quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vício

Fui ontem ao shopping com o marido e o filhote . Fomos comprar presentes para o primeiro aniversário da priminha do Guilherme e do amiguinho dele. E também presentes para as nossas mamães.

Entramos na loja de brinquedos e compramos os presentes dos babies.

Entrei na livraria e praticamente me esqueci do tempo. Eram 20h55 e eu não comia nada desde o meio dia. Pois esqueci até da fome! Fazia muito tempo que eu não entrava numa livraria para ver as novidades e me empolgar querendo comprar 5 ou mais livros de uma só vez. Mais precisamente, desde que o Guilherme nasceu que eu não fazia mais isso.

Tudo bem que eu não estou tendo tempo de ler justamente por causa do filhote, mas além de tudo a livraria estava dando descontos de 20% no segundo exemplar... E eu assumo, sou viciada em livros. Se pudesse passava a minha vida lendo... lendo de tudo um pouco, saúde, ficção, biografias, engenharia, arquitetura, mais ficção, histórias reais e tudo o mais.

Meu nome é Anna e eu esto... estava há 6 meses sem comprar livros...

Estava... Voltei pra casa com 4 exemplares, pouquíssimo tempo para ler e nenhum presente para minha mãe, porque eu perdi tempo demais na livraria e não deu para procurar o presente dela, pois já estava na hora da mamadeira do Guilherme , na hora de ele dormir, etc...
Voltei pra casa e às 23h consegui colocar a criança na cama. Peguei um livro e aproveitei para ler enquanto o marido assistia ao jogo Corinthians x Atlético PR. Nem o sono me atrapalhou, mas a noção de que eu teria que acordar muito cedo (muito cedo mesmo, às 5h30) e provavelmente acordar várias vezes a noite, me fizeram deixar o livro lá na estante da sala, aguardando que eu tivesse mais uma horinha hoje, pelo menos.

Juro pra vocês, parece crise de abstinência, estou aqui tentando trabalhar, mas numa ansiedade sem tamanho para voltar para casa e poder devorar mais um pouquinho do meu livro novo.
Não vejo a hora de comprar muitos livros para o Guilherme, de ler com ele toda noite uma história. E tenho o nada secreto desejo de que ele se interesse tanto por livros quanto eu. Se depender de mim, incentivo e estímulo não vão faltar!

E como disse Bill Gates um dia:
“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a própria história.” Bill Gates

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Qual é a música?

Pra descontrair, porque eu estou precisando, porque hoje é sexta-feira e é véspera de feriadão...

Quem nunca pegou alguém cantando uma música errada? Ou não descobriu que você mesmo cantava errado?
Há bastante tempo atrás, na época do Nós por Nós (blog coletivo no qual eu participava) postei a seleção de músicas que o povo cantava errado.

Não, gente, não foram simples paródias estapafúrdias das músicas.
São relatos reais, pois eu conhecia mais da metade das pessoas que cantavam errado “mesmo” as músicas abaixo, e crentes que as músicas eram assim!!!

A música era “Detalhes”, do Roberto Carlos
Versão 1: “são tantas avenidas, são momentos que eu não me esqueci”
Original: “são tantas já vividas, são momentos que eu não me esqueci”
Versão 2: "eu duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu corpo desruim..."
Original: "eu duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim...”
E o “Menino do Rio”...
Versão 1: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, "PAVAO" tatuado no braco..."
Versão 2: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, ladrão com a toalha no braço..."
Original: "Menino do Rio, calor que provoca arrepio, dragão tatuado no braco..."

E o flagra no cinema...
Versão 1: “No escurinho do cinema, "Gilberto Lopes de Anis"...
Original: “No escurinho do cinema, chupando drop’s de anis...”

Versão 2: “Se a Débora quer que o Greg lhe pegue, não vai bancar o santinho, minha garota, meu best, não sou o chique Valentino...”
Original: “Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck, não vou bancar o santinho, minha garota é Mae West, eu sou o Sheik Valentino...”

Marisa Monte...
Versão: "agora vem pra perto vem, vem depressa vem sem fim dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo peludo sobre o meu..."
Original: "agora vem pra perto vem, vem depressa vem sem fim dentro de mim, que eu quero sentir o seu corpo pesando sobre o meu..."
E lá no navio...
Versão: “entrei de caiaque no navio...”
Original: “entrei de gaiato no navio...”

