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Sobre filhos

Filhos são, mesmo, tudo de bom! O primeiro ano do meu Guilherme não foi nada fácil para mim. Durante 12 meses, o meu período mais longo de sono ininterrupto deve ter durado umas 2 horas. Meu filho simplesmente não dormia por mais tempo que isso. Eu fiquei apenas 3 meses de licença maternidade, ou seja, dava duro o dia todo no trabalho e passava as noites perambulando entre o meu quarto e o dele. Como eu aguentei esse tempo todo? Ainda é uma incognita para mim. Mas mãe é mãe, e tira forças de onde não existe, e dá conta de tudo, reclama um pouco, mas nunca reclama para o próprio filho, mesmo que ele tenha 7 meses e não entenda nada do que vc está falando (porque no fundo a gente sabe que eles entendem). Já me desesperei quando ele não parava de chorar, já surtei depois de várias noites sem dormir, já trouxe problemas do trabalho para casa, interferindo na qualidade do pouco tempo que tenho para ele, já deixei ele dormir na casa da minha mãe uma noite para que eu pudesse dormir um pouco ...

Língua de trapo

O filhote está soltando a língua... Fala, fala, fala, fala tanto que às vezes dá vontade de pedir para ele parar. Se estamos chegando ao supermercado ou ao shopping, no estacionamento ele enlouquece: - Olha o cao! Tradução Simultânea (TS): Olha o carro! - Maixx cao! TS: Mais carro! - Doix cao! Cato cao! Muto cao! TS: Dois carros! Quatro carros! Muitos carros! Dentro do shopping ele vê as lixeiras: - Olha ixo! Maixx ixo! Muto ixo! TS: Olha o lixo! Mais lixo! Muitos lixos! Ele já reconhece algumas cores e fica louco com as lixeiras de coleta seletiva: - Ixo dul! Ixo mélo! Ixo mêlio! Ixo dedi! TS: Lixo azul! Lixo amarelo! Lixo vermelho! Lixo verde! Dentre outras coisas que ele fala sem parar tem uma que eu acho que ainda vai me dar problemas... Estamos no supermercado, na fila do caixa e ele aponta para a frente e fala bem alto (gritado mesmo) para todo mundo ouvir: - Olha a "bixa"!!! "Bicha/bixa" para ele é balão, ele fala "bixa" porque meu marido tem o hábi...

Ainda sobre presentes...

Quando eu ainda namorava com aquele que hoje é meu marido, pai do meu filho, ele acertou no meu presente de aniversário ou de dia dos namorados umas três ou quatro vezes (mentira, ele até acertou mais vezes, mas vamos deixar assim para vcs não acharem que ele é bom na arte de presentear). Teve um ano que, no nosso aniversário de namoro, ele me deu um livro da mesma autora de um outro que ele sabia que eu havia lido e gostado muito. Eu adorei, claro, afinal, eu amo ganhar livros! Se ele é de um autor que eu gosto então, eu amo duas vezes. Ele deve ter percebido que eu realmente gostei daquele presente. Talvez dos outros ele tivesse percebido que eu não gostava tanto assim. Aí, 5 meses depois, no meu aniversário ele me deu mais um livro de presente e antes de eu abrir a embalagem ele me disse: - Eu comprei esse porque eu sei que vc gosta dessa autora, e que vc gostou do último que eu lhe dei! Eu fiquei eufórica, afinal, um novo lançamento da autora em 5 meses era fantástico, coisa que no...

Sobre presentes

Estávamos falando sobre presente de dia das mães e eu comentei que, de comum acordo, resolvemos, eu e meu marido, que eu mesma compraria o meu presente este ano e apresentaria a conta para o meu marido. Uma vez que meu filho é muito pequeno, não vai poder comprar o meu presente mesmo e quem escolheria o presente seria o meu marido, cujo gosto não é lá assim tão de acordo com o meu. A outra moça que trabalha comigo (vamos chamá-la de "S") achou a idéia ótima: - Esta aí! Perfeito! Vou sugerir isso para o meu marido também, assim eu ganho algo que eu realmente estou querendo. O técnico que trabalha com a gente (denominado "L") ficou indignado: - Mas aí não tem a menor graça! Tem que deixar o marido de vocês escolher. Eu sempre escolho o presente sa minha esposa. Afinal é presente! - Ah, legal! Mas é que eu cansei de ganhar presente do meu marido que eu não uso nunca. - disse "S". - Eu também, não sei de onde ele tira a idéia de que eu vou gostar daquela blus...

Bipolaridade

É meio bipolar, mas assim conseguimos um certo equilíbrio... Às vezes, para nos sentirmos bem, precisamos gritar, argumentar, reagir. Outras vezes, para não nos fazer mal, basta apenas calar.

E se?

Tem algumas coisas na minha vida que me parecem que nunca vão se resolver, nunca MESMO! Fico eu aqui com aquela sensação de que a história ainda não chegou ao fim. Sensação de que tem mais um capítulo a ser escrito. De que está faltando o ápice da história: o clímax e o desfecho. Ao mesmo tempo em que isso gera uma sensação gostosa, uma expectativa boa, gera também uma angústia, uma aflição. Às vezes eu acho melhor pensar que não tem mais nada para acontecer. Mas aí vem a vida e me mostra que o filme ainda não acabou, não apareceram as três letrinhas no centro da tela. Quando a vida insiste em me colocar diante de fatos que dão continuidade à história, eu até abro exceção para ficar pensando no que aconteceria se... É divertido, é instigante. É muito bom para se sentir viva! Mas dá uma insegurança...

Conflito de gênero

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Você marca uma consulta com a sua médica ginecologista com quase 3 meses de antecedência, afinal a agenda dela é concorridíssima. Aí, um dia antes da consulta o seu chefe pede uma reunião com você e com o diretor comercial para o mesmo dia e horário da sua consulta. Então, você pede para ele mudar o horário porque você já havia agendado médico e não conseguiria mudar o horário da consulta. Ele muda, sem problema nenhum. No dia da consulta e também da reunião ele aparece na sua sala (onde, detalhe, você é a única mulher), para passar uma informação sobre um dos projetos que você coordena. Ele passa a informação, vocês conversam um pouquinho a respeito, ele vira as costas e quando já está quase saindo volta e pergunta: - Urbanna, médico do que você tem hoje? E você, com a naturalidade de quem já está habituada a viver no meio dos homens, responde sem pestanejar: - Ginecologista! O chefe, que não está tão habituado assim a trabalhar com mulheres, fica super vermelho, derruba sua agenda ...