sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Nasce uma mãe, morre uma mulher!

Minha mãe veio com um papo de que o nascimento do bebê pode acontecer antes do esperado/previsto pela obstetra, e que eu deveria deixar tudo pronto já para o mês de outubro.
Eu estava tranqüila porque o enxoval dele está prontinho e o quarto também.
O que me preocupa caso esta possibilidade de ele vir antes torne-se de fato realidade é que eu ainda não consegui deixar tudo “redondinho” no trabalho, para a entrega dos três prédios que deve ocorrer até o final do ano. Isso realmente me preocupa!
Aí minha mãe veio com um papo de que preciso muito mais do que o enxoval do bebê e do quarto dele.
- Muito mais o quê, mãe?
- O seu enxoval!
- Que enxoval?
- Sutiã para amamentação, cinta pós parto, pijama para usar na maternidade, etc.
- Affe! Preciso mesmo disso tudo, né?
- Precisa, e é bom você providenciar isso logo, porque se essa criança resolve nascer antes quem vai ter que comprar isso tudo pra você vai ser eu, não é?
- É, e eu tenho certeza que você vai vir com aqueles sutiãs beges horríveis, deixa que eu mesma compro.

Ok, sexta-feira, hora do almoço, lá vou eu para o shopping comprar essas coisas todas. Aí se seguiu uma série de decepções...

1ª) O preço de tudo isso!
Caramba! Como eu não tinha muito tempo, entrei em uma loja na qual eu sabia que tinha tudo isso e fui pedindo, quando fui ver os preços quase caí de costas (só não caí porque o peso da barriga já é bem grande e ajudou a manter o equilíbrio). E olha que a loja não é das mais caras, heim?!

2ª) O tal sutiã de amamentação...
Que raio de lingerie é aquilo? A moça me veio logo com 3 modelos, todos bege! “Tá bom, moça, mas não tem outra cor? Não tem com bojo? “
Ela achou um branco, “ufa, menos mal”.
O fato é que eu detesto lingerie de cor bege, eu sei que às vezes o bege é melhor que o branco até (quando você vai usar uma calça branca, por exemplo), mas para esses casos eu tenho uma única calcinha bege! Que só é usada quando eu bato com a cabeça e resolvo colocar uma calça branca. Sutiã bege eu não tenho nenhum, graças a Deus (e que Ele me perdoe por usar seu santo nome em vão).
Resumindo, se você abrir a minha gaveta de lingerie vai se deparar com um mar de lingeries pretas e brancas, e só! Ta bom, ta bom, eu tenho um conjunto vermelho para ocasiões especiais, mas é só! O resto é todo preto e branco. E para mim está ótimo, afinal eles vão bem com tudo que eu visto, e até quando eu não visto nada, pois meu marido acha mil vezes mais sexy uma lingerie branca do que qualquer outra.
Bem, voltando ao sutiã para amamentação...
Eu imagino que eu vá precisar de mais de um sutiã, certo? Porque eles devem ser trocados freqüentemente, pelo menos é o que diz a regra da boa higiene. Então, na minha santa inocência, pedi à moça: “Você não tem preto deste com bojo?”
Gente, ela praticamente riu na minha cara...
“Não, moça, sutiã para amamentação destes aí só vem na cor bege ou branco, mas eu tenho esse outro modelo, sem bojo, e de malha-furreca-que-na-primeira-lavada-fica-todo-troncho (essa parte ela não falou, fica por minha conta, ok?), que tem nas cores azul, amarelo e rosa.”
E eu meio sem graça... “ Não, então vou levar dois brancos deste mesmo, por enquanto.”
E lá se foram R$ 123,00!!! Pelamor! Em dois sutiãs!!!

