afinal a vida deve ser vivida enquanto existe.
Mas vez em quando tenho tido medo de partir se completar algumas coisas...
Alguns ciclos...
Algumas etapas...
Alguns momentos... Momentos que insistem em ser adiados, por insegurança ou por segurança demais.
Às vezes olho para trás e vejo que há coisas incompletas, que foram truncadas, ou que foram simplesmente deixadas em stand-by e, propositalmente, esquecidas para talvez nunca mais.
E meu medo é que os meus planos de “nunca mais” não sejam exatamente cumpridos.
Receio que os planos Divinos sejam outros para mim, apesar de confiar plenamente Nele, eu receio pelo fato de não saber que caminhos adversos poderiam me levar ao real destino traçado para mim.
Porque se tem algo em que eu acredito é o tal do destino.
E talvez o meu não seja essa vidinha perfeita (cheia de pequenos defeitos) que parece ser eterna, ou que ao menos parece ser loooonga.
Eu sinto sempre que tem algo além, bem além dessa pintura que todos vêem.
Só não consigo enxergar o quê, nem onde, nem quando...
Sabe aqueles dias em que parece que alguma coisa decisiva está por vir?
Pois bem, hoje é este dia para mim. Estou com essa sensação.
E por hora, sinceramente, ela não está me parecendo muito agradável, não.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Crianças... novamente elas!

Meus tios e meu marido estavam combinando de ir pescar no Mato Grosso e começaram a falar que dependendo do tempo, da lua, do ar, da atmosfera, da roupa, do boné, do dedão do pé, do raio-que-o-parta não se pega peixe bom, apenas piranha (o peixe... eu acredito que seja o peixe).

Como o objetivo principal é PESCAR e não PEGAR PEIXE eis que surge a frase (proferida pelo marido desta que vos escreve):
- Não tem problema, se pegarmos só piranha nós juntamos tudo e fazemos um bom caldo de piranha pra alimentar a tropa toda.
(como se ele soubesse fazer algum caldo... nem com tablete de caldo de piranha ele é capaz de fazer um caldo comestível/tomável)

Minha amada sobrinha estava por perto e ao ouvir "tamanha barbaridade" partiu para esclarecer os pobres pescadores:

- Padrinho, não é piranha... É picanha!
- Não Mariana, é priranha mesmo!
- Não é não!
- Por que não?
- Por que picanha é que é de comer... Piranha é de colocar no cabelo, né?!?!?! Errrrrrr!!!

Spider-man

Para quem mora em edifícios, em andares mais altos e pensa que está seguro para dormir com janelas abertas, fiquem espertos:

Em dezembro, dois dias antes do Natal, eu levantei às 5h00 da manhã para amamentar meu filho. Como sempre fazia, peguei o pacotinho e fui até a sala, cujo “blecaute/black-out” da janela eu sempre deixava aberto e fechava apenas a cortina fininha (desta forma eu não precisava acender nenhuma luz, pois a iluminação da rua era o suficiente para eu enxergar o necessário, assim, meio na penumbra eu não corria o risco do pequeno despertar muito e resolver ficar acordado o resto da noite).
Quando eu coloquei o pé na sala, com o pacotinho no colo, dei de cara com um indivíduo de boné e mochila nas costas tentando abrir a porta da minha sacada.
Detalhe: eu moro no quinto andar!!!
Nesta mesma madrugada ele já havia entrado em dois apartamentos, um no terceiro e outro no quarto andar. E, com as pessoas dormindo dentro de casa, ele levou notebooks, celulares, carteiras (minto, ele levou apenas o dinheiro das carteiras , foi bacana de não levar os documentos juntos, poupou um trabalhão aos sonolentos moradores).
Eu tomei o maior susto da minha vida, pois eu costumava deixar sempre a porta da sacada apenas encostada, nunca trancada, dormia de janelas abertas comumente. Naquela noite, felizmente, foi meu marido quem fechou a porta e a trancou. Caso contrário eu poderia até ter trombado com aquele indivíduo na minha sala.