Lionel Richie - Dancing in the ceiling...
Versão: "oh, nylon... oh ny"
Original: "all night long, all night"

Whisky a go-go – essa é campeã de versões erradas!!!
Versão 1: "Foi numa festa cheia de tubaína e na vitrola o disco engarranchou"
Original: “Foi numa festa, gelo e cuba-libre, e na vitrola whisky a go-go...”
Versão 2: “E eu perguntava tudo em holandês, e te abraçava tudo em holandês...”
Versão 3: “E eu perguntava tu e o holandês, e te abraçava tu e o holandês...”
Versão 4: “Eu te abraçava com terno francês, e te beijava com terno francês..."
Original: “Eu perguntava “Do you wanna dance?”, e te abraçava “Do you wanna dance?”...”

Mordida de amor...
Versão: “ eu não quero tôuca em você oh baby...”
Original: “eu não quero tocar em você oh baby...”

O bêbado e a equilibrista...
Versão: “...que sonha com a volta do irmão doentio..."
Original: "...que sonha com a volta do irmão do Henfil"
"Trocando em miudos" do Chico
Versão: “Aliás devolva a bermuda que você me tomou..."
Original: "Aliás devolva o Neruda que você me tomou ..."
Vinte e poucos anos...
Versão: ” Nem por você nem por ninguém eu me DISFARÇO dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos"
Original: ” Nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos"

Vital e sua moto...
Versão: “Vital e sua moto, mais que um leão feliz!”
Original: “Vital e sua moto, mas que união feliz”

Coitado do Djavan...
Versão: “Ao sair, de um avião, Zumbi pisou num imã, branca às três da manhã...”
Original: “Açaí, guardiã, Zum de besouro um imã, Branca é a tez da manhã...”

Chão de Giz
Versão 1: "Fotografias recortadas em jornais de folha, Hollywood"
Versão 2: "Fotografias recortadas em jornais de folha, a me iludir "

Original: “Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde”

Exagerado mesmo...
Versão: "com mil rosas bombadas"
Original: " com rosas roubadas",

Dizem que o Cláudio Zoli até pensou em trocar a letra da música de tanta gente que canta (ou cantava) errado...
Versão: “na madrugada a vitrola tocando um blues, trocando de biquini sem parar..."
Original: “na madrugada a vitrola tocando um blues, tocando B.B. King sem parar"
Pobre B.B. King, ignorado, substituído por um simples biquíni!

Núcleo Base - Ira!
Versão: "Eu tentei fugir, não queria mais lutar, eu quero lutar mas não com essa faca...”
Original: "Eu tentei fugir, não queria me alistar, eu quero lutar mas não com essa farda...”

À Francesa
Versão: “Nada além de um fim de tarde a mais / Mas depois as luzes todas acesas, para luzes artificiais"
Original: “Nada além de um fim de tarde a mais / Mas depois as luzes todas acesas, paraísos artificiais"

Uma noite e meia
Versão: “Roubo as estrelas lá no céu. Numa noite e meia desse calor. Pego a lua, encosto no mar. Como eu vou te ganhar"
Original: “Roubo as estrelas lá no céu. Numa noite e meia desse sabor. Pego a lua, aposto no mar. Como eu vou te ganhar"

Fagner
Versão: "Quitéria tem um peixe, para em seu líquido aquário mergulhar"
Original: "Quem dera ser um peixe, para em seu límpido aquário mergulhar"

Oceano
Versão: “Amarelo é um deserto e seus tremores..."
Original: "Amar é um deserto e seus temores..."

Guilherme Arantes
Versão: “um dia dezenove pra se aventurar...”
Original: “um desejo enorme, de se aventurar...”

Elis Regina
Versão: “... mas é você que é mal passado e que não vê...”
Original: “... mas é você que ama o passado e que não vê...”
Clássico dos anos 80...
Versão: "iscú babulêra..."
Original: "smooth operator"
Agora, que é muito mais gostoso cantar iscú babulêraaaaa, ah isso é... e ninguém me tasca esse direito! (palavras do autor da versão errada, com o qual eu concordo plenamente)

Camisa de Vênus
Versão: “E acabaram com ursinho caxambó...”
Original: “E acabaram com Sinca Chambord...”

