terça-feira, 29 de setembro de 2009

Desabafo!

Hoje é seu aniversário e eu realmente não gostaria de estar chateada com você da forma que estou.
Sei que eu tenho perdido a paciência com freqüência, mas às vezes fica difícil engolir algumas coisas assim, no seco.
Penso que quando um casal tem problemas eles precisam resolver isso entre eles, não dá para levar isso pro palco, incorporar o papel de vítima e expor para todo mundo. Muito menos ficar agredindo verbalmente a outra pessoa na frente de todo mundo.
Não sei e, realmente, não quero saber como está a situação de vocês como casal. Porque o importante para mim é que respeito não deve ser esquecido nunca numa relação a dois, mesmo que a briga tenha sido dura, mesmo que o outro tenha errado feio, tenha o casal 1, 5, 10 ou 50 anos de casados. Se acabar o respeito, acabou o casamento.
Vejo você reclamar da forma que minha mãe fala com você. E muitas vezes eu mesma a critico por isso, falo para ela ter mais calma, peço para ela respirar um pouquinho antes de falar, tudo para tentar amenizar.
Mas ultimamente eu tenho notado a forma que você fala com ela e, convenhamos, você não tem sido o mais gentil dos homens. Pelo contrário, parece que está se esforçando para ser desagradável, e está conseguindo. Sendo assim, não acho que você tenha direito de reclamar da forma que ela fala com você. Eu, por muito menos, já teria juntado as minhas coisas e partido em busca de paz e sossego.
Reclama que ela tem as mil e uma ocupações dela e que nunca fica com você, mas quando ela lhe convida para ir a algum lugar você sempre diz não. E não bastasse o não, fica resmungando e bombardeando o local aonde ela quer ir ou, pior, a pessoa que ela gostaria de visitar.
Eu sei que a filha aqui sou eu, e que você é o pai. Mas parece que você esqueceu o que me ensinou.
- Não quer? Diga “não, obrigado”, mas não precisa criticar e desprezar nada nem ninguém;
- Não gostou do que a pessoa disse? Deixe isso claro, mas sem palavrões, sem ofensas, por favor, isso não leva a nada – seja educado, senão você perde a razão;
- Quer que alguém faça alguma coisa para você? Basta pedir com jeito, pedir “por favor”. Não adianta ficar parado, com cara de coitado, esperando que alguém perceba o que você está querendo;
Eu sei que a vida nem sempre foi fácil para você, pai. Não foi desde o princípio. Mas agora me parece que você tem tudo o que precisa para ser feliz... Pode não ter uma vida cheia de regalias, mas, por favor, olhe os presentes que Deus lhe deu (família, saúde, trabalho). Você escapou de dois AVC’s, livrou-se de ficar com seqüelas que lhe impediriam de andar, de trabalhar. No segundo AVC, quando o médico me disse que, pela região atingida do cérebro, era quase certo que você não recuperaria os movimentos do lado esquerdo do corpo, eu fiquei muito triste, mas sabia que a gente podia canalizar essa tristeza de outra forma, e por isso não lhe falei a respeito. Menti mesmo, na cara dura, e disse que o médico garantiu que em pouco tempo você estaria trabalhando de novo. Você acreditou nisso e, em pouco mais de 15 dias, você já estava trabalhando de novo. Olhe que benção! Olhe tudo o mais que você conquistou! Se alguma coisa não está boa, vamos melhorá-la! Se precisar de apoio, você tem os seus filhos. Olhe o bom trabalho que você e a mãe fizeram com a gente!
Eu só queria ter de volta aquele pai alegre que eu tinha, carinhoso e brincalhão com todos, aberto aos amigos e familiares. Os únicos momentos em que eu o vejo alegre, carinhoso e feliz ultimamente são os momentos em que você está com o seu neto (pelo menos isso).
Mas olhe ao seu redor... Tem muito mais gente em volta! Gente que só quer ter a sua agradável companhia que parece que deixou de ser agradável há algum tempo. Eu não sei onde foi parar aquele pai alegre que eu tinha... Parece que está faltando alguém naquela casa.
Não se feche no seu mundo particular. Não tente se isolar do mundo... Não vai funcionar, posso te garantir. Seja lá o que for que está matando aquela pessoa alegre que era o meu pai, não vai funcionar. A meu ver, só vai piorar.
Eu estou bastante magoada sim, eu diria até que estou mais desiludida do que magoada. Estou tão desapontada que nem presente eu comprei para você, pai. E ainda pensei igual a gente pensa quando decide não comprar presente de aniversário para uma criança “Ele não está merecendo”.
Isso está doendo tanto em mim... e eu sei que você já percebeu. Agora, será que você pode trazer o MEU pai de volta?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vamos embora, pro bar...

Beber, cair, levantar!

