quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ser engenheiro é...

Tomar um RedBull às 7h30 da manhã para tentar minimizar os efeitos de muito trabalho e poucas horas dormidas!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Natal, ahhh o Natal!!!

E todo final de ano é a mesma coisa...

NO TRABALHO:
Uma correria além do absurdo.
Reforma no escritório.
Alimentação ruim, muito ruim.
Nível de stress acima do aceitável.
Discussão entre colegas de trabalho (por causa do stress e da correria).
Amigo secreto do qual você não quer participar porque não vai ter tempo de comprar um presente e também porque corre o risco de pegar alguém com quem você não tem afinidade nenhuma, mas, seria anti-social dizer que não quer participar.
Aí vêm as duas últimas semanas de trabalho, e você trabalha o dobro para conseguir deixar tudo em ordem para sair de férias, neste período você reduz a sua saúde pela metade, dobra o stress, triplica o cansaço e reduz a sua energia a um doze avos do que seria normal.
No final destas duas semanas vêm a festa de confraternização da empresa.
Aí você come bem, bebe melhor ainda, brinda o ano que passou, revela o amigo secreto e nem se importa de não ter gostado do presente que ganhou, pois o que vale mesmo é a confraternização, todos comentam como este ano passou voando, muito mais rápido que o ano passado, abraça os colegas com quem você discutiu, pede desculpas e recebe igualmente pedidos de desculpas, prometem fazer tudo diferente no próximo ano, brindam mais umas 20 vezes, cantam no karaokê, se divertem e riem muito com qualquer bobeira (por exemplo, o karaokê - mas tudo bem, deve ser o cansaço), de pois da sétima saideira abraça todo mundo novamente e vai embora felioz da vida esperar o Natal e o Ano Novo chegarem e aí começa outra saga...

NA FAMÍLIA:
Você tem poucos dias para comprar todos os presentes.
Não tem a menor idéia do que vai comprar para cada um dos que precisa presentear.
Decide então que vai presentear apenas aqueles mais próximos, com quem tem mais afinidade.
Mas descobre que aquela tia que você quase não vê lhe comprou um presente "tão legal" e que você vai ter que retribuir para não ficar chato.
Passa pelo stress de estacionamentos lotados, voltas e mais voltas para conseguir uma vaga, shoppings abarrotados de gente mal educada, preços absurdos, vendedores mal humorados...
Promete novamente que no ano que vem você vai começar a comprar os presentes com antecedência para não passar por isso de novo, mas vai acabar deixando para a última hora como sempre por falta de tempo mesmo, não é nem por falta de organização.
Nos últimos minutos do segundo tempo você é contaminada pelo espírito natalino e resolve decorar a casa, a varanda ou pelo menos uma árvorezinha, uma guirlanda e aí sai desesperada para comprar alguma coisa e descobre que não sobrou nada muito bonito para decoração.
Então você coloca aquele velho pinheirinho, aquelas bolinhas antigas, improvisa com uns laços de fita, perde uma hora tentando desembaraçar os fios daqueles malditos pisca-piscas, troca lâmpada por lâmpada na tentativa de fazê-lo acender por total, mas ele insiste em acender apenas 3/4 das lâmpadas, dá uma ajeitada na guirlanda do ano passado, pendura na porta e espera o Natal chegar.
Na noite de Natal todo mundo esquece todas as mágoas que ficaram ao longo do ano, daquela tia que fofocou sobre a sua vida, daquele tio que ficou encarregado de comprar a cerveja para a festa e levou tudo sem gelo, ou pior, levou apenas Kaiser sem gelo, mas no final, todos se abraçam, brindam, comem demais, cantam, dançam, brindam mais um pouco e vão embora deixando toda aquela bagunça para você arrumar no dia 26.
E aí, no dia 26, Curitiba inteira desce para o litoral para encher as praias pouco estruturadas do Paraná, para aguardar o ano novo chegar...

Aí vem outra saga... esta eu conto outra hora porque eu ainda tenho muito trabalho antes de sair de férias!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vinte e nove...

Definitivamente... é quase 30!

