quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Utilidades domésticas inúteis

Tá legal, eu admito!
Sou fanática por utensílios domésticos, objetos de decoração, luminárias modernas, roupas de cama, mesa e banho, etc.

Na minha cozinha tem os mais variados, coloridos e curiosos utensílios domésticos (que eu pouco uso). Em cima da bancada da cozinha ficam vários jogos de potes em vidro ou acrílico com os mais variados formatos repletos de arroz, feijão (apesar de eu nunca ter cozinhado feijão em casa), vários formatos e tipos de macarrão, café (apesar de eu ter feito café em casa apenas umas 4 vezes desde que casei), açúcar, sucrilhos, biscoitos, amendoins, etc. Tenho cafeteira moderna e bonitona, liquidificador, batedeira, sanduicheira, churrasqueira elétrica, George Foreman Grill, multiprocessador de alimentos, mixer, etc.

A cafeteira eu já usei umas 4 vezes em quase um ano.
O liquidificador eu comecei a usar nesta semana, para fazer sucos naturais, uso total: 2 vezes.
A batedeira ainda está na caixa, assim como o multiprocessador, o mixer e a churrasqueira elétrica.
De tudo isso o que eu uso mesmo é o George, claro, e a sanduicheira.
Vale observar que eu não comprei tudo isso sabendo que ia ficar no armário, viu. Eu ganhei tudo no casamento. Tudo bem que a lista de presentes fui eu que montei.

O pequeno detalhe que torna tudo isso praticamente um “elefante branco” dentro da minha cozinha é que eu detesto cozinhar. Eu me apego a estes utensílios pelo design, pela beleza, pela cor, porque combinam com a decoração, por diversos motivos, menos pela real utilidade que eles têm dentro da cozinha.
Um analista diria que eu me apego a estes itens na tentativa de começar a gostar de cozinhar, porque eu não admito não saber fazer direito algo que a maioria das pessoas faz bem e faz com gosto. Talvez ele tivesse razão.
E talvez isso esteja ajudando, de fato. Só o tempo (talvez uns 10 anos) dirá.

Outra coisa que faz meus olhos brilharem é toalha de banho e roupa de cama.
Passeando pelo shopping na hora do almoço vi na vitrine da Zêlo uma estampa que eu adorei. Controlei meus impulsos (coisa que eu aprendi a fazer direitinho, graças à Deus) e não comprei, nem entrei na loja para não cair em tentação maior ainda.

A minha tática é a seguinte, eu vejo o produto, gosto, pergunto o preço, digo que estou com pressa e que volto buscar mais tarde ou no dia seguinte.
Então vou pra casa e tento levar minha vida normalmente, sem pensar naquele produto.
Como eu sei que tenho mesmo que comprar?
Quando fico me lembrando do objeto de desejo o tempo inteiro. Se a imagem dele passar pela minha cabeça mais vezes por dia do que o normal é porque eu tenho que comprar. Na maioria das vezes eu acabo esquecendo o produto, não compro e ele não me faz a menor falta.

Mas com esse jogo de cama da Zêlo não foi assim. Nem entrei na loja para perguntar o preço. À noite, em casa, entrei no site da loja, olhei todas as opções de produtos naquela linha e descobri que o preço não era absurdo mas, logicamente, não era dos mais baratos, afinal era assinado por um designer famoso.
Tudo bem. Fui dormir.
Até eu conseguir pregar os olhos eu pensei naquele jogo coordenado umas 5 vezes.
No dia seguinte, acordei cedo e fui trabalhar. No caminho eu já fui pensando no jogo.
Trabalhei a manhã toda num ritmo acelerado, mas sem deixar de lembrar do tal jogo coordenado.
Olhei o extrato da conta bancária (porque eu não gosto de comprar nada parcelado), coloquei na ponta do lápis todas as contas que tem para vencer agora em janeiro e fevereiro (que não são poucas, pelamor!) e tomei a decisão.

Meio dia em ponto eu saí em disparada para o shopping.
Entrei na loja e já fui logo dando nome e sobrenome da linha em que eu estava interessada. A vendedora jogou um balde de água fria em cima de mim.
- Eu não tenho mais este produto na loja, acabou.
- Ah... acabou? – a decepção deve ter ficado estampada no meu rosto.
- Mas devo receber mais amanhã!
... E o brilho voltou a inundar meus olhos!!!

