sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Já está chegando a hora de ir... e de CELEBRAR!!!

Como estão dizendo por aí...
Já que todo mundo abandonou o barco eu tb vou nessa!
Estou tirando o time de campo, abandonando o barco, pendurando as chuteiras e colocando as barbas de molho por este ano.
(apesar de eu não ter um time, nem um barco, nada de chuteiras e muito menos barba)
Acho que não suportaria nem mais um dia de trabalho neste ano, estou tão esgotada, tão cansada que ando tendo enxaquecas, tonturas e até desmaios súbitos.
Mas agora eu parei!
Vou cuidar de mim um pouco que, afinal, eu mereço.

A partir de agora é só CELEBRAR!




Celebrar a VIDA
... a nossa vida,
... a vida da minha nova sobrinha (Maria Eduarda) que está vindo aí,
e principalmente...
O nascimento de Jesus (que é o verdadeiro sentido - mas muitas vezes esquecido - do Natal)!

FELIZ NATAL!
Que o Natal seja mais um momento em que as pessoas realmente acreditem que vale a pena viver um Ano Novo!



Por falar em ANO NOVO...
Quem separou o tempo em anos deveria receber o prêmio Nobel da paz! Um ano, ou doze meses, como quiserem, é o tempo exato para atingirmos o máximo nível de stress tolerável. No décimo segundo mês já estão todos enlouquecidos, a ponto de estourar com a correria dos mais de 335 dias que já se passaram, estamos todos cansados, preocupados, estressados. Nessa época nossas faces aparentam ter muito mais rugas do que o tempo se encarregou de produzi-las.

Nas festas de comemoração do Natal é possível observar o cansaço generalizado, mas à espera de uma força renovadora que sabemos que virá com a virada do ano.

Doze meses é o tempo certo para extinguirmos todas as nossas forças, mas é impressionante como ao final do décimo segundo mês já começa a brotar a esperança de que o próximo ano seja melhor, seja mais feliz, com mais trabalho, menos violência, com mais dinheiro, menos miséria, mais amores, menos desilusões.

A pessoa que inventou o reveillon também deveria receber um prêmio significativo. Nada mais revigorante que a virada de ano! Fogos de artifício, roupas novas e brancas, promessas para o ano vindouro, uvas, champagne, folha de louro, lentilha, semente de romã, pular sete ondas, usar calcinha nova, branca para a paz, amarela para o dinheiro, rosa para o amor, vermelha para a paixão, ou ainda amarrar fitas nessas cores para garantir paz, amor, dinheiro e paixão sem ter de usar quatro calcinhas.

São tantos os rituais que temos para garantir um bom ano...
Se funcionam???
Bom, mal não fazem, eu garanto! Então o que custa tentar, não? Melhor prevenir!


Até 2008!!!

Ah... Já ia esquecendo...
Um conselho para 2008:

DON'T WORRY...

...BE HAPPY!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Apenas uma constatação...

Antigamente eu tinha férias duas vezes por ano, era uma beleza.
Quer dizer, seria, se eu tivesse dinheiro e independência para viajar.
Hoje eu até posso bancar um "pacotinho" para um lugar legal...
O que me falta hoje são as férias!

Êêê... êô... vida de gado!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Felicidades!

Lá vou eu falar de ex novamente...
Mas desta vez não vou fazer nenhuma crítica, juro que não!

Estava eu passeando pelos Orkut’s da vida quando me deparo com um velho e conhecido nome: “Fulano de Tal”

“Noooossa, quanto tempo não tinha notícias do Fulano!”

Ele foi um daqueles casos complicadérrimos, de idas e voltas, encontros e desencontros, amores e desamores. Mas foi um daqueles que a gente não quer machucar por nada neste mundo sabe? Mas que, por ter sido imatura, acabou machucando. Mas também foi daqueles que deram uma segunda chance, mas que nessa segunda chance, eu é que saí machucada. Também foi aquele que depois de muitos anos reencontrei por acaso e tive um novo affair, mas que por segurança ficou só num último encontro.

Não devia, mas como a curiosidade feminina é maior do que a força de vontade, lógico que eu acabei entrando no Orkut do moço (no bom sentido).

Ele está casado (essa parte eu já havia ouvido nas rodas de amigos por aí) e com uma filhinha linda de viver!

Puxa, fiquei tão feliz em ver a alegria nos olhos e no sorriso dele com a filha no colo!
Gostaria que ele soubesse o quanto eu fico feliz por ele, mas é claro que eu não sou tão inconveniente a ponto de deixar qualquer mensagem na página de recados dele no Orkut.

Para mim, basta saber que ele está bem e muito feliz, com um presente de Deus no colo.
Desejo que a filhota tenha muita saúde, que ele e a esposa possam dar todo o amor que houver nessa vida para aquele lindo bebê. E que eles sejam felizes para sempre!
E já que depois de amanhã é aniversário dele... não há momento mais oportuno para desejar tudo de bom e toda a felicidade do mundo!
(mas só aqui, neste espaço em que pessoas do convívio real não freqüentam, senão é capaz de acharem pêlo em ovo, e foi só um comentário de alguém que está feliz com sua própria vida e que ficou mais feliz ainda de saber que alguém especial está muito feliz também)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Ditados populares

Fui almoçar com uma amiga no shopping.
Ela precisava comprar um presente de Natal para a sogra, estava em pânico!
Assim,
Ela viu a sogra uma ou duas vezes na vida, pois ela mora longe, muito longe de Curitiba.