Êêêêêêêê!!!
Uebaaaaa!!!
Yupiiiiiiiiiiii!!!

Vai acabar a abstinênciaaaaaaa!
O Gui faz 1 ano no dia 14 de outubro... Parei de amamentá-lo há dois meses, mais ou menos. E enquanto eu o amamentei não bebia nada alcoólico, por motivos óbvios (e também nem dava tempo para isso).
Já foi uma maravilha poder voltar a tomar uma cervejinha antes do almoço de sábado ou domingo lá na casa dos meus pais com todo mundo reunido (pai, mãe, marido, irmão, cunhada, crianças), sentados na varanda, tentando conseguir um pouquinho do sol que nem sempre dá as caras no final de semana curitibano (nem durante a semana também), poder tomar aquele bom vinho quando recebemos alguém em casa na sexta ou no sábado a noite...
Eu adoro isso!
Não o fato de beber, mas o fato de confraternizar com amigos e familiares. AMO ficar sentada em volta de uma mesa de amigos jogando conversa fora, sem me preocupar com o horário, sem nem lembrar que existe trabalho (apesar da gente sempre falar sobre trabalho)...
Voltamos a fazer isso em casa, mas muitos dos nossos amigos agora tem filhos pequenos também, e dificulta um pouco as coisas. Damos um jeito de fazer a criançada dormir e sentamos para comer, beber, papear... mas na segunda garfada ou no terceiro gole sempre um dos pequenos chora... e na seqüência... chora o outro! Então não dá para conversar tão descontraidamente assim.

E, por conta das responsabilidades de uma mãe de família, não consegui ainda ir a um barzinho com os amigos como eu costumava fazer quase toda semana.
(isso sem contar a época da faculdade, onde a freqüência nos bares era muito maior – ta aí uma coisa que aprendemos na engenharia!)

Mas hoje eu vou tirar a barriga e o fígado da miséria... Chega de folga, meu fígado já está há muito tempo só na comidinha saudável, aguinha, suquinho natural, no máximo uma coca-colazinha...
Vou a um barzinho onde tem rodízio de petiscos (comida de boteco, ueeeeba!), muito chopp e caipirinha!
Vou comer mini-pastéis, mini-escondidinhos, provolone frito, mini-carne-de-onça, mini-burritos, mini-kibes, calabresa com cebola, tulipas de frango, mini-baked-potato... e tomar muuuito chopp!!!
Caramba, faz taaaaanto tempo que eu não faço isso (bem mais de 1 ano – para quem ia toda semana pelo menos tomar um chopp e comer batata frita com a turma, isso foi uma tortura) que estou até tendo trimiliques característicos da síndrome de abstinência!!!

E não, não é pela bebida alcoólica! Eu poderia ir a um bar apenas para tomar coca-cola com os amigos... mas COM OS AMIGOS! Isso faz toda a diferença na minha vida!
E eu gosto do ambiente descontraído dos bares, da música, do zum-zum-zum de muitas pessoas falando ao mesmo tempo, do garçom bem humorado que nos atende super bem, da comida de boteco, nada saudável mas que é uma delícia, de erguer um brinde pela amizade, pelo companheirismo, pela felicidade de poder estar reunida com amigos queridos.
(O problema é que eu sempre falo tanto, mas tanto, que meu chopp sempre acaba esquentando e a minha batata-frita acaba virando batata-fria)
Eu gosto tanto desses ambientes (ainda mais agora que não pode mais fumar em ambiente fechado) que, acho que quando eu abandonar a engenharia vai ser para abrir um café-bar(que tal “Bar e Cafeteria Urbanna”?), um ponto de encontro para pessoas que apreciam a amizade, o convívio e o companheirismo tanto quanto eu.

Pode até parecer papo de bebum (até pode ser), mas é que eu vejo que nessa nossa correria de todo dia, acabamos deixando um pouco os amigos de lado, acabamos nos acomodando com a rotina de trabalhar-comer-dormir (no meu caso e de muita gente: trabalhar-cuidardefilho-co(cuidardefilho)mer- dor(cuidardefilho)mir) e se não fizermos um pouquinho de esforço para sair desse estado inerte e vegetativo nós acabamos ficando sozinhos e cada vez mais mal-humorados.
Digo isso porque eu tenho dois bons exemplos por perto, pessoas do meu convívio que fecharam-se no seu lar-doce-lar e não gostam mais de receber amigos, nem de freqüentar casa de amigos, muito menos de sair para um lugar público. E essas pessoas tornam-se cada dia mais mal-humorados, mas pessimistas, mais inertes. Eu VEJO isso todo dia!!!

Então borá lá chamar os amigos, pedir uma pizza, ir pra um barzinho, ou pra um restaurante, fazer uma massinha em casa e chamar aquelas pessoas legais que você conhece para jogar conversa fora e encher a alma de alegria e de energia.

