sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Números

Dia: 20
Mês: 11
Ano: 2009
Quilos: 50
Altura: 1,65m
Idade: 28

Marido: 1 (lindo, querido, compreensivo, chato às vezes e que me ama realmente)
Filhos: 1 (lindo, fofo, gostoso, cheiroso, maravilhoso, etc, etc, etc)
Irmãos: 1 (perfeito, que vale por 3)
Amigos: graças à Deus muitos, queridos, indispensáveis, amados
Família: 1 genética (maluca mas adorável), 1 do trabalho, várias de amigos
Casa: 2 (a minha e a do meus pais que será sempre o meu refúgio)
Carro: 1 (está pago e me leva onde eu quero)
Emprego: 1 (que eu AMO)
Atividades desenvolvidas por minuto (adpm): em média 3
Departamentos sob minha responsabilidade: 4
Média de ligações por dia: 34 no fixo + 29 no celular
E-mails (de trabalho) recebidos/respondidos por dia: +/- 30
Obras: 3
Projetos novos para coordenar: 3

Balanço final: SALDO TOTALMENTE POSITIVO

Obrigada Deus por me permitir chegar aos 28 anos realizada como pessoa, como mãe, como mulher, como profissional e com uma vontade de viver muito mais forte do que eu tinha há anos atrás!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Apagão, tem explicação!

Depois de muitas especulações acabaram descobrindo qual foi a real causa do apagão desta semana.

Já era quase dez horas da noite quando o último engenheiro saía da base de controle da Itaipu. Antes de sair ele deu boa noite ao estagiário que ainda estava trabalhando e disse:
- Quando sair, desliga tudo!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

As três estações

Chegou-se à conclusão que Curitiba não tem as quatro estações do ano.


Curitiba tem apenas três estações:

1. Inverno;

2. Estação ferroviária;

3. Estação tubo.

Pelamordedeus!!! Eu não aguento mais frio e chuva!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A verdade em letra de música

Tudo que morre
Fica vivo na lembrança
Como é difícil viver
Carregando um cemitério na cabeça
Trecho da música "Impossível" do Biquini Cavadão

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tá com sede? Bebeu água?

Olha, olha, olha a água mineral, água mineral...

Eu estava reparando...
Aqui no nosso escritório (e talvez em outros também) todo mundo tem uma garrafinha de água em cima da mesa.
Tem aqueles que tomam água no gargalo, tem aqueles que deixam um copinho ao lado e só tomam no copo (eu faço isso).
Tem quem encha sua garrafa umas 3 ou 4 vezes por dia (eu), e tem quem usa a garrafa como peso de papel a maior parte do tempo, porque nem lembra de tomar água durante o dia.
Mas, invariavelmente, todos aqui têm uma garrafinha sobre a mesa.
E reparando um pouco mais, as garrafinhas de água em cima da mesa deixaram de ser apenas um recipiente para armazenamento temporário de água.
Hoje elas são praticamente objetos de decoração.
Sério, vocês já reparam na diversidade de formatos e cores das garrafinhas de água mineral de aproximadamente 500 ml? Sério... Tem muita variedade!
Sem contar que agora a água não é simplesmente ”água com gás” e “água sem gás”. Não, isso é passado. Agora as águas são saborizadas (laranja, limão, tangerina, maçã, etc...), são “levemente” gaseificadas. Ééééé, a coisa está sofisticada! Tanto que algumas eu não chamo nem de água, mas de refrigerante-disfarçado-de-algo-mais-saudável.
Tudo bem que a gente compra a água sofisticada, saborizada ou levemente gaseificada uma vez só, põe em cima da mesa do escritório e depois só vai reabastecendo a garrafinha com a água mineral normal, sem-gás-nem-glamour, do bebedouro da empresa mesmo.
Isso é irrelevante, o mais legal é que você fica com aquela garrafa bonitona lá em cima da sua mesa, praticamente uma escultura.
Aí, depois de uns 3 meses (ou mais, dependendo do grau de falta de higiene da pessoa), quando já começa a se formar uma camada verde no fundo da garrafinha e o povo das mesas ao redor começa a tirar sarro, a gente vai lá e compra outra para substituir.
Alguns são fiéis, e fiéis a tudo: marca, tipo, sabor, formato da garrafa. Outros são fiéis apenas ao sabor, outros apenas à cor da garrafa e outros ainda (como eu), não são fiéis a nada, hora escolhem pela garrafa, hora escolhem pelo tipo ou sabor da água, tudo depende do dia e do preço de cada uma no mercado.
A minha atual é de água mineral normal sem-gás-nem-glamour, mas é uma garrafa cor-de-rosa, toda curvilínea, cheia de arabescos e hibiscos em vários tons de rosa, assinada (assinada?) pela Priscila-Fantin (afffffe! Cada inutilidade!). Pois é, essa parte da assinatura da embalagem eu só vi agora, escrevendo esse post, senão nem tinha comprado, que coisa mais inútil!
Prefiro muito mais comprar a outra da mesma marca que também é rosa, mas em formato mais normal e que, ao comprar, ajudamos, automaticamente, o Hospital Erasto Gaertner (referência em tratamento de câncer aqui em Curitiba). Está vendo só?! A gente bebe água e faz caridade ao mesmo tempo!
Mas, como faz apenas umas duas semanas que eu comprei essa garrafa, imagino que ela deva marcar presença aqui na minha mesa por mais umas 4 semanas... ou até eu comprar uma Perrier... quem sabe?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Desabafo!