3ª) Os pijamas... Argh!
Pedi para ver pijama pra usar na maternidade, aí a moça me perguntou quando nasce o bebê... “novembro” – eu disse.
Então, segundo ela, tinha que ser pijama tipo “pescador”, aqueles que são de manga curta e calça “capri”.
Já começamos mal... porque eu não gosto muito de calça capri, a não ser que seja com um belo salto para ficar mais elegante. Ou com uma rasteirinha, dependendo da ocasião.
“Mas vamos lá, livre-se do preconceito, Anna!”
Ela começou a abrir as embalagens... Gente, na boa... porque é que pijama feminino tem sempre que ter milhões de flores, ursinhos, menininhas, etc? Sério, não teve um que se salvasse!
E eu, esperançosa... “Você não tem algum mais liso, mais discreto, com cores mais neutras tipo branco, cinza, preto, sem estampas?”
“Não, não tenho... é muito difícil a gente receber pijama feminino liso...”
Então ‘bora deixar pra lá porque eu não consigo me ver num pijama desses... Não seria tão grave se fosse só uma camisola... mas um pijama “pescador” com aquelas estampas? Eu não iria me sentir a vontade para receber visitas na maternidade nunca! Aliás, nem para ficar na frente do meu marido com um treco daqueles.
Até pode parecer bonitinho, bacaninha, mas para os outros! Eu não consigo! Juro, tem gente que fica bem num pijama desses, mas eu não fico, não adianta! Sou capaz de ter pesadelos se dormir com um desses, porque vou me sentir mal, eu sei.
Ainda se as calças fossem um pouco mais apropriadas para o meu tamanho, digo, nada muito largão tipo calça de palhaço... porque para eu, com minhas humildes canelas finas, ficar parecendo um palhaço com aquelas calças só faltaria o rabo! (Ah, palhaço não tem rabo? Bem, então... não faltaria nada.)
Eu já me convenci de que o problema não são os tamanhos em que confeccionam os pijamas, sabe? O problema é que eu não tenho massa para preenchê-los, só isso.
Falei para a moça deixar o pijama de lado, talvez eu ache algo mais discreto em outra loja, ou posso comprar o tecido e pedir à minha mãe que faça um para mim, como normalmente eu costumo fazer por dois motivos: sai mais barato e fica do tamanho e do jeito que eu preciso.

4ª) A tal da cinta pós parto!
Bem, se mal tem sutiã branco ou preto, não preciso nem dizer quais são as cores disponíveis para as cintas, não é?
Então, tem bege, bege e bege.... Tá legal... eu estou falando que nem homem... Na verdade existem variações, eu vi algumas na cor bege, outras mais pro caramelo, outras mas “café-com-leite”... Mas tudo girando em torno do famigerado “bege”.
Neste caso eu não tive muita opção mesmo, comprei logo uma cor de “café-com-leite” tamanho PP, porque a P não iria segurar nada em mim e cinta deve ser apertada não é? Pelo menos a moça que me vendeu pediu opinião para uma senhora, uma vendedora mais experiente e ela disse que para mim tinha que ser PP, porque é o tamanho de cinta que usa uma pessoa que veste manequim 36 ou 38.
Eu odeio esse tal denominação PP. Para mim PP parece algo como “Projeto de Pessoa”.
Mas fazer o quê...
E lá se foram mais R$ 70,00.

Aí eu já estava quase indo embora, afinal eu já tinha quase tudo o que eu precisava, só faltava o pijama e eu sabia que ali, definitivamente, não iria encontrar algo do meu gosto.
Aí a moça começou a me oferecer coisas que eu nem sonhava que existiam...
Primeiro foi a faixa para gestante... Sério, se alguém me falasse disso eu não acreditaria, mas existe um tipo de faixa que você coloca abaixo da barriga e pra cima do bumbum que serve... pra que mesmo? “Sei lá” – como diria o Tadeuzinho de Pantanal.
Não, eu não tive coragem de perguntar para a vendedora, ia me sentir uma idiota, disse simplesmente que não precisava e pronto.
E depois ela veio com a tal calcinha pós parto... Aí eu já não me contive, tive que perguntar... “tem isso também?”
E ela foi me mostrar... Gente, se há algo mais horrendo que sutiã para amamentação é a tal calcinha pós parto... Ela deve pegar quase abaixo dos seios e adivinhem de que cor... BEGE! A primeira coisa que me passou pela cabeça no momento foi eu tendo que me despir perto do meu marido e ele vendo uma coisa horrenda daquelas. Não há amor que resista!
Tá, eu sei que exagero um pouco, mas gente, pelamor, não é porque a gente vai ser mãe que deixa de ser mulher, né? E me diz, pra que uma calcinha destas se eu vou ter que usar a tal da cinta? Me parece uma certa redundância. Algo como colocar um boné em cima do outro, entende?
Se eu estiver errada a tal da calcinha for mesmo necessária, alguém com mais experiência do que eu me corrija, por favor.