Eu estou indo!
E não preocupa não (irc), vai ficar "zuzu" bem, porque (irc) tem quem dirija pra mim hoje...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aqui pensando com os meus botões...

da calculadora...
Deve existir alguma fórmula (ou seqüência delas) para calcular as proporções e dosagens perfeitas para cada receita...

Tipo uma dosagem de concreto:
Você recebe o projeto (ou o cardápio), onde está especificada a resistência (fck) que o concreto deve atingir aos 28 dias de cura (no caso de comida seria a especificação de qual prato deveria ser feito).

Aí você determina algumas coisas, que você mesmo decide, de acordo com a disponibilidade, por exemplo:
- Tipo de controle tecnológico: rigoroso, razoável ou regular (relacionado à precisão que você usa para medir as quantidades e à qualidade dos equipamentos que você usa na sua cozinha, isso tudo está diretamente relacionado ao tipo de público alvo: metidos à gourmet, de paladar refinado mas simples ou come-tudo-que-aparecer-pela-frente) - o coeficiente de “cagaço” acaba nos levando para um controle tipo regular, no máximo razoável, principamente em obras!!! Que é aquele controle que te dá uma margem maior para erros, sem alterar o resultado final (ou seja, aquele coeficiente que te permite errar um pouquinho na proporção do sal, por exemplo, sem deixar de agradar ao público metido à gourmet);
- Abatimento do tronco de cone, ou slump-test (que seria a consistência do prato ou o "ponto" certo de cozimento da massa, ou da carne, ou a consistência do purê, por exemplo);
- Classificação do agregado miúdo - areia(ou sal, açúcar, farinha, etc): fina, média ou grossa (sal grosso ou refinado, açúcar refinado ou cristal, pimenta moída ou em grãos, farinha de trigo ou farinha integral, etc);
- Massa específica do agregado miúdo (peso/volume: em kg/m³ no caso do concreto ou g/cm³ no caso dos alimentos, devido ao volume a ser executado) – para garantir que a proporção será a correta, evitar diferença nas proporções (exemplo: um copo de farinha solta é diferente que um copo de farinha super compactada para caber mais);
- Composição de agregado graúdo (brita): tipo brita 1 e brita 2 (tipo spagheti nº3 ou nº5, feijão preto ou carioquinha, carne moída ou cubos de carne, arroz branco ou arroz arbóreo... por aí vai);
- Massa específica do agregado graúdo (idem ao agregado miúdo);
- Tipo de cimento adotado (CP2-Z, CP-32, ARI, etc) e sua massa específica (eu compararia o cimento aos temperos, especiarias que dão a graça ao prato);

Aí você insere todos esses dados numa planilha de dosagem, e com alguns cálculos ela te retorna o traço do concreto, ou seja, a proporção perfeita de "ingredientes" (por volume), o consumo (em kg) de cada "ingrediente", a quantidade exata de água a ser adicionada e pronto,
é só você misturar corretamente todos os ingredientes, colocar na forma e aguardar o tempo correto de cura (ou o tempo de forno, fogão).
No caso do concreto nós tiramos corpos de prova e fazemos os testes de rompimento com estes aos 7, 14, 21 e 28 dias, para garantir que ele atendeu aos requisitos de projeto. No caso dos alimentos seria ótimo ter os corpos de prova (amostras) para provarmos antes e garantir que a visita vai comer o prato exatamente como ele deveria ser.
Olha, em 99% dos casos a resistência é atingida, pois tem precisão, tem especificações claras.
E quando não é atingida (olha só que maravilha!!!), você pode calcular um reforço estrutural, nem precisa jogar toda sua receita fora.
Muito mais fácil dosar e preparar um concreto!!!

Porque (vocês vão ter que concordar comigo):
- quanto exatamente é uma "pitada" de sal,
- um "pouquinho" de maizena,
- uma colher "rasa" (rasa quanto???) de essência de baunilha. Sem contar que no meu faqueiro vieram 5 tamanhos diferentes de colher, qual é a colher de chá? e a de sobremesa?
- um "copo" de leite, que copo? eu tenho 4 tamanhos diferentes de copo em casa!!!
- um "maço" de cheiro verde? quanto é um maço? pequeno? grande? o que é exatamente cheiro verde? Desde quando cheiro tem cor?
- leve ao fogo até dar o ponto... que ponto, santo Deus? como é que eu vou saber qual é o ponto ideal de cada mistura? É mole, é grosso?
- Desgrudar do fundo da panela? Quanto mais eu espero desgrudar do fundo da panela mais a mistura gruda!!!
- Uma cebola média... o que é média para mim pode não ser para você, então qual é a dimensão máxima característica de uma cebola média?