Vinte e nove (Legião Urbana)
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)

domingo, 31 de outubro de 2010

Friends

Nos conhecemos ainda adolescentes, tínhamos centenas de sentimentos borbulhando ao mesmo tempo, uma sede de viver tão grande que mal cabíamos dentro de nós mesmas.
Sofríamos em demasia, chorávamos como crianças, e tínhamos o riso frouxo, totalmente incontido, falávamos pelos cotovelos, pelos ombros, pelas mãos, pelos olhos.
Ironicamente, nunca precisamos de muitas palavras para nos fazer entender.
Bastava um olhar, um revirar de olhos, um sorriso, uma lágrima teimando em cair, um abraço, um código, bastava saber que tínhamos umas às outras, que nossa amizade seria eterna, mesmo que nos reuníssemos no banheiro feminino do "bloco E" para acertar as contas, para discutir por conta de algum garoto... Foram tantas brigas...
Mas foram mais reconciliações, felizmente.
Éramos mais que amigas, éramos cúmplices, éramos irmãs, éramos um pouco mãe umas das outras, éramos ligadas por laços mais importantes que laços sanguíneos... Éramos ligadas por laços mais profundos. Éramos aquelas que nossos corações haviam escolhido para compartilhar os melhores momentos das nossas vidas.
E a vida teimou em passar... o tempo escorreu por entre nossos dedos de maneira implacável, impedindo-nos de contê-lo.
Algumas se afastaram, infelizmente. Mas nós nos mantivemos sintonizadas, e eu me orgulho muito disso.
Crescemos, amadurecemos, caímos, levantamos, nos apaixonamos, nos casamos, tomamos rumos fisicamente diferentes, mas sabemos que nossos corações estarão sempre na mesma sintonia. A própria vida (ou seria destino) já nos provou isso trazendo um presente tão especial para cada uma de nós praticamente ao mesmo tempo.
Parece que havia alguém tentando nos dizer que precisávamos nos aproximar e nos dando três belos motivos para isso.
Por outro lado, nossos ritmos sempre acelerados acabam nos levando para cada vez mais longe umas das outras. Mas isso não é de todo negativo, significa que estamos todas bem sucedidas pessoal e profissionalmente, que não paramos no tempo, que evoluímos.
Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas...
Apesar do pouco contato, eu sinto que a amizade ultrapassa a barreira do tempo e da distância, e salvo um engano muito grande, imagino que vcs sintam o mesmo.
Eu só queria que pudéssemos estar mais presentes na vidas umas das outras.
Mas enquanto não pudermos ter a frequente presença física, apelo para a presença de espírito, o pensamento, e assim, as incluo nas minhas preces, pedindo à Deus que permita que vcs sejam sempre felizes, absolutamente felizes, integralmente felizes e que se um minutinho de tristeza for inevitável (porque infelizmente os momentos de tristeza, medo, insegurança também fazem parte de nossas vidas) peço que Ele me permita estar perto, para poder segurar sua mão, para poder abraçar, e depois para podermos rir juntas das coisas que nos assustaram um dia.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sobre filhos

Filhos são, mesmo, tudo de bom!

O primeiro ano do meu Guilherme não foi nada fácil para mim.

Durante 12 meses, o meu período mais longo de sono ininterrupto deve ter durado umas 2 horas.

Meu filho simplesmente não dormia por mais tempo que isso. Eu fiquei apenas 3 meses de licença maternidade, ou seja, dava duro o dia todo no trabalho e passava as noites perambulando entre o meu quarto e o dele. Como eu aguentei esse tempo todo? Ainda é uma incognita para mim.

Mas mãe é mãe, e tira forças de onde não existe, e dá conta de tudo, reclama um pouco, mas nunca reclama para o próprio filho, mesmo que ele tenha 7 meses e não entenda nada do que vc está falando (porque no fundo a gente sabe que eles entendem).

Já me desesperei quando ele não parava de chorar, já surtei depois de várias noites sem dormir, já trouxe problemas do trabalho para casa, interferindo na qualidade do pouco tempo que tenho para ele, já deixei ele dormir na casa da minha mãe uma noite para que eu pudesse dormir um pouco e recarregar um pouco as baterias e voltei para casa aos prantos, soluçando de remorso, e passei a noite acordando de meia em hora, pensando se ele estava dormindo bem ou não...


O primeiro ano é difícil porque apenas nós, mães, é que oferecemos, doamos, emprestamos, fornecemos. É uma via de mão única!