Deixei nome, telefone, endereço, tudo que fosse necessário para ela me encontrar assim que chegassem as peças desejadas. Teria deixado até um sinal de negócio se fosse preciso, mas não foi, lógico.
Voltei um pouco decepcionada para o meu trabalho porque normalmente os vendedores não se lembram de te ligar, mas fui com uma pontinha de esperança.

Ontem após o almoço recebi uma ligação no celular enquanto estava resolvendo um assunto importante do trabalho e preferi não atender, pois não reconheci o número (era a vendedora).
A secretária não me passou uma ligação porque sabia que eu estava ocupada e não lhe pareceu um assunto tão importante o da ligação (era novamente a vendedora).
Lá pelo meio da tarde o celular tocou novamente e desta vez eu atendi, era mais uma vez a insistente (ainda bem!) vendedora da Zêlo avisando que havia recebido as mercadorias e perguntando se podia separar um jogo para mim...
VALEU ARACI!!!
Mal podia esperar pela hora de ir embora para poder passar na loja e pegar o tão sonhado coordenado composto por edredom, porta travesseiros, lençol, sobre-lençol e fronhas... como um outro qualquer.

Mesmo com compromisso marcado para a noite e, sabendo que eu poderia me atrasar por causa do trânsito, fui para o shopping. Enfrentei um trânsito terrível. Quando estava a 3 quadras do shopping encontrei uma vaga para estacionar na rua. Não pensei duas vezes, estacionei e fui andando, tenho certeza de que cheguei mais rápido assim do que se tivesse ido com o carro até o estacionamento do shopping.
Entrei na loja quase saltitando de tão feliz. Agradeci várias vezes à atenção da vendedora e saí de lá com meu jogo de cama tão desejado em duas big-sacolas que chegavam arrastar no chão. Lembram que eu havia deixado o carro a três quadras do shopping, né? Pois é... Mas ainda assim eu fui feliz da vida.

Como eu tinha dois aniversários para ir ontem a noite, não deu tempo de colocar o jogo novo na cama... Mas hoje, quando chegar em casa à noite, vai ser a primeira coisa que eu vou fazer!

Por que eu escrevi tudo isso?
Só para provar pra mim mesma que eu não comprei por impulso! Eu precisava deste jogo de cama!


Meu nome é Anna e eu estou há 246 dias sem comprar nem um alfinete por impulso.

6 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns por tanto tempo sem comprar por impulso. Eu não sou comprador compulsório, mas entendo essa dificuldade. Sempre tive muita relutância ao pensar em comprar alguma coisa, o impedimento maior sempre foi falta do dinheiro. Mas agora, com fluxo monetário maior, a vontade de sair comprando aparece com freqüência. E quando as promoções são realmente pechinchas? -- Beijos.

Anônimo disse...

Parabéns por tanto tempo sem comprar por impulso. Eu não sou comprador compulsório, mas entendo essa dificuldade. Sempre tive muita relutância ao pensar em comprar alguma coisa, o impedimento maior sempre foi falta do dinheiro. Mas agora, com fluxo monetário maior, a vontade de sair comprando aparece com freqüência. E quando as promoções são realmente pechinchas? -- Beijos.

Anônimo disse...

Esse anônimo é o tesco. Que confusão!

Cláudia disse...

Não for por impulso, nem um pouco. Você efetivamente PRECISAVA daquele jogo de cama e tê-lo comprado foi na verdade uma economia: imagina a quantidade de sessões de terapia que você teria de fazer para elaborar a perda na sua mente?
Sobre sua mania, só digo uma coisa: fui ao shopping jantar com amigos e saí de lá com o estômago cheio, a carteira um pouco mais vazia, e carregando uma sacola da M Martan com dois jogos de lençóis novinhos...
bj

ANNA disse...

Tesco,
Eu estou aprendendo, e isso ainda vai melhorar, eu juro!

Claudia,
Vc me entende, então!!!

Re disse...

Parabéns Ana...
Eu preciso me comportar assim.
Quanto aos utensílios de cozinha, sou igual e o pior.... tenho TUDO, menos fogão. Imagina o quanto eu entro na cozinha? Mas ela é linda.... rsrsrsr
bjs
Re