Gente, esse mundo da culinária definitivamente não foi feito para mim!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dotes culinários

Para vocês terem uma idéia de como eu sempre fui muito prendada na cozinha...
Eu devia ter uns 13 anos e, na escola onde eu estudava, todo bimestre tinham umas matérias extra-curriculares que nós tínhamos que fazer: artesanato em madeira, eletricidade, economia doméstica, artes, datilografia (sim, eu sou dessa época), tipografia, pirografia, etc., até culinária.
E no bimestre em que estávamos fazendo culinária tínhamos que levar uma receita prática para fazer no dia da aula.
Minha equipe escolheu pão de queijo.
Minha mãe sempre fazia pão de queijo e eu adorava, então propus levar a receita, que era uma receita “super prática e econômica” (era o que eu ouvia minha mãe dizer).
No dia da aula eu levei a receita, a professora olhou e no ato achou estranha.
- Não vai queijo nesse pão de queijo?
Eu peguei a receita, li os ingredientes e respondi:
- É mesmo, não vai! Deve ser por isso que minha mãe chama essa receita de “super prática e econômica”.
- Vamos colocar as mãos na massa, então.

Fizemos. O resultado foi um pão de queijo sem gosto de queijo, sem cheiro de queijo e sem a mais vaga lembrança de queijo. Todos comeram e acharam bom, só que não parecia pão de queijo.

Cheguei em casa e comentei com a minha mãe que o pão de queijo não ficou nem de perto igual ao dela e que eu suspeitava que tinha faltado alguma coisa para dar gosto de queijo...
Concluímos que tinha faltado, adivinhem? Queijo!!!
Não é que na receita não fosse queijo.
Eu é que esqueci de copiar a parte que falava do queijo! Óbvio!

Aí, esses dias vi em um site uma receita de biscoitos bicolores bem parecidos com uns que eu tentei fazer uma vez, mas que não ficaram muito bons... ficaram meio esquisitos.
Bem, vou contar a história do biscoito para vocês entenderem...

MINIFLASHBACK:
Na época vi a receita em uma revista no consultório do dentista, anotei, levei para casa e – estando de férias escolares, sem companhia e dinheiro para viajar, portanto, sem nada para fazer – resolvi fazer os biscoitos.
Achei a receita super-prática, o máximo, pois os biscoitos ao invés de irem pro forno iam para a geladeira por um determinado tempo.
Fiz tudo certinho, mistura-amassa-estica-enrolaigualrocambole e pronto, levei à geladeira, esperei o tempo recomendado, retirei da geladeira, cortei em rodelas bem finas e tcha-tchan-tchan-tchan... não ficou lá tão bom quanto eu esperava... resolvi esperar eles voltarem à temperatura ambiente, era isso que estava errado, com certeza. Esperei, provei, esperei, provei, esperei de novo e no dia seguinte... tchan-tchan-tchan-tchan... eles ainda não estavam bons. Na verdade eles ficaram meio, meio... crus!
Ninguém na minha casa gostou e eu, para não dar o braço a torcer, comi tudo sozinha... demorei mais de duas semanas, mas comi (na verdade, todo dia eu dava um pouco pro cachorro, que me ajudou - coitado).


Voltando ao tempo real:
Então, li a nova receita no site e notei que a única diferença entre ela e a que eu havia feito há anos atrás era a parte de assar os biscoitos. Hoje tenho certeza de que eu esqueci de copiar a parte da receita que recomendava assar os biscoitos depois de retirá-los da geladeira... Quem sabe, se tivessem sido assados, eles não ficassem assim meio, meio...crus!

Por essas e outras que eu não me arrisco mais na cozinha! Principalmente com receitas "super-práticas e econômicas".

Tecnologia

A-há!
Aposto que vcs não contavam com isso, mas o meu celular de R$ 1,00 tem câmera, tem rádio, tem teclas, tela, faz até ligações!!!
Mas o melhor de tudo é que meu celular de R$ 1,00 tem até Bluetooth!!!

Eu que sempre disse que mal sabia o que era bluetooth ("blutúfi") agora tenho isso no meu celular! Olha que evolução tecnológica!

Não tenho a menor idéia de como se usa isso, mas que tem, tem!!! A-há!

Vivendo e aprendendo

Aprendi que não posso deixar nada que não seja a prova d'água na mão do filhote quando há qualquer quantidade de líquido por perto, nem que seja um copo de chá gelado!

Para ele parar de xaropear deixei-o pegar o meu celular enquanto eu brincava com ele no chão da sala.
De repente ouvi um "pluft"...
Óbvio que era o meu celular mergulhando no copo d'água que estava perto.
Perda total! Ele não era a prova de chá.
Tive que comprar um novo que, pasmem, custou o absurdo valor de R$ 1,00.
Até que o prejuízo não foi dos maiores...