Por que estou contando isso somente agora?
1. Porque, dias atrás, a zeladora do prédio ligou para minha faxineira que ligou para minha mãe que ligou para mim para assistir a um programa desses policiais na hora do almoço, pois prenderam o “homem-aranha” (é assim que ele ficou conhecido aqui em Curitiba). Lá fui eu toda empolgada para frente da TV ver a cara do malandro-safado-sem-vergonha que me deu o maior susto de minha vida e me roubou noites preciosas de sono (foram quase 3 meses sem conseguir dormir direito com medo de ter alguém dentro da minha casa comigo tendo que levantar a cada hora para ver o Guilherme no quarto dele, e o medo de fazerem algum mal para ele?!). Quando eu já não tinha mais estômago para assistir ao programa sanguinolento (como tem desgraça nesses noticiários, pelamor!) eis que surge a matéria a respeito do tal homem-aranha.
Quando eu já não tinha mais estômago para assistir ao programa sanguinolento (como tem desgraça nesses noticiários, pelamor!) eis que surge a matéria a respeito do tal homem-aranha. Tchan-tchan-tchan-tchan.... apareceu a cara do monstrengo... e... não era ele! Ou seja, moçada, tranquem suas janelas e portas-janelas... a nova modalidade de assalto em residências já está "na moda" e tem vários adeptos.

2. Porque agora eu já consigo dormir tranqüila (logicamente com uma pantográfica + 2 big cadeados na porta da sacada, todas as janelas fechadas e a porta da área de serviço trancada, pois tenho medo que ele suba pelo cabo do pára-raios que fica ao alcance da janela da área de serviço).

3. E porque neste final de semana foi lá em casa um casal de amigos que tem um comércio num bairro próximo ao meu e estávamos contando a história do home-aranha pra eles quando o amigo perguntou: “Não foi aquele que tem um Tipo bordô ?” (Sim, torcida brasileira, ele vai de carro até o prédio e deixa o carro estacionado na frente para facilitar a vida dele). Resumindo o babado: todo mundo sabe que o cara costuma visitar apartamentos altos durante a madrugada, a polícia vai lá e prende o tal por uma semana ou duas e depois o solta novamente para que ele volte a nos visitar... Affe!!!

O spider-man-do-mal está livre, enquanto isso eu e minha família nos trancamos em casa, como se estivéssemos num presídio!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Crianças...

Crianças I
Minha sobrinha de 4 anos falando sobre seu priminho:
- Ai, dindinha, o Gui é tão lindo que parece um bebê de verdade!!!

Crianças II
Hoje a minha sobrinha não vai para aula e vai ficar o dia todo na casa da minha mãe, meu filhote fica lá todos os dias, e a babá só vai na parte da tarde. Quando cheguei em casa para almoçar minha mãe contou que teve que dar uns gritos lá logo cedo porque um chorava de um lado e outro chorava do outro (minha sobrinha estava fazendo manha, afinal ela morre de ciúmes do pequeno).
Eu olhei para a pequena e disse:
- Coitada da vó, com dois netos aqui pra encher a paciência dela!!!
E ela mais do que depressa:
- É né, dindinha, dois netos e uma dindinha pra encher a paciência!!!

Moral da história: Às vezes é melhor ficar quieta do que levar uma invertida dessa de alguém que bate na minha cintura!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ser ou não ser?

Já tinham me dito que ser mãe é difícil.
E não mentiram!

Não bastasse as cólicas dos bebês, as noites mal dormidas, as mamadas noturnas intermináveis quando o que vc mais quer é dormir um pouco, o refluxo, as vacinas que dão reação, a falta de tempo para si, o fato de ter que se desdobrar em 3 para conseguir dar conta de trabalho, filho, marido, supermercado...

Não bastasse tudo isso, para mim o mais difícil ainda é chegar num comum acordo das opiniões médicas e das palpiteiras de plantão.