Hoje é seu aniversário e eu realmente não gostaria de estar chateada com você da forma que estou.
Sei que eu tenho perdido a paciência com freqüência, mas às vezes fica difícil engolir algumas coisas assim, no seco.
Penso que quando um casal tem problemas eles precisam resolver isso entre eles, não dá para levar isso pro palco, incorporar o papel de vítima e expor para todo mundo. Muito menos ficar agredindo verbalmente a outra pessoa na frente de todo mundo.
Não sei e, realmente, não quero saber como está a situação de vocês como casal. Porque o importante para mim é que respeito não deve ser esquecido nunca numa relação a dois, mesmo que a briga tenha sido dura, mesmo que o outro tenha errado feio, tenha o casal 1, 5, 10 ou 50 anos de casados. Se acabar o respeito, acabou o casamento.
Vejo você reclamar da forma que minha mãe fala com você. E muitas vezes eu mesma a critico por isso, falo para ela ter mais calma, peço para ela respirar um pouquinho antes de falar, tudo para tentar amenizar.
Mas ultimamente eu tenho notado a forma que você fala com ela e, convenhamos, você não tem sido o mais gentil dos homens. Pelo contrário, parece que está se esforçando para ser desagradável, e está conseguindo. Sendo assim, não acho que você tenha direito de reclamar da forma que ela fala com você. Eu, por muito menos, já teria juntado as minhas coisas e partido em busca de paz e sossego.
Reclama que ela tem as mil e uma ocupações dela e que nunca fica com você, mas quando ela lhe convida para ir a algum lugar você sempre diz não. E não bastasse o não, fica resmungando e bombardeando o local aonde ela quer ir ou, pior, a pessoa que ela gostaria de visitar.
Eu sei que a filha aqui sou eu, e que você é o pai. Mas parece que você esqueceu o que me ensinou.
- Não quer? Diga “não, obrigado”, mas não precisa criticar e desprezar nada nem ninguém;
- Não gostou do que a pessoa disse? Deixe isso claro, mas sem palavrões, sem ofensas, por favor, isso não leva a nada – seja educado, senão você perde a razão;
- Quer que alguém faça alguma coisa para você? Basta pedir com jeito, pedir “por favor”. Não adianta ficar parado, com cara de coitado, esperando que alguém perceba o que você está querendo;
Eu sei que a vida nem sempre foi fácil para você, pai. Não foi desde o princípio. Mas agora me parece que você tem tudo o que precisa para ser feliz... Pode não ter uma vida cheia de regalias, mas, por favor, olhe os presentes que Deus lhe deu (família, saúde, trabalho). Você escapou de dois AVC’s, livrou-se de ficar com seqüelas que lhe impediriam de andar, de trabalhar. No segundo AVC, quando o médico me disse que, pela região atingida do cérebro, era quase certo que você não recuperaria os movimentos do lado esquerdo do corpo, eu fiquei muito triste, mas sabia que a gente podia canalizar essa tristeza de outra forma, e por isso não lhe falei a respeito. Menti mesmo, na cara dura, e disse que o médico garantiu que em pouco tempo você estaria trabalhando de novo. Você acreditou nisso e, em pouco mais de 15 dias, você já estava trabalhando de novo. Olhe que benção! Olhe tudo o mais que você conquistou! Se alguma coisa não está boa, vamos melhorá-la! Se precisar de apoio, você tem os seus filhos. Olhe o bom trabalho que você e a mãe fizeram com a gente!
Eu só queria ter de volta aquele pai alegre que eu tinha, carinhoso e brincalhão com todos, aberto aos amigos e familiares. Os únicos momentos em que eu o vejo alegre, carinhoso e feliz ultimamente são os momentos em que você está com o seu neto (pelo menos isso).
Mas olhe ao seu redor... Tem muito mais gente em volta! Gente que só quer ter a sua agradável companhia que parece que deixou de ser agradável há algum tempo. Eu não sei onde foi parar aquele pai alegre que eu tinha... Parece que está faltando alguém naquela casa.
Não se feche no seu mundo particular. Não tente se isolar do mundo... Não vai funcionar, posso te garantir. Seja lá o que for que está matando aquela pessoa alegre que era o meu pai, não vai funcionar. A meu ver, só vai piorar.
Eu estou bastante magoada sim, eu diria até que estou mais desiludida do que magoada. Estou tão desapontada que nem presente eu comprei para você, pai. E ainda pensei igual a gente pensa quando decide não comprar presente de aniversário para uma criança “Ele não está merecendo”.
Isso está doendo tanto em mim... e eu sei que você já percebeu. Agora, será que você pode trazer o MEU pai de volta?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vamos embora, pro bar...