Abre parêntese:
Sabe aquele ditado né? Que sogra não pode morar tão perto da sua casa ao ponto de ela poder ir até lá de chinelos e nem tão longe ao ponto de ela ter que ir de mala e cuia!
Pois é, a dela quando vem... Vem de mala e cuia!
Fecha parêntese.

Então, a sogra vai vir para cá no Natal, aí depois do Natal eles vão todos para uma linda praia em Santa Catarina, passar 15 harmoniosos (eu espero) dias.

- Ai, Anna, eu estou querendo arranjar uma desculpa para não ir para a praia com eles.
- Por quê?
- Já pensou? 15 dias dentro da mesma casa com sogro, cunhada e sogra? A cunhada já não vai muito com a minha cara, e a sogra? Como vai ser?
- Amiga, você vai ter que conquistá-la.
- ???
- Porque você sabe aquele ditado né?
- Que ditado?
- Aquele... "Sogra. Ame-a ou deixe... o filho dela!"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

E Deus criou Curitiba...



(imagens de Jean Servais Henri Colemonts)

Deus, numa segunda-feira, criou Curitiba...
Pelo menos assim pensam os curitibanos. Com parques, praças, muito topete e gente devagar no trânsito.
E achou monótona.

Então, na terça-feira, criou o inverno. Com sua brancura, cachecóis e um bom vinho, para os curitibanos se acharem europeus.
Mas achou o frio muito triste, e na quarta-feira criou a primavera, florida e colorida para enfeitar os parques e praças dos europeus, digo, curitibanos.
Mas Deus a achou bucólica demais e na quinta-feira criou o Verão, alegre e saudável para fazer os curitibanos sorrirem.
Mas o achou seco demais e na sexta-feira criou o outono. Farto e ameno para se confortarem.
Então Deus achou tudo muito distante, e no sábado misturou tudo. Fez o inverno, a primavera, o verão e o outono reinarem todos no mesmo dia em Curitiba, para que tudo tivesse seu tempo e sua vida.
E no domingo Deus descansou...

Na verdade caiu de cama, pois não sabia que tinha acabado de criar a Gripe, a Rinite, o Resfriado...

(texto recebido por e-mail - desconheço a fonte)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Na estrada

Então que amanhã, dia 08/12, meu único, amado e idolatrado irmãozão está partindo novamente para o Ushuaia... de motocicleta!
Novamente porque ele já iniciou esta mesma viajem em dezembro de 2003, mas devido a um acidente teve que voltar para casa, com o pé quebrado, antes de chegar lá no extremo sul do Chile.
Eu sabia que ele não ia deixar barato, que não iria desistir. E agora, com a sua pequena filhota com 3 aninhos, ele resolveu partir novamente, para cumprir o seu objetivo, volta em um mês. O maior impasse agora... a saudade da filha!
Mas ela vai encontrar o papai em Santiago no reveillón, ela e a mamãe.

Meu amado irmão (que não lê este blog porque eu não dou o endereço para ninguém)...
Vá com Deus meu querido, cuide-se, e curta cada segundo desta aventura! Que eu vou estar aqui, com o coração na mão, cheia de preocupação, morrendo de saudade, sem ver a hora de você voltar, mas muito muito feliz, porque sei que é disto que você gosta!

Para marcar a sua saída, aquela música que você sempre canta para mim (no violão ou no karaokê de tanto que eu insisto)...

Para fechar a sexta-feira...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A noite "em claro"

Ontem, na novela das oito (oito e meia, nove, nove e meia...) foi um festival de mulheres falando que passaram a noite "em claro" com seus namorados, affairs, rolos, etc.
Primeiro foi a Super-Loura-Vieira com o José-Macieira-Wilker, depois a filha dela, aquela do olhão-bocão com o Adalberto/Marconi Ferraço, e depois teve uma empregada-aspirante-a-rainha-da-bateria (porque a Globo agora adotou como personagem obrigatório nas novelas das oito uma empregadinha que sonha em ser rainha da bateria do carnaval do Rio de Janeiro e que obviamente SERÁ rainha da bateria (na vida real) de alguma escola do Rio de Janeiro) que dizia que precisava de alguém que a fizesse passar a noite "em claro".
Foram tantas e num intervalo de tempo tão pequeno que até meu marido que "só estava passando" na frente da TV, virou-se para mim com um ar galante e conquistador e disse:
- E você, que tal passar a noite "em claro" também?
E eu que perco o marido mas não perco a piada...
- Oba!!! Nós vamos dormir com a luz acesa?

Moral da história:
O Ministério da Saúde Mental averte: Não tentem fazer isso em casa, os maridos podem se ofender profundamente!!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Fragmentos da vida a dois

Todo sábado pela manhã o marido acha alguma coisa para fazer fora de casa.
Ou vai trabalhar, ou vai pescar, ou vai lavar o carro na casa dos pais, ou, ou, ou...
Tudo isso por quê?
Porque estamos sem uma pessoa para nos auxiliar na limpeza da casa, lógico. Aí ele inventa algo para fazer na rua e escapa de me ajudar na limpeza do nosso lar doce lar.
Aí, lá pelas 13h30, ele chega em casa para almoçar (e é lógico que eu não fiz comida, quem cozinha não limpa e quem limpa não cozinha, certo? Sábado é dia de aloçar no "por quilo" que fica a duas quadras do prédio)e para tudo que ele pergunta sempre tem uma resposta curta e quase grossa...

