segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Viagem em família

E quando eu digo família fazendo referência à minha própria família, podem contar no mínimo 10 cabeças.

Família voltando de BH no feriadão de sete de setembro, segunda-feira, dia 10 de setembro.
Já no aeroporto de Congonhas.
Praticamente 6 horas de “atraso” do tal do vôo 6164, conexão que nos traria de volta à nossa cidade.
Aí vem a notícia:
- Vôo cancelado.
Lá vou eu reclamar no balcão, ainda mais porque eu descobri que o vôo estava cancelado por falta de passageiros que viriam até o aeroporto de Congonhas, ou seja, prejuízo para a empresa o avião voar quase vazio, mesmo tendo 90 passageiros esperando para ir até Curitiba e mais não sei quantos para ir até Porto Alegre.
Após conversar com uma meia dúzia de pessoas que não sabiam dar informação nenhuma - além de “O vôo está previsto, senhora. Atrasado, mas previsto” (sim, mesmo depois da informação de que estava cancelado ainda tinha funcionário dizendo que estava previsto!)- vêm um cidadão da companhia aérea, ouve as minhas lamúrias e reclamações e apelações (que valem por 10), diz que vão nos acomodar em um hotel e no final tem a capacidade de dizer que para a companhia aérea YYY não tem problema ter 90 ou 200 passageiros insatisfeitos, porque, afinal de contas, a companhia está ganhando tanto dinheiro que isso não chega a fazer diferença para eles.
Eu fingi que não ouvi e virei as costas para falar com uma outra funcionária que me parecia ter uma solução bem melhor para o nosso problema.
- Sim, senhora, nós estamos acomodando os nossos passageiros num vôo de outra companhia aérea, pode se dirigir até a sala de embarque que já estamos providenciando a troca dos bilhetes.
Ok, lá fui eu avisar à "família buscapé" que deveríamos ir para a sala de embarque que iríamos para casa por outra companhia.
Meia hora depois, quando estávamos a caminho da aeronave, meu primo, de 6 anos, olha para a logomarca estampada na aeronave e exclama:

- Ai meu Deus! A gente vai nesse avião?
- Sim, Paulo Henrique, vamos nesse.
- Esse não é da XXX?
- É, por quê?
- Mas XXX não é aquele que cai?
- Se cair não tem problema, meu anjo, afinal, a YYY está ganhando tanto dinheiro que não faz diferença perder 90 ou 200 passageiros seus num acidente aéreo, ainda mais se eles estiverem numa aeronave de outra companhia.
Agora me diz, que ser estúpido coloca um funcionário mais estúpido e despreparado ainda para responder reclamações de seus clientes? Nunca mais vôo de YYY.
(Só para constar: a TAM não está envolvida nesse caso, pelo contrário, meu marido voltou de TAM um dia antes e mesmo com vôo cancelado, eles acomodaram os passageiros rapidinho em outro vôo da própria TAM.)

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