Feliz aniversário – Ira!
Versão: "Feliz aniversário, o endereço da cidade..."
Original: "Feliz aniversário, envelheço na cidade..."

Aquarela
Versão: "Se uma lebre caolha eu consigo passar num segundo”
Original: “De uma América à outra eu consigo passar num segundo"

Haja fé...
Versão: "Tomar café eu vou, café não costuma coalhar..."
Original: “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar..”

Esse era convicto de que Cazuza era mesmo um drogado...
Versão: “E por você eu troco tudo, barreira, dinheiro, bagulho...”
Original: “E por você eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo...”

Lua de Cristal
Versão: “Todos com o Mussum...”
Original: “Todos somos um...”

Legião Urbana
Versão: “É um saci preso por vontade...”
Original: “é um estar-se preso por vontade...”

Pipoca na panela, começa a arrebentar...
Versão 1: “... que programa legal, só eu e vc, e sempre no ar”
Versão 2: “... que programa legal, só eu e vc, e sem peruar”

Original: “... que programa legal, só eu e vc, e sem piruá”

Elba Ramalho - Aconchego
Versão: "Estou de volta pro meu aconchego. Trazendo na bala matante saudade..."
Original: “Estou de volta pro meu aconchego. Trazendo na mala bastante saudade...”

Banda Eva
Meu irmão cantando:
“E a vaca louca, a vaca louca, a vaca louca vai dançar!”
Eu, corrigindo ele... Não é “vaca louca, seu burro! É assim ó:
“E Eva tá louca, Eva tá louca, Eva tá louca pra dançar!”
Enquanto o correto seria...
“Que levada louca, levada louca, levada louca pra dançar!”

Manhã do dia 17/04/09...