Agradeci a boa vontade da vendedora mas disse que não ia levar mais nada hoje, foi muita descoberta pra um dia só!

Enquanto eu efetuava o pagamento ela olhou bem para mim e perguntou:
-“É o seu primeiro filho?”

Nããããão, imagina... Será que ela não percebeu a minha vasta experiência???

Depois que eu voltei pro escritório fiquei aqui pensando com os meus botões, ainda bem que minha mãe me deu o aviso pra eu comprar logo essas coisas... Já pensou se de repente o pimpolho nasce antes e eu tenho que pedir pro meu marido comprar essas coisas? Seria o fim! Hahaha!

Agora falando muito sério, gente...
O fato de “ser mãe” não exclui o “ser mulher”, então o povo podia caprichar um pouquinho mais nessas coisinhas que nós mamães temos que usar no início, não é? E, principalmente, os fabricantes de pijamas poderiam parar de pensar que toda mulher gosta de ursinhos, cachorrinho, florzinhas, lacinhos, menininhas e etc. desenhado no seu pijama, custa fazer um pijama mais moderno, mais urbano, menos infantil?
Fica aqui o meu protesto!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pra descontrair...

Para as garotas que no post abaixo declararam terem se sentido uma couve-flor.
Não queria que vocês se sentissem um vegetal (porque eu sei que vocês não são assim), mas não pude deixar de lembrar dessa historinha da rosa e da couve-flor. E posso dizer que vcs escolheram bem o vegetal!
Beijos

Um dia a rosa encontrou a couve-flor, e disse:
- Que petulância te chamarem de flor!!!! Veja a sua pele: é áspera e rude, enquanto a minha é lisa e sedosa... Veja seu cheiro: é desagradável e repulsivo, enquanto o meu perfume, é sensual e envolvente... Veja seu corpo: é grosseiro e feio, enquanto o meu, é delicado e elegante... Eu sim, sou uma flor!!!
E a couve-flor respondeu:
- HELOOOOOOOOUUUUU, QUERIIIIIIIDAAAAAA!!!!!De que adianta ser tão linda, se ninguém te come? Hãããããããããã????

TÁ VENDO, AUTO ESTIMA É TUDO!!!!!!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Comportamento: ESTILO VEGETAL!

"É usado por pessoas que agem como se fossem plantas: aguardam o mundo em volta se movimentar para atendê-las.
Fixada ao terreno, a planta espera que o solo lhe seja fértil, que haja chuva e luz suficiente para a fotossíntese. Até a reprodução depende de terceiros. São os polinizadores (insetos, aves, vento) que espalham suas sementes. Elas se limitam a atraí-los e segue cumprindo seu determinismo genético."
Içami Tiba

Ahhhhh... Agora eu entendi porque em alguns momentos eu me sinto no meio de uma grande plantação de horti-frutis.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

No limite

Sabe, vou dizer uma coisa pra vocês...
Todo mundo me pergunta até quando eu vou trabalhar?
E eu toda “pirilampa” respondo “Até o dia do parto, se Deus quiser!”.

Sim, porque eu acho que ficaria incomodada em casa, sabendo que tem mil problemas para resolver aqui. E mesmo que não houvessem os mil problemas, acho que eu ficaria me sentindo péssima em casa, sem ter o que fazer, com muito tempo de sobra para “pensar na vida”, pensar na chegada do filhote, etc e tal.

Não fui feita para ficar parada. Não tenho botão liga/desliga. Se ficar sem uma ocupação por muito tempo a coisa desanda.

Mas na boa... tem horas assim, no meio de uma tarde cinzenta de terça-feira, que dá vontade de largar tudo e ir embora.
Por quê?
Porque eu tenho direito de ter este turbilhão de sentimentos (nem sempre bons) em relação aos clientes, chefes, fornecedores, funcionários, etc.
Porque eu estou com dor de cabeça, com azia, com dor nas costas, com gripe e com mal humor.
Porque eu estou grávida e ponto.

Mas como o meu senso de responsabilidade ainda está maior do que o meu stress, eu venho aqui, desabafo e pronto, volto a trabalhar quase feliz.
Até o dia em que eu jogar um cliente do oitavo andar, ou esbofetear um fornecedor, ou der um beliscão no chefe pra ver se ele se “esperta”.
Aí as conseqüências podem me impedir de voltar a trabalhar “quase-feliz”, ou me impedir de voltar a trabalhar de vez...