PS: Na verdade raramente eu estou de mau humor de verdade, só faço tipo para que ele não se iluda pensando que eu acho uma maravilha ficar limpando a casa num sábado lindo de sol enquanto ele foi pescar. Ah sim, mas é lógico que eu não prefiro ir pescar com ele, me poupe!

Aí ele sempre vem com aquele papo:
- Credo, que mau humor! O que aconteceu?
- Nada!
- Então por que esse azedume?
- Eu não estou de mau humor, querido, pelo contrário, eu A-DO-RO ficar em casa o sábado todo limpando, lavando, passando... Nossa, foi tudo que eu pedi à Deus!
- Ai, não pode ser tão ruim assim, eu não ligo de fazer isso, afinal é pra gente, pra nossa casa...
Em pensamento: "Então por que vc não fica em casa limpando, lavando, passando, enquanto eu vou passear?"

Então, na quinta-feira passada eu anunciei:
- Sábado pela manhã eu tenho salão marcado, ok?
- Ah tá, tudo bem.

E eis que sábado chegou.
Eu levantei às 8h00, me arrumei, tomei café da manhã e lá fui eu para o salão, mas antes de sair perguntei a ele:
- Vai sair?
- Não, vou ficar em casa... Por quê?
- Bom, você podia aproveitar que vai ficar em casa e dar uma "ajeitada" nela.
Ele me olhou com uma cara de quem diz "Não era bem essa a idéia", mas não disse nada.

Voltei do salão às 13h30. Sim, a cabelereira levou 5 horas para fazer uma hidratação e muitas mechas em todo o meu cabelo... Eu quase li um livro inteiro. Sim, eu levo um livro para o salão porque me recuso a ficar lendo as culturas inúteis (Caras, Contigo, Cláudia, Nova) que os salões oferecem para as clientes.

Voltei para casa e... milagre!!!
A casa estava limpa!!!
É... não estava lá essas coisas, a roupa que eu havia colocado para lavar antes de sair estava lá, centrifugada na máquina, praticamente seca já e passar roupa nem pensar né? Mas até que a casa estava limpinha e arrumada. Com o senso de organização que tem o meu marido acho até que ele fez um excelente trabalho.

Mas olha que coincidência, para cada pergunta ou comentário que eu fazia, eu ouvia uma resposta curta e grossa...

Acho que agora ele vai começar a ver com outros olhos a história de limpar a casa no final de semana...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O mistério e a camisa de bolinha

Esses dias atrás eu estava andando pela obra com o técnico do ar condicionado, para fazer algumas conferências. Estávamos lado a lado, eu do lado esquerdo e ele do direito, conversando.
De repente, do nada, eu parei de falar, esperei ele avançar um passo, passei para o lado direito e continuei a falar e andar normalmente.
Ele me olhou intrigado e perguntou:
- Por que fez isso?
- Isso o quê?
- Isso, de passar para o outro lado assim, sem nenhum motivo aparente!
- Ah é... eu mudei de lado né?
- É... por quê!
- Sei lá... Fiz sem pensar, eu heim?! Então, como eu estava falando, a condensadora vai ter que ficar na sacada dos apartamentos, sob a pia da churrasqueira...

Enquanto subíamos 8 pavimentos pela escada eu fui pensando nessa história de mudar para o lado direito...
(sim, pude pensar porque não estou podendo subir 8 pavimentos sem pausa e tagarelando o tempo inteiro, o técnico então – coitado! – no terceiro pavimento eu já achei que teria que chamar uma ambulância)
Lembrei que há uns 10 anos atrás eu tinha um namorado que cada vez que estávamos andando lado a lado ele me puxava para passar para o seu lado direito, o motivo não vem ao caso...
Mas tem bem uns 6 anos que eu mal tenho notícia dele, nem através dos amigos em comum. Nunca mais o vi e nem estava lembrando mais dele há muito tempo.

Aí, no mesmo dia, eu fui almoçar num shopping aqui perto.
E adivinha quem eu encontrei?

Sim. O próprio!
Que coisa mais estranha!!!

Comentário maligno – parte 1: eu bem que gostava dele, mas ainda bem que o amor acabou cedo, ele “embarangou” à beça e está até usando camisa de bolinha*!
Comentário maligno – parte 2: Fala sério se não é uma delícia encontrar aquele cara que te deixou a chorar (há uns 8 ou 9 anos atrás) e ver que hoje você seria areia demais para o caminhãozinho dele!?


* Camisa de bolinha: aquelas que já vêm com uma bola na frente. O quê??? Aquilo é barriga mesmo? Afe! Coitado! Antes fosse uma melancia.

Paradeiro

Hoje é essa a música que não sai da cabeça!
...
Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício
Haverá paraíso
Sem perder o juízo sem morrer
Haverá pára-raio
Para o nosso desmaio
Num momento preciso
Uns vão de pára-quedas
Outros juntam moedas antes do prejuízo
Num momento propício
Haverá paradeiro para isso?
Haverá paradeiro
Para o nosso desejo
Dentro ou fora de nós
Haverá paraíso...
(Arnaldo Antunes)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Por falar no dia de hoje...

Então, hoje é o tal Dia da Consciência Negra.

