sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O mistério e a camisa de bolinha

Esses dias atrás eu estava andando pela obra com o técnico do ar condicionado, para fazer algumas conferências. Estávamos lado a lado, eu do lado esquerdo e ele do direito, conversando.
De repente, do nada, eu parei de falar, esperei ele avançar um passo, passei para o lado direito e continuei a falar e andar normalmente.
Ele me olhou intrigado e perguntou:
- Por que fez isso?
- Isso o quê?
- Isso, de passar para o outro lado assim, sem nenhum motivo aparente!
- Ah é... eu mudei de lado né?
- É... por quê!
- Sei lá... Fiz sem pensar, eu heim?! Então, como eu estava falando, a condensadora vai ter que ficar na sacada dos apartamentos, sob a pia da churrasqueira...

Enquanto subíamos 8 pavimentos pela escada eu fui pensando nessa história de mudar para o lado direito...
(sim, pude pensar porque não estou podendo subir 8 pavimentos sem pausa e tagarelando o tempo inteiro, o técnico então – coitado! – no terceiro pavimento eu já achei que teria que chamar uma ambulância)
Lembrei que há uns 10 anos atrás eu tinha um namorado que cada vez que estávamos andando lado a lado ele me puxava para passar para o seu lado direito, o motivo não vem ao caso...
Mas tem bem uns 6 anos que eu mal tenho notícia dele, nem através dos amigos em comum. Nunca mais o vi e nem estava lembrando mais dele há muito tempo.

Aí, no mesmo dia, eu fui almoçar num shopping aqui perto.
E adivinha quem eu encontrei?

Sim. O próprio!
Que coisa mais estranha!!!

Comentário maligno – parte 1: eu bem que gostava dele, mas ainda bem que o amor acabou cedo, ele “embarangou” à beça e está até usando camisa de bolinha*!
Comentário maligno – parte 2: Fala sério se não é uma delícia encontrar aquele cara que te deixou a chorar (há uns 8 ou 9 anos atrás) e ver que hoje você seria areia demais para o caminhãozinho dele!?


* Camisa de bolinha: aquelas que já vêm com uma bola na frente. O quê??? Aquilo é barriga mesmo? Afe! Coitado! Antes fosse uma melancia.

Paradeiro

Hoje é essa a música que não sai da cabeça!
...
Haverá paradeiro para o nosso desejo
Dentro ou fora de um vício
Uns preferem dinheiro
Outros querem um passeio perto do precipício
Haverá paraíso
Sem perder o juízo sem morrer
Haverá pára-raio
Para o nosso desmaio
Num momento preciso
Uns vão de pára-quedas
Outros juntam moedas antes do prejuízo
Num momento propício
Haverá paradeiro para isso?
Haverá paradeiro
Para o nosso desejo
Dentro ou fora de nós
Haverá paraíso...
(Arnaldo Antunes)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Por falar no dia de hoje...

Então, hoje é o tal Dia da Consciência Negra.

Ter um dia específico para isso me parece um pouco de preconceito. Afinal somos todos iguais, não?

Meus pais e minha família toda, em geral, sempre foram muito esclarecidos a este respeito. Por isso, tanto eu quanto meu irmão nunca fizemos distinção nenhuma das pessoas por causa da cor da pele.

Minha mãe conta que quando eu tinha 3 anos, ela estava caminhando comigo numa calçada estreita quando passou um rapaz de pele negra ao nosso lado, deve ter sido o primeiro negro que eu vi na vida, porque diz ela que eu falei bem baixinho:

"Cuidado pra não encostar nele mamãe, ele está sujo de graxa!"

Então ela me explicou que não era sujeira, que cada pessoa tinha uma cor de pele diferente, uns eram mais brancos, outros mais amarelos, outros mais corados, outros mais morenos, etc., mas que éramos todos iguais. E me fez comparar a cor da pele do meu braço com o braço dela mesma e depois com o do meu pai, com o do meu irmão, e conseguiu me mostrar que de fato, cada pessoa tinha um tom de pele diferente...