Em Curitiba faz o dia mais frio do ano (até o momento).
Tiro meu filho de seis meses da cama às 6h30, enrolo-o no cobertor, chamo o elevador, coloco-o na cadeirinha do carro e, mais uma vez, faço o caminho até a casa da minha mãe, onde o pequeno ficará até as 19h quando eu retorno do trabalho.
Saio preocupada, meu marido teve uma ameaça de infarto nesta semana. Ele tem só 36 anos. Não bebe. Não fuma. É magro. Não faz exercício regularmente porque o trabalho não deixa sobrar um tempo para isso.
Fez todos os exames, aparentemente está tudo bem, mas somente a constatação da ameaça de perdê-lo para um infarto me fez repensar um monte de coisas e me deixou apreensiva por um bom tempo, com certeza.
Meu subconsciente bem que me dizia que algo iria acontecer.
O quase infartado vai pegar a estrada nesta noite, junto com outros homens da família. Vão pescar lá pras bandas do Mato Grosso do Sul. E a sensação ruim ainda continua dentro de mim.
Deixo meu filho e junto meu coração, apertaaaaado. ‘Bora enfrentar mais 40 minutos de trânsito intenso.
Debaixo de uma marquise há duas pessoas dormindo. Devem sentir frio. Talvez fome.
Lembro dos quatro menininhos que eu “adotei” para presentear nas datas especiais (Natal, Páscoa, Dia das Crianças...). Moram numa casinha muito precária na beira de um rio que passa pela periferia da cidade. Lembrei dos olhinhos brilhando quando me viram chegar com ovos de Páscoa no último domingo. Lembrei do abraço que me deram, todos sujinhos, descalços, com o nariz escorrendo, mas com cada rostinho com um sorriso mais gratificante que o outro.
Pensei no quão “volátil” foi este meu ato de presenteá-los no Natal e na Páscoa. Fiz um acordo com minha mãe. Ela dava a cesta básica para a família. Eu dava as guloseimas e presentes (ou ovos, no caso da Páscoa) para as crianças.
Queria muito que eles entendessem que aqueles ovos não significavam apenas “chocolate”, mas significavam principalmente o meu desejo de “renovação” pras vidas deles! Mas achei que eles eram pequenos demais para explicar isso a eles, e a empolgação deles ao verem os ovos deixaram-nos totalmente surdos e cegos para qualquer outra coisa.
Lembrei do pequeninho de 2 anos que, por essas coincidências da vida, tem o mesmo nome do meu filho. Nunca vou esquecer aquele abraço, aquele rostinho, aquele sorriso...
Tá, e daí? Será que hoje eles têm o que comer? Eu posso voltar lá volta e meia, levar alguma ajuda, roupa, comida... Mas eu vou conseguir resolver o futuro daquelas crianças? Eu sei a resposta, e isso me entristece.
Volta e meia algum intrometido (a) que me vê sair de lá diz: “Aquela que tem os 4 meninos? Ela não presta, o marido dela não vale nada, andava até preso há alguns dias! Não trabalham, não fazem nada da vida. Não merecem ajuda!”
Mas e daí? - eu me pergunto. Que culpa tem estas crianças?
E estas pessoas que estavam dormindo ali embaixo daquela marquise?
E aquela criança cochilando naquela “carrocinha” enquanto sua mãe vai recolhendo papéis, embalagens, materiais recicláveis que possam ser revertidos em alguns poucos trocados para comprar comida para a família?
E aquelas crianças africanas que eu vi naquele documentário? Imagens chocantes, praticamente desumanas...
O sinal abre e o carro de trás buzina impaciente para que eu arranque com o carro.
“Que se dane o motorista aí atrás!” Penso enquanto arranco pisando fundo.
Ele deveria se sentir tão culpado quanto eu me sinto em dias como esses, afinal ele também tem carro, tem um trabalho, óculos escuro de marca famosa e um relógio bonito no pulso.
Tem dias em que eu tenho vontade de sair ajudando um por um, mas eu lembro que eu não tenho dinheiro pra isso. Que não posso abrir mão do que tenho, pois vai me fazer falta no final do mês. Mas me sinto egoísta demais por isso.
Sim, eu dou um duro danado para ter o meu salário no final do mês. Tenho que abrir mão de ficar com meu filho para isso. Mas poxa! Eu tive oportunidade de estudar, mesmo que em escola pública a vida inteira, para conquistar um bom emprego e ter um bom salário.
Eu tive oportunidade de me firmar na vida e caminhar com as minhas próprias pernas. Física e financeiramente falando. E estas pessoas? Elas provavelmente não tiveram oportunidade nenhuma...
Mais adiante, no meu trajeto, eu sei que terão mais umas 3 marquises sob as quais sempre tem alguém dormindo. Juro para mim mesma que não vou nem olhar, mas é inevitável. Tenho vontade de parar o carro e ir até lá, deixar pra eles o que eu tiver de dinheiro na carteira, mesmo que pouco, talvez dê para eles tomarem um bom café da manhã, pão para a fome e café para esquentar o corpo gelado, quase duro de tão frio.
A via é rápida e eu não posso parar. E mais um dia eu vou me sentindo culpada, cada vez mais culpada.
Piso fundo. Sei que eu sozinha não vou resolver a vida de ninguém. E, exatamente por isso, tem dias que eu preferia nem existir.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Onde cair morto

A Clau do "É o seguinte... tá bem?!" - cujo link está ao lado - estava comentando sobre um papo do ex a respeito da compra de um jazigo.

Fui comentar o post dela e ia começando assim: Eu nem digo nada...
Mas considerando que tenho duas histórias a respeito para contar achei melhor dizer sim, e contar aqui.

História 01:
Minha mãe, do alto de seus 45 anos (na época) resolveu que compraria um "lugar para cair morta". Lá em casa todos fomos contra, mas ela insistia que era importante.
Foi visitar uns três cemitérios e decidiu pelo Jardim da Saudade II, um lugar muito agradável, em que não há mausoléus, nem aqueles tumulos grandes, cinzentos, cheios de mármores e granitos, e de limo, e de sujeira, etc. Há apenas pequenas placas em mármore com o nome do "morador" com sua data de nascimento e de partida e muitas flores, muitas vezes artificiais, porque nem todo mundo vai lá toda semana renovar as flores.

Um ano depois meu avô faleceu.
Minha mãe dizia:
- Tá vendo, se eu não tivesse comprado estaríamos correndo feito loucos agora!!!
Sim, ela estava certa. Foi mais tranquilo.