Ter um dia específico para isso me parece um pouco de preconceito. Afinal somos todos iguais, não?

Meus pais e minha família toda, em geral, sempre foram muito esclarecidos a este respeito. Por isso, tanto eu quanto meu irmão nunca fizemos distinção nenhuma das pessoas por causa da cor da pele.

Minha mãe conta que quando eu tinha 3 anos, ela estava caminhando comigo numa calçada estreita quando passou um rapaz de pele negra ao nosso lado, deve ter sido o primeiro negro que eu vi na vida, porque diz ela que eu falei bem baixinho:

"Cuidado pra não encostar nele mamãe, ele está sujo de graxa!"

Então ela me explicou que não era sujeira, que cada pessoa tinha uma cor de pele diferente, uns eram mais brancos, outros mais amarelos, outros mais corados, outros mais morenos, etc., mas que éramos todos iguais. E me fez comparar a cor da pele do meu braço com o braço dela mesma e depois com o do meu pai, com o do meu irmão, e conseguiu me mostrar que de fato, cada pessoa tinha um tom de pele diferente...

Tomo esta atitude da minha mãe como um exemplo. Tenho certeza que naquele dia ela poderia ter plantado um preconceito dentro de mim caso tivesse sugerido que aquele rapaz era diferente, mas não, ela mostrou que a minha pele era diferente da do meu pai, diferente da pele do meu irmão e diferente da pele daquele rapaz, e que isso era perfeitamente comum.

Eu comecei a notar que havia discriminação por causa da cor da pele na primeira série do primário, quando algumas crianças me perguntavam:

- Por que você é amiga da Márcia?

E eu respondia sempre:

- Porque ela é bem legal e é muito boa no caçador (jogo também conhecido como queimada), ela sempre me salva!

- Mas ela é preta!

- Ué, o que que tem? Põe o seu braço aqui do lado do meu ó! Tá vendo? A sua cor não é igual a minha também...

Não consegui convencer toda a classe de que a Márcia era igual a gente... mas lembro que muitas crianças eram amigas da Márcia no final do ano.

Hoje eu vejo que alguns negros têm auto-preconceito.

Teve uma cliente minha, aqui da contrutora, que queria fazer umas modificações no seu apartamento, mas eu expliquei umas 5 vezes que não eram mais possíveis devido ao prazo e mesmo devido à possibilidade técnica de execução do que ela queria.

Ela insistiu na posição dela e eu bati o pé dizendo que não era possível e pronto. Pois ela chegou ao ponto de dizer que eu não estava querendo executar a modificação somente porque ela era negra.

Detalhe... eu nunca nem tinha visto a pessoa, só falava com ela por telefone e e-mail, mas nunca nem sequer a tinha visto, como é que eu poderia discriminá-la pela cor se a única coisa que eu conhecia dela era a voz?

Eu sei que tem muita gente que ainda discrimina pessoas por causa da cor, sei que os negros ainda são minoria nas faculdades, mas não acho que um Dia da Consciência Negra ou cotas para negros nas universidades vão reduzir estas "diferenças" impostas por parte da sociedade, pelo contrário, acho que, infelizmente, isso só vai fazer a manutenção dessas diferenças, só vai ressaltar uma diferença que na verdade nem existe.
Acho que a conscientização deve partir dos pais, estes devem ensinar aos seus filhos que não existem diferenças na essência das pessoas apenas porque uma tem pele clara ou escura, olho preto ou azul, cabelo enrolado o ou liso... Até porque, estas pequenas diferenças são comuns mesmo entre membros de uma mesma família!

Hoje é o dia!

Hoje é dia de ser mais feliz ainda!
"Feliz aniversário, envelheço na cidade..."