Mas conforme eles vão crescendo, eles vão entendendo os gestos, as palavras, e começam a retribuir de várias formas...


Hoje, faltando um mês e meio para completar dois anos, ouso dizer que é a melhor fase da relação mãe e filho.

Ele fala de tudo, entende tudo o que a gente fala, quer fazer as coisas sozinho, quer ajudar em tudo, diz o que sente, diz o que quer e, principalmente, diz o que não quer.

É teimoso, é genioso, me enfrenta em algumas situações e, sempre que ele faz isso, eu me vejo espelhada nele.

É carinhoso, abraça, beija, fica junto...

É amoroso, preocupa-se quando eu digo que dói alguma coisa, percebe que eu estou triste e me abraça, e diz "ahhhh, mamãe", diz "xe amo"...

É educado, pede licença, fala por favor, obrigado, bom dia, boa noite...

É um doce de criança, brinca muito, está aprendendo a apreciar livros, mesmo sendo alucinado por bola. A cada livro novo que ganha, folheia inteirinho para ver se acha uma bola nos desenhos do livro...

É um esportista, adora futebol, andar de bicicleta, gosta de me ver jogando vôlei, já ensaia algumas manchetes...

É inteligente, já tem noção de quantidade, conhece as cores, sabe o que é maior, o que é menor...

Eu poderia passar horas descrevendo as coisas boas do meu filhote... Mas isso é porque eu sou mãe e esse é o papel das mães...

Mas na verdade, eu comecei este post apenas para concluir que, mesmo com todas as dificuldades que encontrei em ser mãe (acumulando as funções de profissional e de mulher), mesmo com as agruras que uma mãe sofre, para cada momento de tristeza, de medo, de desespero, de exaustão... para cada um destes momentos, existem outros inúmeros momentos de alegria, de ternura, de orgulho, de satisfação em ser mãe de um serzinho fantástico, que mesmo que eu tivesse encomendado com as mais detalhadas e exigentes especificações, jamais poderia ser tão perfeito, tão maravilhoso!

Eu sei que eu já errei muito, sei também que algumas vezes poderia ter feito melhor, mas ainda assim, tenho a certeza de que já acertei bastante, também, ousaria dizer até que já acertei bem mais do que errei. Sei que hoje sou uma mãe mais serena, mais confiante, mais parceira, mais cúmplice, não sou mais presente porque o trabalho me toma muitas horas do dia, mas posso encher a boca para falar que o pouco tempo que tenho com meu filho é de muita qualidade, e que a cada dia eu busco aprimorar ainda mais essa qualidade!

Filho, eu te amo da forma mais completa que é possível amar alguém, te amo com todos os fios do meu cabelo, com todos os poros da minha pele.

Sei que estou longe de ser uma mãe perfeita, mas você me ensina a cada dia uma forma melhor e mais completa de ser a mãe que você merece.

Que Deus e Nossa Senhora Te protejam sempre, sempre. Principalmente se eu não puder estar por perto.

Beijo,

Mamanhê

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Língua de trapo

O filhote está soltando a língua...
Fala, fala, fala, fala tanto que às vezes dá vontade de pedir para ele parar.

Se estamos chegando ao supermercado ou ao shopping, no estacionamento ele enlouquece:
- Olha o cao!
Tradução Simultânea (TS): Olha o carro!
- Maixx cao!
TS: Mais carro!
- Doix cao! Cato cao! Muto cao!
TS: Dois carros! Quatro carros! Muitos carros!

Dentro do shopping ele vê as lixeiras:
- Olha ixo! Maixx ixo! Muto ixo!
TS: Olha o lixo! Mais lixo! Muitos lixos!

Ele já reconhece algumas cores e fica louco com as lixeiras de coleta seletiva:
- Ixo dul! Ixo mélo! Ixo mêlio! Ixo dedi!
TS: Lixo azul! Lixo amarelo! Lixo vermelho! Lixo verde!

Dentre outras coisas que ele fala sem parar tem uma que eu acho que ainda vai me dar problemas...
Estamos no supermercado, na fila do caixa e ele aponta para a frente e fala bem alto (gritado mesmo) para todo mundo ouvir:
- Olha a "bixa"!!!