Não contente ainda, logo após o falecimento do meu avô, e do seu respectivo enterro obviamente, ela foi atrás de um plano funerário.
É moçada, ela paga (ou pagou, não sei qual é a periodicidade desse plano) um plano para que quando alguém morrer vc apenas indique quem morreu e onde está o corpo. A empresa se emcarrega de tudo, do defunto, do caixão, das flores, das lembrancinhas (pode???) e até do lanchinho para servir durante o velório!
Se bobear eles arranjam até uns atores para chorar no velório.

A minha mãe? Tá com 56 anos, mas esbanja saúde e disposição de um jeito que é de fazer inveja às mulheres mais novas.

História 02:
Sr. "Fulano" é um tio do meu marido. Um senhor de seus 65 - 70 anos, não sei bem qual sua idade.
Num dia de finados fui levar a minha sogra ao cemitério para visitar o túmulo de umas três gerações (haja paciência para ir com ela ao cemitério, vejam que nora maravilhosa eu sou).
Enquanto ela colocava flores e fazia suas orações eu me distraí olhando os túmulos ao redor, as datas e nomes...
De repente levei um susto!
Vi a imagem do Sr. Fulano, tio do marido, no túmulo ao lado!!!
Gelei e fui olhar mais de perto, eu nem sabia que ele tinha morrido, e ele mora na frente da casa da minha sogra, como é que eu não vi?
Cheguei mais perto e constatei que havia o nome dele (sim era dele mesmo e não de um parente parecido), a data de nascimento e... faltava a data de falecimento!!!

Intrigada, cheguei em casa e questionei o marido...

- Ah... o tio "Fulano"??? Ele já preparou tudo, até a foto né? Só está faltando a data de falecimento... Ele disse que queria colocar a foto já para não colocarem uma foto que ele não gostasse. Foi lá, se produziu, foi até um estúdio fotográfico e mandou fazer a foto do jeito que ele queria!!!

Afffff! Cada doido nessa família!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sensações...

Penso que não podemos perder nada nem ninguém, uma vez que tudo e todos os que temos a nossa volta foi a VIDA que nos deu, nos emprestou...
E se é Dela, Ela pode nos tomar a qualquer momento.
Quão frágil é uma vida!
Quão rápido podemos partir!
Quando?
Como?
Feliz ou infelizmente (não sei) não é possível planejar tudo!
Nunca parei para pensar no momento em que eu posso partir, nunca me preocupei com isso, afinal a vida deve ser vivida enquanto existe.
Mas vez em quando tenho tido medo de partir se completar algumas coisas...
Alguns ciclos...
Algumas etapas...
Alguns momentos... Momentos que insistem em ser adiados, por insegurança ou por segurança demais.
Às vezes olho para trás e vejo que há coisas incompletas, que foram truncadas, ou que foram simplesmente deixadas em stand-by e, propositalmente, esquecidas para talvez nunca mais.
E meu medo é que os meus planos de “nunca mais” não sejam exatamente cumpridos.
Receio que os planos Divinos sejam outros para mim, apesar de confiar plenamente Nele, eu receio pelo fato de não saber que caminhos adversos poderiam me levar ao real destino traçado para mim.
Porque se tem algo em que eu acredito é o tal do destino.
E talvez o meu não seja essa vidinha perfeita (cheia de pequenos defeitos) que parece ser eterna, ou que ao menos parece ser loooonga.
Eu sinto sempre que tem algo além, bem além dessa pintura que todos vêem.
Só não consigo enxergar o quê, nem onde, nem quando...
Sabe aqueles dias em que parece que alguma coisa decisiva está por vir?
Pois bem, hoje é este dia para mim. Estou com essa sensação.
E por hora, sinceramente, ela não está me parecendo muito agradável, não.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Crianças... novamente elas!

Meus tios e meu marido estavam combinando de ir pescar no Mato Grosso e começaram a falar que dependendo do tempo, da lua, do ar, da atmosfera, da roupa, do boné, do dedão do pé, do raio-que-o-parta não se pega peixe bom, apenas piranha (o peixe... eu acredito que seja o peixe).

Como o objetivo principal é PESCAR e não PEGAR PEIXE eis que surge a frase (proferida pelo marido desta que vos escreve):
- Não tem problema, se pegarmos só piranha nós juntamos tudo e fazemos um bom caldo de piranha pra alimentar a tropa toda.
(como se ele soubesse fazer algum caldo... nem com tablete de caldo de piranha ele é capaz de fazer um caldo comestível/tomável)

Minha amada sobrinha estava por perto e ao ouvir "tamanha barbaridade" partiu para esclarecer os pobres pescadores:

- Padrinho, não é piranha... É picanha!
- Não Mariana, é priranha mesmo!
- Não é não!
- Por que não?
- Por que picanha é que é de comer... Piranha é de colocar no cabelo, né?!?!?! Errrrrrr!!!