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

As grandes epidemias brasileiras

Há muitos anos atrás (não interessa a precisão nesse momento, basta dizer que foi na época em que eu era criança) houve uma grande epidemia no Brasil, conhecida (por mim, pelo menos) como a “Síndrome-do-pé-torto”. Foi uma época muito difícil, em que praticamente 98% das crianças tinham defeitos nas pernas ou nos pés.
Mas, não temam, porque esta epidemia já deve ter sido erradicada, visto que quase não se vêem mais crianças usando aquelas lindas (argh!) botas ortopédicas.
Hoje o grande problema da população infanto-juvenil brasileira é a “Síndrome-do-dente-torto”, vocês já devem ter notado que, hoje, 99,9% das crianças têm algum defeito nos dentes. Sim, toda criança que vai uma vez ao dentista acaba sendo encaminhada para um “orto” e termina usando aparelhos.
Hoje é o ortodontista. Na época o “orto” era o ortopedista!
Éééééé, vocês não lembram? Atire a primeira bota ortopédica aquele que, naquela época, não se deparou com pelo menos uma linda criança usando uma temível bota dessas. (Mas atira com cuidado porque as botas eram tão pesadonas que se acertassem a cabeça de um era capaz de matar, ou no mínimo de deixar desacordado por boas quatro horas)
O fato é que eu fui vítima da síndrome-do-pé-torto...
Minha mãezinha foi lá feliz e tranqüila me levar ao médico para uma consulta de rotina. Aí comentou que eu caía muito, que eu vivia me ralando, me quebrando, etc.
Putz... Maldita hora em que ela resolveu fazer esse comentário. Porque sim, foi só um comentário! Minha mãe não estava tentando descobrir um remédio para os meus tombos, para eles bastavam Merthiolate ou Mercúrio-Chromo (que era infinitamente pior porque ficava aquela manchooona vermelha). Ela sabia que eu caía de pata que era ou porque não tinha sossego nenhum.
Mas aí veio o grande veredicto do médico, que disse que eu caía muito porque pisava torto!
Ohhhhhhhhh!
E lá se foi minha mãe comigo à tiracolo para um ortopedista.
E lógico, ele “receitou” o uso de botas ortopédicas!
No primeiro dia eu adorei a idéia! Afinal, que mulher não gosta de ganhar um sapato novo?
Mas quando eu coloquei a tal da bota nos pés e tive que ir para a escola com elas... afe! Que terrorismo!
Primeiro que as belíssimas botas eram pesadérrimas, desconfortabilíssimas, além de paupérrimas nas questão design.
Sem contar a “tiração” de sarro, né? Todo mundo rindo das botas... até mesmo aqueles que já haviam ganhado o seu par de cura-para-a-Síndrome-do-pé-torto.
Mas eu insisti e usei... Por um bom tempo eu usei aquelas sofríveis botas todos os dias, até dentro de casa!
Mas elas começaram a apertar os meus pés, porque criança cresce, e o pé delas também.
Feliz da vida, anunciei à minha mãe que não poderia mais usá-las, pois estavam muito apertadas.
Minha mãe me levou novamente ao ortopedista perguntando se eu já poderia interromper o tratamento com “a-miraculosa-cura-da-sindrome-do-pé-torto”. Ele foi categórico, eu precisava usar a bota por, pelo menos, mais dois meses (devia ser sócio ou ter participação nos lucros da Ortopé).
Minha mãe conversou com meu pai, dizendo que teriam que comprar um outro par de botas porque aquelas não serviam mais e eu ainda precisaria usá-las por dois meses.
A nossa situação na época não era das piores, mas também não tínhamos dinheiro sobrando no final do mês... E as malditas botas eram muito caras!
Meu pai, não querendo me deixar sem as botas que o médico dizia serem tão necessárias, mas também não podendo fazer um novo investimento numa bota que seria usada por apenas dois meses, não teve dúvida, pegou as minhas botas, uma serrinha (ou serrote, não lembro) e cortou o bico das botas!
- Pronto, filha, agora você poderá usar as botas por mais dois meses, e até mais se quiser, pois elas não vão mais te apertar!
Eu achava o máximo usar as botas com a ponta do pé aparecendo!
E, pelo menos assim, me livrei de ter que sair ou ir para a aula com elas...

sábado, 10 de novembro de 2007

Ganhei o dia!

A Sandra fez, indicou e eu, curiosa, fui lá também fazer o teste.

Se não for muito real pelo menos pode ajudar a levantar sua auto estima... Vá até o site Heritage, carregue uma foto sua e descubra com qual (ou quais) celebridade você se parece.

Assim, vocês verão pelos resultados das comparações feitas com uma foto minha que não é assim "tão 100%" confiável! Mas é interessante e até engraçado ver os resultados e buscar as semelhanças que este sistema maluco encontrou.

Eu posso considerar que ganhei o dia!!! Por quê?
Veja mais abaixo... diz que eu sou 83% parecida com a Angelina Jolie! E nem vem me dizer que os resultados não são tão confiáveis!

O quê? Eu disse isso?

Retiro o que eu disse, então.

Tudo bem que ele deu um montão de opções, multi-étnicas, inclusive, mas tá valendo!


E os 10 resultados obtidos diretamente do Heritage são... tcham tcham tcham tcham!!!

Kate Hudson = 80%

Angelina Jolie = 83%

Claire Forlani = 83%

Sammi Cheng = 86%

Halle Berry = 86%

Amisha Patel = 86%

Vanessa Marcil = 90%

Marcia Cross = 90%

Natalie Imbruglia = 90%

Beyonce Knowles = 97%


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ô ô seu moço...

Hoje acordei com uma música do Raul Seixas na cabeça.
E a cada pouco eu me pego cantarolando-a.
Devo ter ido a um show dele no "Além" durante a madrugada, só pode!

"Ô ô seu moço
Do disco voador
Me leve com você
Pra onde você for

Ô ô seu moço
Mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem
Tanta estrela por aí..."

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Afinidade

Tem pessoas que a gente tolera.
Tem pessoas que causam cólera.

Tem pessoas que nos fazem mal.
Tem aquelas que levantam nosso astral.

Tem pessoas que nos fazem um bem danado.
Tem aquelas que colocam mal olhado.

Tem gente que quer ser feliz.
Tem gente que gosta de bala de anis.

Tem gente que gosta de verde e gente que gosta de rosa.
Tem gente educada e gente grossa.

Tem gente que não sabe dizer não.
Tem gente que tem medo de avião.

Tem gente bem humorada e tem gente envenenada.
Tem gente que fala na hora errada.

Tem gente que gosta de salto alto e bico fino.
Tem gente que odeia pepino.

Tem gente que quer ser cantor.
Tem tanta gente procurando um amor.

Tem gente que quer viajar.
Tem gente que não sai do lugar.

Tem gente que quer evoluir.
Tem gente que não sabe sorrir.

Tem aquele que sorri demais.
Tem quem não goste de animais.

Tem gente que procura felicidade.
E tem os que encontram num amigo, afinidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Quando eu crescer...