"Bicha/bixa" para ele é balão, ele fala "bixa" porque meu marido tem o hábito comum dos curitibanos de chamar balão de bexiga! Para ele ficou "bixa" mesmo.

O problema é que as pessoas em volta acham que ele está falando "bicha" mesmo!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ainda sobre presentes...

Quando eu ainda namorava com aquele que hoje é meu marido, pai do meu filho, ele acertou no meu presente de aniversário ou de dia dos namorados umas três ou quatro vezes (mentira, ele até acertou mais vezes, mas vamos deixar assim para vcs não acharem que ele é bom na arte de presentear).
Teve um ano que, no nosso aniversário de namoro, ele me deu um livro da mesma autora de um outro que ele sabia que eu havia lido e gostado muito.
Eu adorei, claro, afinal, eu amo ganhar livros! Se ele é de um autor que eu gosto então, eu amo duas vezes.
Ele deve ter percebido que eu realmente gostei daquele presente. Talvez dos outros ele tivesse percebido que eu não gostava tanto assim.

Aí, 5 meses depois, no meu aniversário ele me deu mais um livro de presente e antes de eu abrir a embalagem ele me disse:
- Eu comprei esse porque eu sei que vc gosta dessa autora, e que vc gostou do último que eu lhe dei!
Eu fiquei eufórica, afinal, um novo lançamento da autora em 5 meses era fantástico, coisa que normalmente acontecia de ano em ano apenas.

- Quando eu abri a embalagem dei de cara com o mesmo título que eu ganhara há 5 meses...

*Claro que ele nem tinha percebido que era o mesmo.
**Claro que eu falei que ele já tinha me dado aquele livro.
***Claro que eu troquei por outro e fiquei feliz do mesmo jeito. Ele é que ficou totalmente sem graça, claro!

Sobre presentes

Estávamos falando sobre presente de dia das mães e eu comentei que, de comum acordo, resolvemos, eu e meu marido, que eu mesma compraria o meu presente este ano e apresentaria a conta para o meu marido. Uma vez que meu filho é muito pequeno, não vai poder comprar o meu presente mesmo e quem escolheria o presente seria o meu marido, cujo gosto não é lá assim tão de acordo com o meu.

A outra moça que trabalha comigo (vamos chamá-la de "S") achou a idéia ótima:
- Esta aí! Perfeito! Vou sugerir isso para o meu marido também, assim eu ganho algo que eu realmente estou querendo.

O técnico que trabalha com a gente (denominado "L") ficou indignado:
- Mas aí não tem a menor graça! Tem que deixar o marido de vocês escolher. Eu sempre escolho o presente sa minha esposa. Afinal é presente!

- Ah, legal! Mas é que eu cansei de ganhar presente do meu marido que eu não uso nunca. - disse "S".
- Eu também, não sei de onde ele tira a idéia de que eu vou gostar daquela blusa laranjada, ou de um blusão amarelo... Eu não tenho nenhuma peça de roupa dessas cores!!!
- E você acerta sempre o presente da sua esposa, "L"?
- Eu acerto!
Eu e "S" nos olhamos...
- É, meu marido também acha que acerta!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bipolaridade

É meio bipolar, mas assim conseguimos um certo equilíbrio...

Às vezes, para nos sentirmos bem, precisamos gritar, argumentar, reagir.
Outras vezes, para não nos fazer mal, basta apenas calar.

E se?

Tem algumas coisas na minha vida que me parecem que nunca vão se resolver, nunca MESMO!
Fico eu aqui com aquela sensação de que a história ainda não chegou ao fim.
Sensação de que tem mais um capítulo a ser escrito.
De que está faltando o ápice da história: o clímax e o desfecho.

Ao mesmo tempo em que isso gera uma sensação gostosa, uma expectativa boa, gera também uma angústia, uma aflição.

Às vezes eu acho melhor pensar que não tem mais nada para acontecer.
Mas aí vem a vida e me mostra que o filme ainda não acabou, não apareceram as três letrinhas no centro da tela.