Tomo esta atitude da minha mãe como um exemplo. Tenho certeza que naquele dia ela poderia ter plantado um preconceito dentro de mim caso tivesse sugerido que aquele rapaz era diferente, mas não, ela mostrou que a minha pele era diferente da do meu pai, diferente da pele do meu irmão e diferente da pele daquele rapaz, e que isso era perfeitamente comum.

Eu comecei a notar que havia discriminação por causa da cor da pele na primeira série do primário, quando algumas crianças me perguntavam:

- Por que você é amiga da Márcia?

E eu respondia sempre:

- Porque ela é bem legal e é muito boa no caçador (jogo também conhecido como queimada), ela sempre me salva!

- Mas ela é preta!

- Ué, o que que tem? Põe o seu braço aqui do lado do meu ó! Tá vendo? A sua cor não é igual a minha também...

Não consegui convencer toda a classe de que a Márcia era igual a gente... mas lembro que muitas crianças eram amigas da Márcia no final do ano.

Hoje eu vejo que alguns negros têm auto-preconceito.

Teve uma cliente minha, aqui da contrutora, que queria fazer umas modificações no seu apartamento, mas eu expliquei umas 5 vezes que não eram mais possíveis devido ao prazo e mesmo devido à possibilidade técnica de execução do que ela queria.

Ela insistiu na posição dela e eu bati o pé dizendo que não era possível e pronto. Pois ela chegou ao ponto de dizer que eu não estava querendo executar a modificação somente porque ela era negra.

Detalhe... eu nunca nem tinha visto a pessoa, só falava com ela por telefone e e-mail, mas nunca nem sequer a tinha visto, como é que eu poderia discriminá-la pela cor se a única coisa que eu conhecia dela era a voz?

Eu sei que tem muita gente que ainda discrimina pessoas por causa da cor, sei que os negros ainda são minoria nas faculdades, mas não acho que um Dia da Consciência Negra ou cotas para negros nas universidades vão reduzir estas "diferenças" impostas por parte da sociedade, pelo contrário, acho que, infelizmente, isso só vai fazer a manutenção dessas diferenças, só vai ressaltar uma diferença que na verdade nem existe.
Acho que a conscientização deve partir dos pais, estes devem ensinar aos seus filhos que não existem diferenças na essência das pessoas apenas porque uma tem pele clara ou escura, olho preto ou azul, cabelo enrolado o ou liso... Até porque, estas pequenas diferenças são comuns mesmo entre membros de uma mesma família!

Hoje é o dia!

Hoje é dia de ser mais feliz ainda!
"Feliz aniversário, envelheço na cidade..."