Eu quero ter um emprego assim, semelhante ao de uma certa pessoa que trabalha aqui comigo...

As principais preocupações dela são as seguintes:
- Observar se todos estão usando TODAS as peças do uniforme;
(*agravante 1: mesmo que todos trabalhem no escritório de uma construtora e raramente tenham contato direto com clientes ou pessoas de fora.... Ah sim...
*agravante 2: o uniforme foi pedido dela, o dono da empresa achou totalmente desnecessário, mas aceitou... ah sim...
*agravante 3: tem dias que faz calor sabe, que não dá para usar casaco, e tem dias que tá frio, mas frio de Curitiba mesmo, que só aquele casaquinho não dá! Mas para estes dias ela tem a seguinte saída: "Eu estou com frio também, mas estou de uniforme completo!" - a minha opinião: "Azar o seu!")
- Preocupar-se com a cor do sapato, ou a cor da meia, que a recepcionista usa;
(*agravante 1: ela fica escondida atrás de uma mesa o dia inteiro)
- Preocupar-se com o jeito que a recepcionista dirige-se a mim (sim, ela proibiu a garota de me chamar de “flor” - na boa, eu acho que se alguém tem que se preocupar com a forma com que ela se dirige a mim sou eu mesma, não é?);
- Repreender os funcionários que assoviam;
- Achar ruim que algum funcionário ouça música no computador enquanto trabalha (não eu não estou falando de música alta, não, estou falando de um som tão baixinho que nem a própria pessoa escuta direito);
- Acusar a assistente de ter perdido um documento que ela mesma extraviou na própria mesa (não é uma vez ou outra não, é praticamente todos os dias);
(*agravante 1: e nem pedir desculpas depois)
- Preocupar-se com o horário que cada um entra e sai da empresa, mesmo quem visita obras duas ou mais vezes por dia e mesmo que ela não tenha a menor relação com o desenvolvimento do trabalho da pessoa, ou seja, mesmo que a pessoa não deva a mínima satisfação a ela;
- Brigar com as pessoas que usam o carro da empresa porque entraram com o pé sujo no carro (detalhe, trabalhamos com construção civil, obra em fundação é o que há de barro, não tem como não sujar o pé, e limpar onde? Na barra da calça?);
(*agravante 1: "como é que eu vou andar nesse carro assim?")
(*agravante 2: Ah, já ia esquecendo de dizer que ela usa o carro da empresa emprestado para ir para casa, para a faculdade, para sair no final de semana, para viajar para a casa da mãe...)
- Se achar no direito de reclamar quando uma pessoa está com o carro em uma das obras (trabalhando, minha gente) e já é quase uma da tarde... Como é que ela vai sair para almoçar? Não tem cabimento isso!
- E ainda, depois de tanta preocupação inútil, a pessoa ainda se acha no direito de chegar ao seu superior e reclamar que está sobrecarregada de trabalho, que não está dando conta!

‘Taqueospariu!!! Vai lá ver se eu estou na esquina!!!
O pior é que ela não comete nenhuma dessas barbaridades perto de mim... porque se eu estiver perto ela ouve, ah ouve!!! Mas já avisei... com assistente ou estagiário meu ela não se mete, senããããoooo...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Dieta do engenheiro!

Vocês já perceberam que o verão está para chegar? Pronto para se instalar, com sol, calor e tudo?
Então prepare-se para o verão com a fantástica "Dieta do Engenheiro". Essa dá para encarar numa boa e não falha, pode apostar!
Palavra de engenheira!
Dieta fantástica:
Pelas leis da termodinâmica, todos nós sabemos que uma caloria é a energia necessária para aquecer 1g de água de 21,5°C a 22,5°C. Não é necessário ser nenhum gênio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias, então, aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37°C da temperatura corporal (200 g X 37°C). E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável.
A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução.
Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, na temperatura próxima de 0°C - líquidos à zero grau ao nível do mar congelam, o que tornaria inviável o consumo) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g.
Passando a régua, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelada. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja maior será a perda destas calorias. Como deve estar claro a todos, isto é muito mais efetivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000cal/h. Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada, em grandes quantidades e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.
Saúde a todos! Já pro boteco... Malhar!
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS!
Ah, só tomem cuidado na ingestão dos petiscos que acompanham a cerveja. Esses, sim, engordam! Aí a sua dieta já era!
O mais legal é que esta dieta não precisa esperar até segunda-feira para ser iniciada, ela é idela para começar no final de semana.
Vou recomeçar minha ainda hoje...

Para descontrair...

Um dia a rosa encontrou a couve-flor, e disse:
- Que petulância te chamarem de flor!!!! Veja a sua pele: é áspera e rude, enquanto a minha é lisa e sedosa... Veja seu cheiro: é desagradável e repulsivo, enquanto o meu perfume, é sensual e envolvente... Veja seu corpo: é grosseiro e feio, enquanto o meu, é delicado e elegante... Eu sim, sou uma flor!!!
E a couve-flor respondeu:
- HELOOOOOOOOUUUUU, QUERIIIIIIIDAAAAAA!!!!!De que adianta ser tão linda, se ninguém te come? Hãããããããããã????

TÁ VENDO, AUTO ESTIMA É TUDO!!!!!!!!
Bom final de semana.
Beijo
Anna

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Dia sem carro! Ahhh não!