O Guilherme teve muita cólica no terceiro mês, no quarto ele teve refluxo, e agora no quinto mês ele simplesmente não consegue dormir a noite, se bate a noite inteirinha e acorda de meia em meia hora, quando não em intervalos menores.

Já levei em 3 pediatras diferentes.
1) O pediatra oficial dele, que é o pediatra da família;
2) Uma gastro-pediatra, porque eu cheguei a pensar que ele teria intolerância a lactose de tanto que chorava depois de mamar, mas era só refluxo;
3) Por último, mas não menos importante, uma pediatra homeopata. Porque há tempos eu queria tratá-lo com homeopatia, e agora com a historia de não dormir achei a oportunidade que precisava.

Aí olha o festival de opiniões diversas...

Pediatra 1: Pode começar com frutas e suco de laranja lima (ele tinha 3 meses nessa época), e assim que ele adaptar com a colher pode começar sopa de legumes com uma carne;

Pediatra 2 (a gastro - na mesma época do pedriatra 1 acima): Por causa do refluxo a gente vai começar com frutas no 4° mês. Não, não pode começar antes, ele é muito novinho. Não, suco nem pensar, pode piorar o refluxo. Sopa só no quinto mês.

Pediatra 3 (homeopata - há uma semana): Retira toda a alimentação mista dele, nem fruta, nem sopa e nem suco. Ele vai somente no leite até o sexto mês. O organismo dele não está preparado para receber alimentação mista antes do sexto mês, muito menos ele que nasceu prematuro.

Sem falar nas opiniões de tias, vizinhas, avós, etc.

Agora, será que adianta eu pedir ajuda aos universitários? Em quem eu acredito?
Não tem um manualzinho aí que eu possa consultar não?

Quando eu comecei a virar um urso panda

Gente,

Meu filho há quase um mês resolveu que não precisa dormir a noite.
De fato, não tem necessidade, ele pode dormir o dia todo se quiser.

Mas o que ele não consegue entender ainda é que a mãe dele tem que trabalhar o dia todo, enfrentar um trânsito do cão pra ir e voltar do trabalho, ir e voltar do almoço, tudo cronometrado para não atrasar as mamadas do pequeno.

Resultado disso tudo?
Eu estou parecendo um urso panda!



A sorte dele é que ele é lindo e gostoso demais, senão eu já tinha doado!!!




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Inesperado 2009

2008 foi um ano de espera.
Espera para ver o resultado do teste de gravidez.
Espera para ver se era menino ou menina.
Espera para decidir o nome.
Espera para montagem dos móveis do quartinho do bebê.
Espera para a hora do parto.
A hora do parto chegou quase um mês antes do esperado. E eu tive que esperar só um pouquinho para ver o rostinho dele.
Depois tive que esperar o pediatra para saber se estava tudo bem com o meu bebê. Foram os minutos mais longos da minha vida.
Então tive que esperar dois dias para ir pra casa.
Depois disso as coisas começaram a mudar.
O Guilherme já havia chegado e 2009 estava entrando pela porta da frente sem que eu tivesse tido tempo de esperá-lo.
Não deu para esperá-lo porque eu estava envolvida com trocas de fraldas, amamentação, banhos, milhões de tentativas de acalmar as cólicas do bebê, e com 2009 veio o refluxo, mais milhões de tentativas de fazê-lo sentir-se melhor.
Aí, também sem espera, vieram as ligações do trabalho... o dever me chamava e não podia esperar vencer a licença maternidade...
E não posso deixar de trabalhar porque as contas que chegam (IPVA, IPTU, CREA, telefone, empregada, condomínio, etc) não esperam.
É, parece que 2009 não será, absolutamente, um ano de esperas!!!
Mas eu espero que 2009 seja um ano simplesmente FABULOSO para todos os meus...
Meus familiares, meus amigos, meus clientes, meus fornecedores, meus poucos mas tão queridos amigos que me acompanham no Urbanna eu?!.