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

As grandes epidemias brasileiras

Há muitos anos atrás (não interessa a precisão nesse momento, basta dizer que foi na época em que eu era criança) houve uma grande epidemia no Brasil, conhecida (por mim, pelo menos) como a “Síndrome-do-pé-torto”. Foi uma época muito difícil, em que praticamente 98% das crianças tinham defeitos nas pernas ou nos pés.
Mas, não temam, porque esta epidemia já deve ter sido erradicada, visto que quase não se vêem mais crianças usando aquelas lindas (argh!) botas ortopédicas.
Hoje o grande problema da população infanto-juvenil brasileira é a “Síndrome-do-dente-torto”, vocês já devem ter notado que, hoje, 99,9% das crianças têm algum defeito nos dentes. Sim, toda criança que vai uma vez ao dentista acaba sendo encaminhada para um “orto” e termina usando aparelhos.
Hoje é o ortodontista. Na época o “orto” era o ortopedista!
Éééééé, vocês não lembram? Atire a primeira bota ortopédica aquele que, naquela época, não se deparou com pelo menos uma linda criança usando uma temível bota dessas. (Mas atira com cuidado porque as botas eram tão pesadonas que se acertassem a cabeça de um era capaz de matar, ou no mínimo de deixar desacordado por boas quatro horas)
O fato é que eu fui vítima da síndrome-do-pé-torto...
Minha mãezinha foi lá feliz e tranqüila me levar ao médico para uma consulta de rotina. Aí comentou que eu caía muito, que eu vivia me ralando, me quebrando, etc.
Putz... Maldita hora em que ela resolveu fazer esse comentário. Porque sim, foi só um comentário! Minha mãe não estava tentando descobrir um remédio para os meus tombos, para eles bastavam Merthiolate ou Mercúrio-Chromo (que era infinitamente pior porque ficava aquela manchooona vermelha). Ela sabia que eu caía de pata que era ou porque não tinha sossego nenhum.
Mas aí veio o grande veredicto do médico, que disse que eu caía muito porque pisava torto!
Ohhhhhhhhh!
E lá se foi minha mãe comigo à tiracolo para um ortopedista.
E lógico, ele “receitou” o uso de botas ortopédicas!
No primeiro dia eu adorei a idéia! Afinal, que mulher não gosta de ganhar um sapato novo?
Mas quando eu coloquei a tal da bota nos pés e tive que ir para a escola com elas... afe! Que terrorismo!
Primeiro que as belíssimas botas eram pesadérrimas, desconfortabilíssimas, além de paupérrimas nas questão design.
Sem contar a “tiração” de sarro, né? Todo mundo rindo das botas... até mesmo aqueles que já haviam ganhado o seu par de cura-para-a-Síndrome-do-pé-torto.
Mas eu insisti e usei... Por um bom tempo eu usei aquelas sofríveis botas todos os dias, até dentro de casa!
Mas elas começaram a apertar os meus pés, porque criança cresce, e o pé delas também.
Feliz da vida, anunciei à minha mãe que não poderia mais usá-las, pois estavam muito apertadas.
Minha mãe me levou novamente ao ortopedista perguntando se eu já poderia interromper o tratamento com “a-miraculosa-cura-da-sindrome-do-pé-torto”. Ele foi categórico, eu precisava usar a bota por, pelo menos, mais dois meses (devia ser sócio ou ter participação nos lucros da Ortopé).
Minha mãe conversou com meu pai, dizendo que teriam que comprar um outro par de botas porque aquelas não serviam mais e eu ainda precisaria usá-las por dois meses.
A nossa situação na época não era das piores, mas também não tínhamos dinheiro sobrando no final do mês... E as malditas botas eram muito caras!
Meu pai, não querendo me deixar sem as botas que o médico dizia serem tão necessárias, mas também não podendo fazer um novo investimento numa bota que seria usada por apenas dois meses, não teve dúvida, pegou as minhas botas, uma serrinha (ou serrote, não lembro) e cortou o bico das botas!
- Pronto, filha, agora você poderá usar as botas por mais dois meses, e até mais se quiser, pois elas não vão mais te apertar!
Eu achava o máximo usar as botas com a ponta do pé aparecendo!
E, pelo menos assim, me livrei de ter que sair ou ir para a aula com elas...

sábado, 10 de novembro de 2007

Ganhei o dia!

A Sandra fez, indicou e eu, curiosa, fui lá também fazer o teste.

Se não for muito real pelo menos pode ajudar a levantar sua auto estima... Vá até o site Heritage, carregue uma foto sua e descubra com qual (ou quais) celebridade você se parece.

Assim, vocês verão pelos resultados das comparações feitas com uma foto minha que não é assim "tão 100%" confiável! Mas é interessante e até engraçado ver os resultados e buscar as semelhanças que este sistema maluco encontrou.

Eu posso considerar que ganhei o dia!!! Por quê?
Veja mais abaixo... diz que eu sou 83% parecida com a Angelina Jolie! E nem vem me dizer que os resultados não são tão confiáveis!

O quê? Eu disse isso?

Retiro o que eu disse, então.

Tudo bem que ele deu um montão de opções, multi-étnicas, inclusive, mas tá valendo!


E os 10 resultados obtidos diretamente do Heritage são... tcham tcham tcham tcham!!!

Kate Hudson = 80%

Angelina Jolie = 83%

Claire Forlani = 83%

Sammi Cheng = 86%

Halle Berry = 86%

Amisha Patel = 86%

Vanessa Marcil = 90%

Marcia Cross = 90%

Natalie Imbruglia = 90%

Beyonce Knowles = 97%