Manifesto-explicativo-de-auto-defesa:
Então, a Clau avisou que amanhã, dia 22 de setembro é o "Dia Mundial sem carro"!
Putz, não que eu queira ser antiecológica, anti-ambientalista, anti-qualquer-coisa...
Pelo contrário, eu separo todo o lixo da minha casa, implantei coleta seletiva de lixo também no meu trabalho, inclusive nas obras, economizo água, não jogo nem um papelzinho de bala na rua, ajudo ceguinhos a atravessar a rua, etc.
Mas prestenção!
Eu já fiz a minha "semana sem carro".
Ééééé, tá bom que não foi por livre e expontânea vontade, mas fiz, ué! Isso que importa!
Porque eu vendi o meu na quinta passada e só ontem peguei o novo, e agora tô aqui louca de vontade de sair por aí passeando de carro novo e vou ter que deixar o meu na garagem no sábado, ahhh pare!
Então é assim, não me condenem ser me virem de carro pelas ruas amanhã, porque minha consciência diz que eu vou poder circular livremente, afinal, estou com créditos de CO, CO2, etc. para serem gastos neste final de semana.
Tá bom, não vou rodar muito não e, como a Clau, prometo não acelerar muito, ok?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

My Good!

A experiência própria adverte:
“Nunca tome um café logo após ter tomado um Dorflex.”
A vista está embaçando, o corpo está amolecendo, as mãos estão tremendo, a boca está secando, os pés estão suando e o coração disparando... E a dor no pescoço ainda não está passando."

Socorro!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cotidiano

Duas amigas, casadas há poucos meses, encontram-se num supermercado:
- Oi!
- Oi garota, tudo bem?
- Tudo e vc?
- Tudo também. E aí, como está a vida de casada?
- Ah, está muito boa! E a sua?
- Está ótima também.
Uma senhorinha que estava na frente delas no caixa vira-se e pergunta:
- As duas são casadas há pouco tempo?
- Sim... Há 6 meses, aproximadamente.
-Ah, que coisa boa! Início de casamento é de-li-ci-o-so! - exclama a senhora.

As duas se entreolham com um ar sarcástico.
- A parte de cozinhar, então, é a que mais me faz feliz!
- Ah, não, a melhor parte pra mim ainda é fazer faxina!
- E supermercado? Depois do trabalho assim é uma terapia!!!
- Encontrar a bancada do banheiro toda molhada e com mancha de pasta de dente logo cedo me faz começar o dia dando pulos de alegria!
- Ah, início de casamento é TÃO bom, não é?
- Ma-ra-vi-lho-so!

Viagem em família

E quando eu digo família fazendo referência à minha própria família, podem contar no mínimo 10 cabeças.

Família voltando de BH no feriadão de sete de setembro, segunda-feira, dia 10 de setembro.
Já no aeroporto de Congonhas.
Praticamente 6 horas de “atraso” do tal do vôo 6164, conexão que nos traria de volta à nossa cidade.
Aí vem a notícia:
- Vôo cancelado.
Lá vou eu reclamar no balcão, ainda mais porque eu descobri que o vôo estava cancelado por falta de passageiros que viriam até o aeroporto de Congonhas, ou seja, prejuízo para a empresa o avião voar quase vazio, mesmo tendo 90 passageiros esperando para ir até Curitiba e mais não sei quantos para ir até Porto Alegre.
Após conversar com uma meia dúzia de pessoas que não sabiam dar informação nenhuma - além de “O vôo está previsto, senhora. Atrasado, mas previsto” (sim, mesmo depois da informação de que estava cancelado ainda tinha funcionário dizendo que estava previsto!)- vêm um cidadão da companhia aérea, ouve as minhas lamúrias e reclamações e apelações (que valem por 10), diz que vão nos acomodar em um hotel e no final tem a capacidade de dizer que para a companhia aérea YYY não tem problema ter 90 ou 200 passageiros insatisfeitos, porque, afinal de contas, a companhia está ganhando tanto dinheiro que isso não chega a fazer diferença para eles.
Eu fingi que não ouvi e virei as costas para falar com uma outra funcionária que me parecia ter uma solução bem melhor para o nosso problema.
- Sim, senhora, nós estamos acomodando os nossos passageiros num vôo de outra companhia aérea, pode se dirigir até a sala de embarque que já estamos providenciando a troca dos bilhetes.
Ok, lá fui eu avisar à "família buscapé" que deveríamos ir para a sala de embarque que iríamos para casa por outra companhia.
Meia hora depois, quando estávamos a caminho da aeronave, meu primo, de 6 anos, olha para a logomarca estampada na aeronave e exclama:

- Ai meu Deus! A gente vai nesse avião?
- Sim, Paulo Henrique, vamos nesse.
- Esse não é da XXX?
- É, por quê?
- Mas XXX não é aquele que cai?
- Se cair não tem problema, meu anjo, afinal, a YYY está ganhando tanto dinheiro que não faz diferença perder 90 ou 200 passageiros seus num acidente aéreo, ainda mais se eles estiverem numa aeronave de outra companhia.
Agora me diz, que ser estúpido coloca um funcionário mais estúpido e despreparado ainda para responder reclamações de seus clientes? Nunca mais vôo de YYY.
(Só para constar: a TAM não está envolvida nesse caso, pelo contrário, meu marido voltou de TAM um dia antes e mesmo com vôo cancelado, eles acomodaram os passageiros rapidinho em outro vôo da própria TAM.)

domingo, 16 de setembro de 2007

Deve ser a idade...

