domingo, 27 de julho de 2008

De repente... mãe!

Andei sumida do blog... Talvez estivesse me recuperando do susto!
Estava eu num belo sábado de sol organizando minhas gavetas...
Encontro uma caixinha fechada do meu anticoncepcional...
- Ué, fechada?! Putz, será que eu comprei e esqueci de tomar nesse mês...
Passa um mini-flashback pela minha cabeça e sim, eu descubro que não havia tomado a pílula por todo o mês de fevereiro...
- Ah, tudo bem... Isso já aconteceu antes, não tem problema. Como eu tomo a pílula há anos não é assim, de uma hora pra outra que se engravida...
Passaram-se mais uns 20 minutos e eu comecei a encasquetar com aquilo, até que após tentar puxar pela memória quando havia sido minha última menstruação (eu nunca fui boa pra isso, aliás, eu sempre odiei ir ao ginecologista e ter que responder aquela pergunta - "Quando foi a sua última menstruação?"- porque eu nunca sabia responder com certeza) eu constatei o óbvio... estava atrasada!
Aí passei o resto do sábado com aquilo na cabeça... "Será que eu estou grávida?"
O marido estava viajando e eu não queria falar nada para ninguém. Remoi a dúvida o dia todo sozinha e ela não foi digerida.
Quando eram umas dez horas da noite eu resolvi ir até a farmácia e comprar um teste de gravidez. No domingo cedo eu faria o teste e poderia constatar que eu não estava grávida, que estava apenas com o ciclo desregulado como sempre.

Dormi tranquilamente a noite, levantei cedo e dei de cara com a caixinha do teste na pia do banheiro. Chegou a dar um frio na barriga...

Peguei o tal teste, fix xixi no potinho maior, passei para o potinho menor e coloquei a fitinha...
Nas instruções dizia que poderia demorar até dois minutos (eu ahco que era isso) para aparecerem as faixas (duas) azuis no caso de teste positivo.
Mal eu coloquei a fitinha e já apareceram as duas temidas faixas azuis.

As pernas tremeram, o coração acelerou, a barriga gelou... Uma euforia sem tamanho tomou conta de mim. E eu ali sozinha, de pijamas e chinelo, sentada sozinha na tampa do vaso sanitário.
Eu tive dúvida do resultado apesar da euforia, afinal já havia ouvido falar (ou vai ver inventei isso na hora) da pouca confiabilidade desses testes. Não contei nada para ninguém.
Pelo menos até chegar na casa de minha mãe... (tá bom, eu estava sozinha, afinal)

Cheguei, tomei coragem e perguntei para minha mãe:
- Mãe, esses testes de farmácia para gravidez costumam funcionar?
- Funcionam sim, com certeza!
- Xiiiiii....
- Que foi?
- Eu fiz um hoje de manhã e deu positivo...
- Sério? Bem, talvez possa não ser tão confiável assim...
- É, pensei nisso.
- Amanhã vá até um laboratório e faça um beta.
- Ok... mas vê se não sai espalhando pra ninguém, heim. Deixa a gente ter certeza primeiro.
- Não vou falar nada, pode deixar.

Na segunda eu fui fazer o exame. À noite saía o resultado...
Contei pro marido que já havia voltado e fomos pra internet pegar o resultado juntos.
O resultado, claro, foi super-hiper-mega-positivo!

E, de repente, eu me descobri mãe... A ficha só foi cair mesmo uns três meses depois.
E agora eu estou aqui, às voltas com compra de enxoval, compra dos móveis para o quartinho dele, pensando na decoração, passando quilos de hidratante e óleos para evitar as estrias, comendo feito uma draga, com dificuldades para dormir pois o barrigão já atrapalha um pouco, sentindo uma azia danada porque ele já está pressionando o meu estômago, sem querer sair muito para eventos sociais porque não tem uma roupa que entre ou fique boa em meu corpo, respondendo as mesmas perguntas pelo menos umas três vezes ao dia (sim, estou grávida, é... é menino, novembro... deve nascer em novembro, Guilherme será o nome dele...), dividindo as sensações, dúvidas, dicas e muita alegria com as minhas duas melhores amigas que também estão grávidas (haja coincidência!) e enquanto escrevo tudo isso aqui, sentindo o meu filhote me chutar incansavelmente (pra ele, diga-se de passagem).

Demorei pra comecar a curtir a idéia, na verdade demorou muito para eu me sentir grávida. Até porque eu não tive nada, nem enjôo. Só me senti grávida realmente quando a barriga começou a aparecer, e mais grávida ainda quando eu comecei a senti-lo mexer...

O fato é que eu sempre tive muita vontade de ser mãe, e sempre tive um medo imenso de não poder ser. Agora que estou começando o sexto mês de gestação já começo a ter aquela ansiedade de que ele venha logo, que novembro chegue tão rápido quanto se passaram esses 4 meses desde que eu descobri que estava grávida, ou que pelo menos os móveis do quartinho dele cheguem logo para que eu possa começar a arrumá-lo.

No meu ritmo de trabalho eu sei que vai passar rápido, mas é que agora começa a ficar mais difícil, a barriga já atrapalha, ele já se estica bastante fazendo minhas costelas doerem, não consigo mais subir os 8 pavimentos de escada das minhas obras conversando normalmente como antes, a fadiga começa a aparecer até mesmo na hora de secar os pés ou de calçar um sapato, e o mais legal de tudo é que as pessoas me dizem que ela vai crescer mesmo é agora nos últimos meses... Affe!

Que venham os próximos três meses, e que o meu garotinho venha com saúde, pois o resto eu enfrento, até os chutes mais violentos dele, a dor do parto...

O que não está dando pra enfrentar é a demora para entrega dos móveis do quarto dele, affe! Devia ser proibido deixar uma gestante assim, ansiosa!

Espero poder escrever com mais frequência... Digamos que eu estava de licença, licença-maternidade, ou período de adaptação para a maternidade.