Quando a vida insiste em me colocar diante de fatos que dão continuidade à história, eu até abro exceção para ficar pensando no que aconteceria se...
É divertido, é instigante.
É muito bom para se sentir viva!
Mas dá uma insegurança...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Conflito de gênero

Você marca uma consulta com a sua médica ginecologista com quase 3 meses de antecedência, afinal a agenda dela é concorridíssima.
Aí, um dia antes da consulta o seu chefe pede uma reunião com você e com o diretor comercial para o mesmo dia e horário da sua consulta.
Então, você pede para ele mudar o horário porque você já havia agendado médico e não conseguiria mudar o horário da consulta.
Ele muda, sem problema nenhum.

No dia da consulta e também da reunião ele aparece na sua sala (onde, detalhe, você é a única mulher), para passar uma informação sobre um dos projetos que você coordena. Ele passa a informação, vocês conversam um pouquinho a respeito, ele vira as costas e quando já está quase saindo volta e pergunta:

- Urbanna, médico do que você tem hoje?
E você, com a naturalidade de quem já está habituada a viver no meio dos homens, responde sem pestanejar:
- Ginecologista!

O chefe, que não está tão habituado assim a trabalhar com mulheres, fica super vermelho, derruba sua agenda que estava em cima da mesa, recolhe aqueles inúmeros papéis que vc teima em deixar dentro da agenda, coloca tudo no lugar na velocidade da luz e vai embora correndo.

Quando ele vai embora a sala toda cai na risada.

Agora me diz, que raio de pergunta é essa? O que é que interessava pra ele saber que tipo de médico ia me examinar???

Mas perguntou, não perguntou?
Pois é, eu respondi!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sobre o dia internacional da mulher

E o povo do trabalho (entenda-se o bando de homem com quem eu trabalho) vêm com aquele papinho...
- Parabéns!!!
- Parabéns por quê?
- Pelo seu dia!
- Que dia, cara?
- O dia internacional da mulher!
- Ah tá... obrigada!
- Você não estava nem lembrando do seu dia?
- Eu não...
- Eita, que mulher desligada, nem se importa com o seu dia.
- Olha só, já que você faz tanta questão que eu me importe com esta data, a minha parte você pode dar em dinheiro, ok? Ou, no mínimo, em chocolate.
- !!!!!!!!

Desculpa aí, colega... eu estava mesmo de TPM, mas sem essa de "MEU dia", de que é importante...
Eu preferia ter igualdade em salário, por exemplo, já que nós mulheres fazemos a mesma coisa que os homens (senão mais) e continuamos ganhando menos que eles.

Dizem por aí que a comemoração deste dia surgiu por causa de uma greve que aconteceu em um fábrica onde trabalhavam apenas mulheres, a polícia as fechou dentro da fábrica e colocou fogo. Aí, em homenagem a essas mulheres foi criado o dia internacional da mulher.

Parece que não foi bem esse episódio que deu origem ao 8 de março, mas basicamente nasceu por causa da frequente luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho. Muito nobre! (e eu não estou sendo sarcástica)

Mas alguém aí se lembra disso no dia 8 de março? O chefe, ou a chefe de alguma de vocês aproveita este dia para perguntar se você está precisando de alguma coisa a mais? De repente, uma flexibilidade um pouquinho maior no horário para poder levar o filho ao pediatra, por exemplo? Ou sei lá, pelo menos se lembra de mandar comprar remédio para cólica para ter na caixiha de primeiros socorros???
Não né!?
Então, nem adianta querer me convencer de que este dia ainda é importante.
A minha parte, como eu já disse, pode vir em dinheiro (ou em chocolate).

sexta-feira, 12 de março de 2010

Papo noturno

Pessoal do escritório falando sobre pessoas que falam durante o sono:
- Meu irmão fala a noite toda!
- Minha mãe também fala, mas ninguém entendo o que ela diz.
- Meu marido fala que vai ao supermercado, levanta, vai até a janela...
- Ai credo, eu tenho medo de gente que fala dormindo!