Spider-man

Para quem mora em edifícios, em andares mais altos e pensa que está seguro para dormir com janelas abertas, fiquem espertos:

Em dezembro, dois dias antes do Natal, eu levantei às 5h00 da manhã para amamentar meu filho. Como sempre fazia, peguei o pacotinho e fui até a sala, cujo “blecaute/black-out” da janela eu sempre deixava aberto e fechava apenas a cortina fininha (desta forma eu não precisava acender nenhuma luz, pois a iluminação da rua era o suficiente para eu enxergar o necessário, assim, meio na penumbra eu não corria o risco do pequeno despertar muito e resolver ficar acordado o resto da noite).
Quando eu coloquei o pé na sala, com o pacotinho no colo, dei de cara com um indivíduo de boné e mochila nas costas tentando abrir a porta da minha sacada.
Detalhe: eu moro no quinto andar!!!
Nesta mesma madrugada ele já havia entrado em dois apartamentos, um no terceiro e outro no quarto andar. E, com as pessoas dormindo dentro de casa, ele levou notebooks, celulares, carteiras (minto, ele levou apenas o dinheiro das carteiras , foi bacana de não levar os documentos juntos, poupou um trabalhão aos sonolentos moradores).
Eu tomei o maior susto da minha vida, pois eu costumava deixar sempre a porta da sacada apenas encostada, nunca trancada, dormia de janelas abertas comumente. Naquela noite, felizmente, foi meu marido quem fechou a porta e a trancou. Caso contrário eu poderia até ter trombado com aquele indivíduo na minha sala.

Por que estou contando isso somente agora?
1. Porque, dias atrás, a zeladora do prédio ligou para minha faxineira que ligou para minha mãe que ligou para mim para assistir a um programa desses policiais na hora do almoço, pois prenderam o “homem-aranha” (é assim que ele ficou conhecido aqui em Curitiba). Lá fui eu toda empolgada para frente da TV ver a cara do malandro-safado-sem-vergonha que me deu o maior susto de minha vida e me roubou noites preciosas de sono (foram quase 3 meses sem conseguir dormir direito com medo de ter alguém dentro da minha casa comigo tendo que levantar a cada hora para ver o Guilherme no quarto dele, e o medo de fazerem algum mal para ele?!). Quando eu já não tinha mais estômago para assistir ao programa sanguinolento (como tem desgraça nesses noticiários, pelamor!) eis que surge a matéria a respeito do tal homem-aranha.
Quando eu já não tinha mais estômago para assistir ao programa sanguinolento (como tem desgraça nesses noticiários, pelamor!) eis que surge a matéria a respeito do tal homem-aranha. Tchan-tchan-tchan-tchan.... apareceu a cara do monstrengo... e... não era ele! Ou seja, moçada, tranquem suas janelas e portas-janelas... a nova modalidade de assalto em residências já está "na moda" e tem vários adeptos.

2. Porque agora eu já consigo dormir tranqüila (logicamente com uma pantográfica + 2 big cadeados na porta da sacada, todas as janelas fechadas e a porta da área de serviço trancada, pois tenho medo que ele suba pelo cabo do pára-raios que fica ao alcance da janela da área de serviço).

3. E porque neste final de semana foi lá em casa um casal de amigos que tem um comércio num bairro próximo ao meu e estávamos contando a história do home-aranha pra eles quando o amigo perguntou: “Não foi aquele que tem um Tipo bordô ?” (Sim, torcida brasileira, ele vai de carro até o prédio e deixa o carro estacionado na frente para facilitar a vida dele). Resumindo o babado: todo mundo sabe que o cara costuma visitar apartamentos altos durante a madrugada, a polícia vai lá e prende o tal por uma semana ou duas e depois o solta novamente para que ele volte a nos visitar... Affe!!!

O spider-man-do-mal está livre, enquanto isso eu e minha família nos trancamos em casa, como se estivéssemos num presídio!!!