sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ainda sobre presentes...

Quando eu ainda namorava com aquele que hoje é meu marido, pai do meu filho, ele acertou no meu presente de aniversário ou de dia dos namorados umas três ou quatro vezes (mentira, ele até acertou mais vezes, mas vamos deixar assim para vcs não acharem que ele é bom na arte de presentear).
Teve um ano que, no nosso aniversário de namoro, ele me deu um livro da mesma autora de um outro que ele sabia que eu havia lido e gostado muito.
Eu adorei, claro, afinal, eu amo ganhar livros! Se ele é de um autor que eu gosto então, eu amo duas vezes.
Ele deve ter percebido que eu realmente gostei daquele presente. Talvez dos outros ele tivesse percebido que eu não gostava tanto assim.

Aí, 5 meses depois, no meu aniversário ele me deu mais um livro de presente e antes de eu abrir a embalagem ele me disse:
- Eu comprei esse porque eu sei que vc gosta dessa autora, e que vc gostou do último que eu lhe dei!
Eu fiquei eufórica, afinal, um novo lançamento da autora em 5 meses era fantástico, coisa que normalmente acontecia de ano em ano apenas.

- Quando eu abri a embalagem dei de cara com o mesmo título que eu ganhara há 5 meses...

*Claro que ele nem tinha percebido que era o mesmo.
**Claro que eu falei que ele já tinha me dado aquele livro.
***Claro que eu troquei por outro e fiquei feliz do mesmo jeito. Ele é que ficou totalmente sem graça, claro!

Sobre presentes

Estávamos falando sobre presente de dia das mães e eu comentei que, de comum acordo, resolvemos, eu e meu marido, que eu mesma compraria o meu presente este ano e apresentaria a conta para o meu marido. Uma vez que meu filho é muito pequeno, não vai poder comprar o meu presente mesmo e quem escolheria o presente seria o meu marido, cujo gosto não é lá assim tão de acordo com o meu.

A outra moça que trabalha comigo (vamos chamá-la de "S") achou a idéia ótima:
- Esta aí! Perfeito! Vou sugerir isso para o meu marido também, assim eu ganho algo que eu realmente estou querendo.

O técnico que trabalha com a gente (denominado "L") ficou indignado:
- Mas aí não tem a menor graça! Tem que deixar o marido de vocês escolher. Eu sempre escolho o presente sa minha esposa. Afinal é presente!

- Ah, legal! Mas é que eu cansei de ganhar presente do meu marido que eu não uso nunca. - disse "S".
- Eu também, não sei de onde ele tira a idéia de que eu vou gostar daquela blusa laranjada, ou de um blusão amarelo... Eu não tenho nenhuma peça de roupa dessas cores!!!
- E você acerta sempre o presente da sua esposa, "L"?
- Eu acerto!
Eu e "S" nos olhamos...
- É, meu marido também acha que acerta!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bipolaridade

É meio bipolar, mas assim conseguimos um certo equilíbrio...

Às vezes, para nos sentirmos bem, precisamos gritar, argumentar, reagir.
Outras vezes, para não nos fazer mal, basta apenas calar.

E se?

Tem algumas coisas na minha vida que me parecem que nunca vão se resolver, nunca MESMO!
Fico eu aqui com aquela sensação de que a história ainda não chegou ao fim.
Sensação de que tem mais um capítulo a ser escrito.
De que está faltando o ápice da história: o clímax e o desfecho.

Ao mesmo tempo em que isso gera uma sensação gostosa, uma expectativa boa, gera também uma angústia, uma aflição.

Às vezes eu acho melhor pensar que não tem mais nada para acontecer.
Mas aí vem a vida e me mostra que o filme ainda não acabou, não apareceram as três letrinhas no centro da tela.

Quando a vida insiste em me colocar diante de fatos que dão continuidade à história, eu até abro exceção para ficar pensando no que aconteceria se...
É divertido, é instigante.
É muito bom para se sentir viva!
Mas dá uma insegurança...