E eu chegando para participar da conversa:
- Sério?
- Sério, eu fico muito assustada!
- Eu não tenho medo de quem fala durante o sono não... Tenho medo é de "falar"!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Classificação

Com a experiência de 6 anos (quase 7) trabalhando na mesma área da construção civil, com o mesmo perfil de clientela, tem algumas coisas que eu só preciso de um primeiro contato com o cliente para ter a certeza do que vai acontecer no período entre fechamento de contrato e entrega das chaves do apartamento.
São algumas figurinhas carimbadas que se dividem basicamente em "6" classes:
- Classe 1: os clientes "gente-boa" - aqueles que compraram um apartamento com certo sacrifício, ou depois de muito economizar, não têm muita grana para personalização do apartamento, sabem disso, não querem parecer o contrário, solicitam modificações já sabendo se vão poder pagar ou não por elas, ou se não sabem, são honestos em perguntar pelo menos a média de preço, dependendo do valor eles nem pedem alteração de projeto e orçamento, nos poupando um trabalhão e sempre saem satisfeitos.
- Classe 2: os clientes da "ilha da fantasia" - estes vão financiar praticamente todo o apartamento, não tem grana para personalização, não sabem disso, ou se sabem, querem parecer justamente o contrário, pedem um milhão de modificações onerosas, querem trocar todos os acabamentos por acabamentos de padrão ou design SUPERIOR (e nem sabem o que é superior) perdem todos os prazos de personalização, alteram o projeto umas 10 vezes, me obrigando a fazer uns 10 orçamentos e desde o primeiro contato com eles eu posso apostar o meu filho, não, o filho não, mas posso apostar o meu marido como eles não vão aprovar NENHUM orçamento e o apartamento vai acabar ficando padrão depois de eu ter perdido horas, horas e mais horas trabalhando nos projetos e orçamentos que nunca serão aprovados. No final, eles saem insatisfeitos.
- Classe 3: os clientes "bam-bam-bam" - estes têm muita grana, sabem disso, mas não querem mostrar para vc que têm, modificam o apartamento todo, choram na hora de aprovar os orçamentos, mas aprovam, são objetivos (com exceções), e saem felizes e satisfeitos.
- Classe 4: os clientes "bam-bum-bum" - têm muita grana, sabem disso, fazem questão de que vc saiba também, pedem modificações impossíveis de serem realizadas, ficam possessos quando vc não aprova o projeto que o arquiteto estrelinha dele fez, vc faz malabarismos para conseguir viabilizar pelo menos parte do projeto de modificação, ouve grosserias (porque eles sempre são mal educados), ouve o preço que ele pagou no carro importado pelo menos umas 2 vezes por reunião, vc sabe que ele comprou o apartamento errado, pq ele precisava de duas vezes mais espaço, mais luxo, mais ostentação para ele poder mostrar para todo mundo que tem dinheiro, e como ele não vai conseguir isso tudo em um apartamento de 120m². vai sair insatisfeito SEMPRE.
- Classe 5: as clientes-arquitetas (sim, quase sempre são mulheres, os arquitetos homens normalmente tem um pouco mais de bom senso) - como são da área, querem modificar tudo, já vêm como projeto pronto, mas eu sempre tenho que refazer tudo porque o projeto nunca tem as informações necessárias para a execução, apenas para decoração. Elas especificam os acabamentos, fazem os quantitativos, compram todos os acabamentos e quando vc liga para dizer que faltou revestimento (pq a quantidade comprada não era suficiente nem para cobrir o piso, quanto mais para suprir os recortes necessários) elas ainda dizem assim "Mas não pode ter faltado, fui eu mesma que calculei"- Bingo! Parece que vc não sabe calcular, meu bem!
- Classe 6: e a pior de todas - os clientes-advogados - sobre esta classe eu prefiro não comentar! Vai que algum lê e resolve entrar com um processo contra mim.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Enfim, 2010!!!

Então chegou 2010!
Que ele seja infinitamente melhor que 2009.
Mas não mais do que deve ser 2011.

Que a saúde vá muito bem, obrigada...
Que minhas unhas sejam mais bem cuidadas...
Que o dinheiro seja no mínimo suficiente...
Prometo fazer mais depilação com cera quente...
Que o amor seja uma constante...
E eu abandone de vez o refrigerante...
Que a paz esteja indiscutivelmente presente em todos os lares...
Talvez uma viagem para mudar de ares...
Que o sucesso pessoal e profissional seja garantido...
Ainda preciso encontrar aquele brinco perdido...
Que a miséria simplesmente acabe...
Que o reparador dê conta de cada ponta que se abre...
Que a violência seja extinguida...
Que os abdominais vençam a minha barriga...
Que o respeito prevaleça...
E de ser feliz, a gente nunca esqueça!

Feliz 2010!