Beber, cair, levantar!

Êêêêêêêê!!!
Uebaaaaa!!!
Yupiiiiiiiiiiii!!!

Vai acabar a abstinênciaaaaaaa!
O Gui faz 1 ano no dia 14 de outubro... Parei de amamentá-lo há dois meses, mais ou menos. E enquanto eu o amamentei não bebia nada alcoólico, por motivos óbvios (e também nem dava tempo para isso).
Já foi uma maravilha poder voltar a tomar uma cervejinha antes do almoço de sábado ou domingo lá na casa dos meus pais com todo mundo reunido (pai, mãe, marido, irmão, cunhada, crianças), sentados na varanda, tentando conseguir um pouquinho do sol que nem sempre dá as caras no final de semana curitibano (nem durante a semana também), poder tomar aquele bom vinho quando recebemos alguém em casa na sexta ou no sábado a noite...
Eu adoro isso!
Não o fato de beber, mas o fato de confraternizar com amigos e familiares. AMO ficar sentada em volta de uma mesa de amigos jogando conversa fora, sem me preocupar com o horário, sem nem lembrar que existe trabalho (apesar da gente sempre falar sobre trabalho)...
Voltamos a fazer isso em casa, mas muitos dos nossos amigos agora tem filhos pequenos também, e dificulta um pouco as coisas. Damos um jeito de fazer a criançada dormir e sentamos para comer, beber, papear... mas na segunda garfada ou no terceiro gole sempre um dos pequenos chora... e na seqüência... chora o outro! Então não dá para conversar tão descontraidamente assim.

E, por conta das responsabilidades de uma mãe de família, não consegui ainda ir a um barzinho com os amigos como eu costumava fazer quase toda semana.
(isso sem contar a época da faculdade, onde a freqüência nos bares era muito maior – ta aí uma coisa que aprendemos na engenharia!)

Mas hoje eu vou tirar a barriga e o fígado da miséria... Chega de folga, meu fígado já está há muito tempo só na comidinha saudável, aguinha, suquinho natural, no máximo uma coca-colazinha...
Vou a um barzinho onde tem rodízio de petiscos (comida de boteco, ueeeeba!), muito chopp e caipirinha!
Vou comer mini-pastéis, mini-escondidinhos, provolone frito, mini-carne-de-onça, mini-burritos, mini-kibes, calabresa com cebola, tulipas de frango, mini-baked-potato... e tomar muuuito chopp!!!
Caramba, faz taaaaanto tempo que eu não faço isso (bem mais de 1 ano – para quem ia toda semana pelo menos tomar um chopp e comer batata frita com a turma, isso foi uma tortura) que estou até tendo trimiliques característicos da síndrome de abstinência!!!

E não, não é pela bebida alcoólica! Eu poderia ir a um bar apenas para tomar coca-cola com os amigos... mas COM OS AMIGOS! Isso faz toda a diferença na minha vida!
E eu gosto do ambiente descontraído dos bares, da música, do zum-zum-zum de muitas pessoas falando ao mesmo tempo, do garçom bem humorado que nos atende super bem, da comida de boteco, nada saudável mas que é uma delícia, de erguer um brinde pela amizade, pelo companheirismo, pela felicidade de poder estar reunida com amigos queridos.
(O problema é que eu sempre falo tanto, mas tanto, que meu chopp sempre acaba esquentando e a minha batata-frita acaba virando batata-fria)
Eu gosto tanto desses ambientes (ainda mais agora que não pode mais fumar em ambiente fechado) que, acho que quando eu abandonar a engenharia vai ser para abrir um café-bar(que tal “Bar e Cafeteria Urbanna”?), um ponto de encontro para pessoas que apreciam a amizade, o convívio e o companheirismo tanto quanto eu.

Pode até parecer papo de bebum (até pode ser), mas é que eu vejo que nessa nossa correria de todo dia, acabamos deixando um pouco os amigos de lado, acabamos nos acomodando com a rotina de trabalhar-comer-dormir (no meu caso e de muita gente: trabalhar-cuidardefilho-co(cuidardefilho)mer- dor(cuidardefilho)mir) e se não fizermos um pouquinho de esforço para sair desse estado inerte e vegetativo nós acabamos ficando sozinhos e cada vez mais mal-humorados.
Digo isso porque eu tenho dois bons exemplos por perto, pessoas do meu convívio que fecharam-se no seu lar-doce-lar e não gostam mais de receber amigos, nem de freqüentar casa de amigos, muito menos de sair para um lugar público. E essas pessoas tornam-se cada dia mais mal-humorados, mas pessimistas, mais inertes. Eu VEJO isso todo dia!!!

Então borá lá chamar os amigos, pedir uma pizza, ir pra um barzinho, ou pra um restaurante, fazer uma massinha em casa e chamar aquelas pessoas legais que você conhece para jogar conversa fora e encher a alma de alegria e de energia.

Eu estou indo!
E não preocupa não (irc), vai ficar "zuzu" bem, porque (irc) tem quem dirija pra mim hoje...