Domingão!
Normalmente eu estaria na cama, apagada até as 10 da manhã. Depois levantaria chateada porque perdi metade do meu domingo.
Mas hoje, às 6h30 eu acordei.
Fiquei enrolando na cama até às 7h00.
Levantei, tomei café.
Estou até pensando em caminhar no parque...
Se isso é reflexo da idade eu estou é gostando!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Natural

Ela sempre saía de casa impecável.
Cabelo escovado, uma maquiagem básica, mas irretocável, roupa sempre alinhada, sapatos impecáveis, perfumada, com tudo no lugar. Se algo estivesse pendente em seu visual ela sentia-se péssima.
Todos os dias pela manhã ele encontrava com ela no hall de entrada. Já havia prestado atenção, mas a achou comum, muito certinha, devia ser uma chata! O seu "bom dia" era sério, sem nem um sorriso. Ele odiava este tipo de mulher.
Para ela, ele devia ser um daqueles caras metidos até o último fio de cabelo engomado, que acham que só porque vestem terno e gravata podem conquistar o mundo.
Numa sexta-feira à noite encontraram-se no hall de entrada novamente. Fora do horário padrão, fora da rotina.
Ele estava chegando de uma corrida, suado, cansado.
Ela estava saindo para levar o lixo. De jeans e regata preta, sem maquiagem, cabelo solto, molhado, bagunçado até, cheirando apenas a shampoo.
Quando ela deu de cara com ele saindo do elevador, o coração disparou. Ela gostou muito do que viu e cumprimentou-o com um sorriso muito espontâneo.
Ele retribuiu o sorriso enquanto pensava...
“Que mulher é essa? Como ela é linda!”

Os encontros matinais no hall de entrada nunca mais foram os mesmos...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

E por falar em saudade...

Você entrou na minha vida aos poucos
Com cuidado
Com jeitinho...

Conquistou minha confiança
Minha amizade
Meu eterno carinho...

Quando nossa amizade estava completa
Um outro “você” resolveu se apresentar
Revelou os seus desejos
Trouxe à tona suas vontades

O carinho que eu sentia
Aumentou ainda mais
E, inexplicavelmente,
Seus desejos e vontades
Passaram a ser também meus
No exato momento em que você os revelou

E quase sem querer, eu me denunciei
Mesmo sabendo que isso lhe daria forças
Para lutar contra mim em favor da minha própria vontade
Para fazer vencer o nosso desejo

Tentei resistir
E sei que você também tentou
Mas o nosso contato diário
Foi o que nos condenou

E dessa forma a vida nos foi levando
Eu procurava fugir
Mas o acaso se encarregava
De me fazer encontrar-te


E de encontros e desencontros
Fomos escrevendo a nossa história
Cientes de que um dia
Ela chegaria ao final

No último encontro
Aconteceu a despedida
Inconsciente de minha parte
Mas talvez consciente da sua

Sabemos que não adianta lutar
Penso que nem é isso o que queremos
Aceitamos a separação
Muito mais facilmente que a nossa estranha “união”

Porém agora, você se foi
Com a promessa de não me esquecer
E mesmo que diga o contrário
Foi com a intenção de não mais me procurar
Mas foi louco para voltar a me ver

Como eu sempre insisti em dizer
Você é muito transparente
E o seu silêncio me diz tudo
Tudo o que eu preciso ouvir
Antes mesmo que você se permita me dizer

A sua ligação nesta madrugada
Já era presumida por mim
Era só uma questão de tempo
Mas precisamos acreditar que este é o fim

Fica em nós uma esperança
De que um dia essa história
Possa ser reescrita
Pois ela se encaixa no hall das “histórias de um grande amor”
E história de grandes amores
Não costumam ter um fim

Enquanto isso
Procure a felicidade
Que eu vou te guardar dentro de mim
Num cantinho escondido
Decorado de saudade


Música para acompanhar:

Cantinho Escondido
Marisa Monte
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Cézar Mendes


Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade
Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão
Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar
Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir
Dentro...


O texto é requentado, assim como as emoções...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Foi por causa da saudade...

Pois é, não aguentei a saudade de postar...
Para quem não sabe eu caí de pára-quedas no quadro de "postadores" do Nós Por Nós (um blog coletivo já extinto) - fui convidada a postar uma vez por semana, aceitei e gostei. Gostei mesmo da brincadeira!
Sobre o NPN, aconteceu que os "postadores" começaram a ficar sobrecarregados com suas tarefas da vida particular e foram saindo aos poucos, aí decidimos "fechar o boteco", para poder baixar a porta com a sensação de que fizemos o que pudemos, enquanto pudemos. Postar deve ser um prazer e não uma obrigação.
Sobre a Anna, a vida continua atribulada, num dia mais, no outro menos, mas continuo na correria. Porém têm me feito falta escrever. Não pelo fato de ter pessoas "lendo-me", mas pelo fato de extravasar sentimentos, sensações, pensamentos e às vezes estórias sem nenhum fundo de verdade, sem nenhuma ligação com a vida real. Apenas fruto dessa imaginação que andava um pouco parada.
Então, resolvi voltar! Gostaria de manter a disciplina de um post por dia, mas acho que não vai ser possível, portanto, escreverei sempre que puder e tiver vontade.
Aos que por aqui chegarem...
Sejam bem vindos!
Um beijo,